Sociedade de xarás
Um certo João Carlos Cunha é chamado para uma reunião envolta em segredo e comparece. Encontra nela outros três indivíduos de nome João Carlos Cunha, mais a mulher de um deles. Vieram todos convocados por um homônimo (e esse não veio) que se valeu da lista telefônica, e vêem-se no impasse de não ter mais razão para reunir-se além do nome. Mas, já que vieram, procuram razões: cogitam de fundar uma pequena maçonaria para proteção mútua, de partilhar da mulher que ali está, de combinar churrascos na casa de cada um a cada domingo. Toda proposta esbarra em dificuldades, provoca discussões, ameaça rachar o grupo antes de constituir-se. A sociedade não dá certo, mas acena com promessas - e a mulher sai com a esperança de ainda achar um João Carlos Cunha que valha a pena e ali não esteve, ou alguém com qualquer outro nome.