Viva Olegário

Peça encenada em 1977 pelo grupo Teatro Contemporâneo (Teco), com direção de Afonso Gentil e Mauro de Almeida no elenco. Recebeu o Prêmio Governador do Estado de São Paulo na categoria Melhor Autor do Ano. Foi montada em 1978 em Belo Horizonte, com Antônio Grassi como Olegário. A TV Cultura a apresentou em seu Teatro Dois, com direção de Antunes Filho e Sérgio Mamberti no papel principal. A versão atual é de 1998, inteiramente reescrita.

Sinopse

Enquanto bebe discretamente num bar, o funcionário público Diogênio é surpreendido por dois sujeitos que o reconhecem como o velho amigo deles Olegário, espécie de líder dos malandros. Diogênio nega, mas vão chegando mais freqüentadores com a mesma certeza de reencontrar o admirado Olegário.
É tanta a convicção deles e tamanho o desprezo com que Diogênio vê a si próprio, que ele afinal admite a nova identidade. Ao fazê-lo e afirmar-se Olegário, passa a merecer o amor antigo de Adelaide e se torna alvo do ódio antigo de Ricardão, a quem teria deformado o rosto numa briga de bar. Assim Olegário verifica que não é fácil ser quem é - e que não basta ser Olegário, cabendo-lhe ir além disso.

Viva Olegário na televisão: numa encenação de Antunes Filho, a peça integrou o Teatro 2 da Cultura em 1977, com Sérgio Mamberti no papel central