Quarta costela

Um funcionário antigo de empresa é de repente despedido, chega em casa mais cedo e descobre que a mulher o trai com o cunhado; sai à rua, bate o carro no centro da cidade, apanha do outro motorista e é vaiado pelos boys de escritório. Vinga-se alugando um quarto em hotel fuleiro e da janela cuspindo para fora, "na humanidade". Um dos atingidos pelo cuspe, Filipinho, sobe para avisá-lo do dano que causa e depois doutriná-lo no sentido de que a humanidade é boa e não merece isso. Mas o chefe sórdido de Filipinho chega com a mulher de Filipinho, vai para a cama com ela (Filipinho debaixo da cama) e expõe sua filosofia de vida prática e brutal para Perseu, que nunca esquece de cuspir. Daí por diante, o grande empenho de Perseu será para que Filipinho também admita que a humanidade merece ser cuspida - e cuspa junto.
A peça foi distinguida com o Prêmio de Leitura do Serviço Nacional do Teatro em 1978 e teve encenação de um mês em pequeno teatro, vista pelo crítico Sábato Magaldi. Clique aqui e veja trechos dessa crítica do Jornal da Tarde de São Paulo.


O homem que cospe da janela: ilustração para a crítica de
Sábato Magaldi no Jornal da Tarde a propósito da
montagem-relâmpago de Quarta Costela