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    Mais Saúde
      CÂNCER DE INTESTINO: A MELHOR ARMA É A PREVENÇÃO

    Também conhecido como câncer colorretal, é a terceira principal causa de morte por câncer no Brasil. No Sudeste, já ocupa segundo lugar

    O câncer nada mais é do que um acúmulo de alterações nas células. O envelhecimento humano é uma das causas que favorece sua propagação. No caso do câncer de intestino, chamado também de colorretal, é totalmente evitável. Mesmo assim, no Brasil, é a terceira principal causa de morte por câncer. Em algumas regiões, como no Sudeste, já ocupa segundo lugar.

    A doença tem origem em um pólipo que surge na região colorretal. Esta lesão benigna pode evoluir para um câncer em um período de 10 a 15 anos, se não diagnosticada e tratada adequadamente. Por essa razão, testes preventivos, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes, devem ser realizados periodicamente.

    Embora possa acometer jovens, pessoas com mais de 50 anos, que são as mais atingidas, devem realizar anualmente o exame proctológico, que inclui o toque retal e a pesquisa de sangue. Se o resultado for positivo, é indicada uma colonoscopia para confirmar o diagnóstico. Para aqueles que têm antecedentes na família, os cuidados precisam ser tomados a partir dos 40 anos.

    DOENÇA SILENCIOSA

    No estágio inicial, a doença não costuma apresentar sintomas. Os primeiros sinais, como sangue nas fezes, dores abdominais, diarréia ou constipação, são comuns à outras doenças, dificultando o diagnóstico. Por esse motivo, em 80% dos casos o tumor é detectado já em estágio progressivo, dificultando o tratamento.

    Quando avançado, o câncer se espalha por outros órgãos, predominantemente para o fígado e pulmão, além dos ossos. Nesta situação, quase metade dos pacientes morre em menos de cinco anos. Porém, quando detectado no começo, a sobrevida ultrapassa 90%. Dra. Nise Yamaguchi, diretora da ONG ABRAPRECI, Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de

    Intestino, destaca que é fundamental uma ampla divulgação e a instituição de exames periódicos para a população dentro da faixa-etária de maior incidência.

    “Entre outros fatores, obteríamos redução dos custos de internações e tratamentos na saúde pública. Se o governo e os convênios particulares contribuírem, as informações sobre prevenção alcançarão o maior número de cidadãos, salvando vidas – que é o ponto mais relevante – e evitando procedimentos agressivos, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
    Coluna Mais Saúde
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    Franklin Hell & Gustavo Anastasio© 2006 • Editora Gazeta de Praia Grande • Direitos Autorais Reservados