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Teste: Mini Para Todos Print E-mail
15 Mar 2005, por Felipe Cichini

"O desktop ideal para quem quer começar com o Mac OS X e o iLIfe '05". Foi assim que a Apple descreveu o Mac mini quando ele foi lançado na Macworld San Francisco, dia 11 de janeiro de 2005. Feito para ser o primeiro Mac de vários donos de iPod que ainda usam o Windows, o Mac mini toma para si o título de menor e mais barato Mac do mercado, inclusive do mercado nacional. Ele já esgotou das prateleiras de algumas lojas, já foi menosprezado, idolatrado e até idealizado em carros, tudo isso com pouco mais de um mês de vida. No Brasil ele já estreou custando a partir de R$2.890,00. Ainda é bastante alto para os padrões nacionais, mas quem quer um Mac já não precisa mais vender o carro, ou penhorar as jóias da patroa para conseguir um.

A Máquina

Esqueça números de benchmarks e dados técnicos que ninguém entende. Estamos falando de vida real, dados de um computador doméstico que são relevantes para o usuário doméstico, pura e simplesmente. Como ele se comporta ripando ou gravando um CD, editando vídeo, fazendo uma musiquinha no GarageBand só para descontrair, esse tipo de coisa, além da parte estética, foram os quesitos considerados neste teste.

O Mac mini em todo o seu "minúsculo" esplendor. Foto: Felipe Cichini/MacPress

Apesar de todo mundo já saber que ele é pequeno, o mini realmente impressiona à primeira vista pelo tamanho. Com pouca altura e profundidade, ele engana os mais afoitos que podem pensar que ele é um HD externo. Mas é só reparar na entrada do drive óptico e nos cabos na traseira pra perceber que ele é mesmo um computador, um Mac puro-sangue.

A caixa do mini segue o mesmo princípio da economia de espaço que rege o design minimalista do computador. Ela tem as dimensões pouco menores do que as de uma caixa de sapatos. Dentro, estão acondicionados a fonte, os cabos, softwares e mais abaixo, dentro de um berço de isopor, o Mac mini propriamente dito.

As conexões do Mac mini. Foto: Divulgação

Algumas considerações são necessárias para quem acha que pode jogar a escrivaninha fora e comprar um pedestal só para o monitor. O mini realmente é pequeno. Mas a Apple conseguiu atingir essa falta de tamanho toda retirando a fonte de alimentação de dentro dele. A fonte do mini é bem trambolhuda e ocupa um espaço considerável.

Se você tem um monitor VGA (o que deve ser o caso da maioria dos switchers que comprarem o mini), prepare-se para "enfeiar" um pouco o Mac mini. Junto com ele vem um adaptador DVI-VGA que, sozinho, possui 2,5 cm. Some isso ao conector do cabo do seu monitor e você precisará de pelo menos 10 cm de espaço livre atrás do mini para poder dobrar o cabo sem prejudicar a vida útil do mesmo.

O Mac mini pronto para o uso. Foto: Felipe Cichini/MacPress

Quanto ao pacote de softwares, só faltou mesmo a suíte iWork, para permitir que novos usuários trabalhem com arquivos de texto e apresentações. Mas como o mini visa atingir o mercado doméstico e tentar trazer os usuários de Windows para a maravilha do Hub digital da Apple, o iLife '05 está aí para fazer as honras, aliado ao poderoso e estável Mac OS X, que certamente justificam a troca de sistema (no caso de um switcher). A única ressalva é que tendo o mini somente 256MB de memória RAM de fábrica, não é possível extrair todo o potencial dos softwares. Ao utilizar o iMovie para importar um filme DV, não foram raras as vezes que ele parou de importar o filme se eu usasse o Mac para fazer alguma outra tarefa mais pesada, como acessar a biblioteca de fotos ou música de um iBook compartilhadas via rede, ou mesmo acessar a biblioteca de músicas do próprio mini.

iMovie

Confesso que me surpreendi com a rapidez com que o mini executou algumas tarefas. Sim, rapidez. Com a pouca RAM, eu esperava que ele engasgasse bem mais ao renderizar transições, efeitos, etc. O famoso Cross Dissolve levava só alguns segundos e já era possível visualizar como havia ficado a transição entre alguns clipes. No caso de textos mais longos ou efeitos mais complicados, como o Earthquake, o mini levou um tempo razoável, o que é um bom resultado, considerando-se as limitações de uma máquina essencialmente doméstica e com pouca RAM.

iPhoto

Faltou-nos uma máquina fotográfica com saída USB 2.0 para verificarmos a velocidade da entrada USB do mini na importação de fotos. Fora isso, o mini se comportou bem ao exibir fotos do próprio HD e a biblioteca remota de fotos de um iBook que acessamos pela rede. O iBook estava conectado à rede via AirPort e o mini ligado a um hub via cabo. As limitações de exibição das fotos remotas nos pareceram mais devidas à largura da banda da rede do que pela falta de memória RAM do mini. Quanto ao resto das funções (ele vem com o iLife ’05) ele desempenhava numa boa todas elas.

GarageBand

O GarageBand foi o software que o Mac mini mais penou pra fazer funcionar. Tivemos algumas mensagens de erro nos dizendo que deveríamos diminuir o número das faixas que estávamos trabalhando ou colocar mais memória RAM no Mac. Talvez se a própria Apple tivesse testado o GB na fábrica ele saísse com mais memória. Mas como música é um mercado bem menos explorado pelos usuários domésticos do que vídeo, é perdoável.

iTunes

Agora alguns números, para os órfãos do benchmark: testamos a importação de um CD de 1h e 6 min (Travelling Without Moving, do Jamiroquai, se você está curioso), que foi efetuada em 8 min e 1s, com pico máximo de velocidade de importação pelo CD de 11,9x, bem abaixo dos 24x prometidos. Aqui, os gargalos de velocidades do processador e da comunicação deste com a memória aparecem. Na importação, o iTunes lê os dados da música no CD e os converte em um formato com compressão, um processo que utiliza processador e memória de forma intensiva. Mas se a importação foi lenta, a gravação do CD compensou, levando apenas 5 min e 56 s, cerca de 2 minutos a menos.

Para quem é?

Nos EUA, o Mac mini foi originalmente lançado para ser o primeiro Mac daquele usuário que está pensando seriamente em fazer o switch – para quem não sabe, switch, ou mudança, é o nome de uma campanha da Apple na qual ela pede a usuários de Windows que mudem (switch) de plataforma. Custando US$499,00 ou US$599,00, o mini foi feito exatamente para aqueles que compraram um iPod (cuja faixa de preço vai de US$99 a US$449), se deslumbraram com a facilidade de uso do tocador, e que agora querem ver se essa facilidade se estende ao uso de um computador. O mini é, hoje, o meio mais barato de se ter acesso ao Mac OS X em um Mac novo, seja nos EUA, seja no Brasil.

No Brasil, entretanto, o cenário já é um pouco diferente. O Mac mini é o Mac mais barato, mas seu mercado-alvo aqui deve se estender àquele usuário que não tem dinheiro pra renovar seu Mac antigo e quer (ou precisa de) um G4. Talvez seja aí que o mini enfrentará mais críticas, já que seu sistema, de um modo geral, é modesto e não permite expansão, a não ser de HD e memória RAM.

Concluíndo

Ele é uma boa saída para um usuário cansado do seu G3 ou pré-G3, mas certamente irá decepcionar os power users. O lado bom, entretanto, é que a Apple não segurou o desempenho do processador, que possui a mesma velocidade de cache e bus do sistema idênticos aos últimos Power Macs G4, de onde provavelmente herdaram os chips. Mas no caso do mini, placa de vídeo (apenas 32MB, um passo atrás já que até as placas de 64MB estão perdendo espaço para as de 128), memória RAM (somente 256MB de fábrica) e HD são os freios que mais seguram o desempenho da máquina. 
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