História do Cangaço
Contexto Histórico do Brasil
1776 - Morrem na forca Teodósio, Joaquim Gomes e José Gomes, o Cabeleira, que foi levado a vida cangaceira por seu próprio pai.
O enforcamento ocorreu no Largo das Cinco Pontas em Recife (PE).
1822 - Lucas da Feira, filho de escravos, aos 15 anos foge e passa a viver escondido no mato. Chegou a formar um bando com cerca de 30 homens.
1830 - Lutas de família e revoltas políticas no Ceará e em Pernambuco.
Os Cunhas e os Patacas, os Mourãos e os Moquecas, os Liberatos e
os Guarabiras envolvem-se em brigas trágicas.
1848 - Lucas da Feira, ao ser preso, é levado à Corte Imperial, a pedido de D. Pedro II, que desejava conhecê-lo antes que fosse enforcado em Feira de Santana (BA).
1875 - Adolfo Meia-Noite, cangaceiro, nascido em Afogados da Ingazeira (PE), morre na Paraíba, em conflito com a Polícia.
1877 - Bandos de retirantes empurrados pela seca invadem e saqueiam povoados.
João Calango organiza seu bando de cangaceiros.
Jesuíno Brilhante, célebre cangaceiro, ataca comboios do governo que transportam alimentos e distribui tudo aos necessitados.
Sua mulher e seus filhos sempre o acompanham.
1896 - Antonio Silvino entra para o cangaço após o assassinato de seu pai.
Com a morte de Luiz Mansidão, Antonio Silvino torna-se o chefe do grupo.
Fica famoso por sua coragem e valentia.
Exige da Companhia “Great Western Railway” 30 contos de réis, para que a linha de trem passe em terras que diz serem de sua propriedade.
Seu bando tem cerca de 10 integrantes, aumentando em certas ocasiões.
Têm início as lutas contra a polícia e as autoridades.
1898 - Nascimento de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
1900 - Antonio Silvino afirma-se como chefe de um grupo de cangaceiros independentes, como Jesuíno Brilhante, Adolfo Meia Noite e outros.
1906 - As ações de Antonio Silvino voltam-se cada vez mais contra as autoridades locais.
1914 - Antonio Silvino é ferido e preso em Lagoa da Lage (PE) pelo Alferes Theophanes Ferraz Torres. Em 37, é libertado e não volta à vida cangaceira.
O Padre Cícero torna-se vice-presidente do Estado do Ceará.
Diminui a crise do açúcar e do algodão.
1916 - Aos 20 anos de idade, Sinhô Pereira e seu primo, Luiz Padre, juntam-se para vingar a morte de seu irmão e pai, respectivamente.
1919 - Luiz Padre, a pedido de Padre Cícero, larga o cangaço e vai para Goiás.
1920 - Virgulino Ferreira da Silva e seus irmãos Antonio e Ezequiel, após a morte de seu pai (1920), entram para o bando de Sinhô Pereira.
1922 - Em agosto, Lampião passa a comandar seu próprio bando.
1924 - Em Lagoa do Vieira (PE) Lampião é ferido no pé, o que lhe causa uma lesão para o resto da vida.
1925 - Em fevereiro, Lampião enfrenta volantes da Paraíba e Pernambuco no Serrote Preto-AL.
Em agosto morre Livino e Lampião fica cego do olho direito.
1926 - Em Juazeiro do Norte-CE, recebe patente de Capitão do Batalhão Patriótico para combater a Coluna Prestes. Corisco, o Diabo Loiro, integra-se ao bando de Lampião e fica até dezembro.
1927 - Em janeiro, morre Antonio Ferreira, irmão de Lampião.
Em novembro, o bando ataca a cidade de Mossoró (RN).
1928 - Em agosto, devido à grandes perseguições, e com seu grupo reduzido, Lampião abandona Pernambuco e cruza o Rio São Francisco, passando a agir na Bahia e em Sergipe.
1929 - Lampião e seu bando entram pacificamente na cidade de Capela-SE.
Primeiro encontro com Maria Bonita, em Malhada do Caiçara, Sta. Brígida (BA)
1931 - Tiroteio na Fazenda Touro (BA), onde morre Ezequiel, irmão de Lampião.
1932 - Tiroteio da Maranduba (SE). Nascimento de Expedita, filha de Lampião e Maria Bonita.
1934 - Morte do Padre Cícero.
1936 - Maria Bonita é ferida em Serrinha do Catimbau próximo a Garanhuns (PE).
1937 - Combate na Lagoa do Crauá-SE.
1938 - Morte de Lampião, Maria Bonita, Enedina e mais oito cangaceiros numa emboscada na Fazenda Angico (SE).
1940 - Morte de Corisco. Dadá é ferida e presa, marcando o fim do Cangaço.
Antonio Amaury Corrêa de Araujo
Vera Ferreira
1840 - Antecipação da maioridade de D. Pedro de Alcântara, que se torna o segundo imperador do Brasil. Início do II Reinado (1840- 1889).
1843 - Casamento de D. Pedro II com Dona Teresa Cristina.
1850 - Promulgação da Lei Eusébio de Queiroz, que extingue o tráfico negreiro.
1851 - Início da Guerra do Brasil e Paraguai contra Rosas, ditador argentino e seu aliado Oribe, ex-presidente do Uruguai.
1852 - Caxias comanda forças brasileiras, uruguaias e argentinas, que derrotam e depõem Rosas.
1864 - O Brasil entra em luta com o governo uruguaio de Aguirre. O governo paraguaio, chefiado por Solano López, declara guerra ao Brasil.
1865 - Tríplice Aliança: Brasil, Argentina e Uruguai lutam contra o Paraguai.
Com o fim da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, a retomada da produção de algodão provoca crise no Nordeste. Começa a modernização da produção de açúcar nordestina. Pequenos produtores sem capital fecham seus engenhos, causando desemprego no setor.
1867 - Retirada da Laguna: saída militar do Brasil da Guerra do Paraguai.
1870 - Deslocamento de trabalhadores nordestinos para a Amazônia em busca do novo “El Dorado” da borracha.
1871 - Promulgação da Lei do Ventre Livre.
1877 - Grande seca no Nordeste.
1888 - Promulgação da Lei Áurea, que põe fim à escravidão no Brasil.
1889 - Ministério Liberal, último da monarquia, organizado pelo Visconde de Ouro Preto dura de 07.06 a 15.11, quando é proclamada a República.
Começa a ascensão política do Padre Cícero.
1891 - Promulgada a primeira Constituição da República. Deodoro da Fonseca é eleito Presidente e Floriano, Vice. Golpe de Estado.
Deodoro dissolve o Congresso e declara Estado de Sítio. Contragolpe. Deodoro é substituído por Floriano.
1894 - Eleições. Prudente de Morais é eleito Presidente e Manuel Vitorino, Vice.
1896 - O governo organiza expedição contra Canudos. As tropas federais são derrotadas pelos rebeldes.
1897 - Tropas do governo ocupam Canudos. Antonio Conselheiro é morto. Prudente de Morais sofre um atentado.
1898 - Eleições presidenciais. Campos Sales vence. Rosa e Silva é o Vice.
1900 - Descontentamento geral com a alta do custo de vida. Tentativa de golpe: populares, militares e monarquistas envolvidos. Começa a política dos governadores: o Presidente passa a controlar o poder legislativo, só aceitando para cargos públicos pessoas eleitas pela "política dominante" de cada Estado. Desta forma, estabelece-se um compromisso de aliança e de apoio mútuo. Os governadores devem garantir,em seus estados, candidatos afinados com a política e as medidas do Governo Federal recebendo "apoio" deste para executá-las. Isto é conseguido através de compra de votos, apadrinhamentos, chantagens, assim como perseguições à oposição e ameaças, que tanto se refletem nos cargos públicos, como na vida pessoal. É o governo das "oligarquias", ou seja, a autoridade e o poder nas mãos de poucos. Esse mecanismo reforça a figura dos “Coronéis” que, antes, eram oriundos da Guarda Nacional, já extinta, mas que passam a simbolizar a autoridade local. Mesmo após a Proclamação da República, persiste essa denominação dada espontaneamente pela população, àqueles que detém o poder político e econômico. Essa mentalidade, entre outros fatores, vai acabar se reproduzindo e se expressando nas relações do Cangaço; tanto entre seus próprios membros, como com seus aliados e inimigos locais.
1902 - Eleições. Rodrigues Alves é eleito Presidente e Silviano Brandão, Vice.
1906 - Eleições. Afonso Pena é eleito Presidente e Nilo Peçanha, Vice.
1909 - Morte de Afonso Pena. Nilo Peçanha assume a Presidência.
1910 - Eleições. Hermes da Fonseca é eleito Presidente e Venceslau Brás, Vice.
1911 - Início do "salvacionismo". Governo Federal intervém nos Estados, tentando tirar do poder as "oligarquias locais".
1914 - Conflito no Ceará. Jagunços comandados pelo Padre Cícero ocupam o vale do Cariri. Eleições. Venceslau Brás é eleito Presidente e Urbano dos Santos, Vice.
1917 - O Brasil entra na 1ª Guerra Mundial.
1918 - Eleições. Rodrigues Alves é eleito presidente e Delfim Moreira, Vice.
1919 - Morte de Rodrigues Alves. Delfim Moreira governa até julho. Em novas eleições, vence Epitácio Pessoa que concede importantes auxílios federais para a execução de grandes obras no Nordeste seco.
1921 - Criação do primeiro banco no sertão nordestino.
1922 - Eleições. Artur Bernardes é eleito Presidente e Urbano dos Santos, Vice. Revolta do Forte de Copacabana (RJ) - Tenentismo.
1924 - Levante tenentista em SP. A cidade é bombardeada pelas tropas federais. Luis Carlos Prestes e Siqueira Campos iniciam levante no Rio Grande do Sul.
Seu encontro com os revoltosos de SP resulta na Coluna Prestes.
1926 - Eleições. Washington Luis é eleito Presidente e Melo Viana, Vice. Reforma Constitucional amplia os poderes do Executivo. A Coluna Prestes percorre o país.
1929 - Políticos mineiros e gaúchos elaboram o programa da Aliança Liberal. É lançada a candidatura de Getúlio Vargas.
1930 - Eleições presidenciais. Vitória de Júlio Prestes. João Pessoa é assassinado. Revolução de 30. Inicia-se, no Rio Grande do Sul, movimento armado contra o Governo. Minas Gerais e Paraíba aderem à revolta. Em 24 de Outubro, Washington Luís é deposto e Getúlio Vargas nomeado chefe do Governo Provisório.
1932 - Movimento pró-constitucionalização do país. Em 09 de Julho eclode a guerra civil dos paulistas contra as forças getulistas. Em 30 de Outubro é assinado o armistício.
1934 - Nova Constituição. Getúlio Vargas é eleito Presidente pelo Congresso.
1935 - PCB apóia a criação da Aliança Nacional Libertadora. Decretada a Lei de Segurança Nacional. O Governo fecha a ANL.
Tentativa de insurreição comunista. O governo reprime o movimento. É decretado Estado de Sítio.
1937 - Golpe de Estado (10 de novembro). Vargas fecha o Congresso, outorga uma nova Constituição e suprime os partidos políticos.
1939 - Justiça do Trabalho é organizada. Elaborado um Plano Quinquenal de Governo.
O governo cria o Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP e passa a censurar os meios de comunicação.
1940 - O governo institui o salário mínimo.
Maria Helena Caldas