ctrl+h [alt+h]ctrl+a [alt+a]ctrl+f [alt+f]ctrl+m [alt+m]ctrl+x [alt+x]ctrl+t [alt+t]
Site Web
Mac-e-Dúvida
Na "hora do show", qual produto se destacou?
iPod
iTunes
iTV
Filmes na iTMS
iPeroba
MP.Parcerias
Seja Atípico
Seja Atípico
MP.Giro
Atualizado em:
19/12/2007 10:35:17

Informação na Velocidade da Maçã Quinta, 27 de novembro de 2008

A Apple e o Tal do HD Print E-mail
15 Jun 2004, por César Hashimoto

Afinal, o que significa HD? Hard Disk? Bem, na computação comum, HD (ou HDD) significa Hard Disk Drive. Na área de vídeo, claro que os HDs continuam fazendo sua parte no armazenamento e leitura das imagens e áudio que capturamos para dentro do computador. Mas o fato é que o termo atualmente mais discutido entre os profissionais da área de vídeo e cinema, o HD, significa High Definition. Sem enrolar muito na tradução, HD significa Alta Definição.

Quem já não ouviu falar de HDTV? Pois é, o vídeo HD é uma parte do que chamamos de HDTV, o novo (e polêmico) padrão de transmissão e reprodução de alta definição para TVs no mundo todo. O padrão HDTV, apesar de ter variações européias, americanas e japonesas, tem como foco a definição melhorada. O que é definição? A definição é o que faz as imagens e áudio parecerem melhor ou pior. Isto é feito basicamente através do número de amostras em um espaço físico e/ou temporal. Resumindo, o número de pontinhos (os pixels) que habitam a sua tela de TV vai aumentar. E muito.

HD versus SD

FireWireDo outro lado da linha, temos o padrão SD. SD significa Standard Definition, ou seja, Definição Comum. Atualmente, SD é o que vemos na TV, na hora da novela ou noticiário, por exemplo. Uma diferença importante entre o SD e o HD está obviamente na definição. Enquanto um fotograma (um quadro de imagem) SD tem 480 pixels de altura, um fotograma HD tem até 1080. As TVs convencionais não têm capacidade para reproduzir tanta informação assim, por isso tudo o que é feito hoje em HD e que vai para as telinhas precisa ser transformado em SD. Este processo é chamado down conversion. A partir daí, sabemos que a transcodificação é possível, e que muitas cenas de filmes e até mesmo novelas nacionais utilizam o HD, mesmo sendo a finalização e transmissão feitas em SD. Isto é feito não somente por uma questão de tempo, mas também de economia. Tempo é dinheiro!

Até antes do HD surgir no mercado profissional, praticamente tudo era gravado em SD ou filme. O problema é que imagens gravadas em câmeras convencionais SD não dão muita flexibilidade na hora de fazer efeitos, pans ou zooms. Para isso, utilizava-se o filme. O filme é uma mídia diferente, que não armazena as informações em forma magnética, e tem uma resolução absurda (de tão boa). O armazenamento das imagens é feito de forma química, já que a luz é a responsável pela alteração dos elementos que compõem a película que vai dentro das câmeras monstruosas de cinema. Um problema ao se trabalhar com filme é que este, além de ter validade para uso e ser super sensível à umidade e luminosidade, exige a revelação e o telecine (transferência da película para o vídeo), antes de poder chegar às ilhas de edição de alta definição. Quando os equipamentos HD chegaram ao mercado, sofreram muitas críticas. Afinal, o que é novo assusta, e normalmente é necessário uma pequena evolução e adaptação, tanto da parte dos equipamentos quanto da parte dos profissionais que os operam. Pulando esta parte chata de história, chegamos à atualidade. Hoje existem profissionais especializando-se cada vez mais em equipamentos e conceitos que envolvem o trabalho com o padrão HD - e cada vez mais podemos ver o padrão HD tomando seu lugar na produção profissional.

O Final Cut Pro já é capaz de editar vídeo neste padrão HD há algum tempo. É claro que é necessário utilizar equipamentos opcionais tanto para processamento quanto para armazenamento. Para se ter uma idéia, um segundo de vídeo no padrão HD uncompressed (sem compressão) pode pesar quase 40 vezes mais do que um segundo de vídeo no padrão DV. Mas a verdade é que o Final Cut Pro já suporta o padrão HD há algumas gerações.

Final Cut Pro HD

DVCPRO HDAté a primeira metade de abril de 2004, para se editar vídeo no padrão HD com o Final Cut ou qualquer outro sistema de edição do mercado, era necessário um sistema bastante robusto (e caro). Uma estação como esta não sairia por menos do que USD$100.000,00. Mas em abril de 2004, durante a NAB, a maior feira de vídeo do mundo, a Apple lançou como update gratuito a versão 4.5 do Final Cut Pro, que recebeu agora um novo nome: Final Cut Pro HD. A maior mudança nesta nova versão é o suporte nativo ao padrão DVCPRO HD, desenvolvido pela Panasonic. O padrão DVCPRO HD vem disputando mercado com o HDCAM, da Sony. Ambos os formatos trabalham em alta definição, mas são sistemas diferentes de empresas diferentes. O fato é que, por ter os dados digitais armazenados em fita magnética, ambos DVCPRO HD e HDCAM sofrem uma compressão digital para que uma fita suporte cerca de 1 hora. Sem esta compressão, podemos dizer que o mesmo cartucho de fita não suportaria mais do que alguns míseros minutos de vídeo HD. Porém, no momento da edição, os sistemas atuais realizam a descompressão deste formato, transformando os dados no que chamamos de "HD uncompressed". Trabalhar neste padrão não somente custa mais caro, devido às expansões necessárias, mas também fica inviável trabalhar por exemplo, em uma estação portátil de edição, já que os dados são excessivamente pesados.

AJ-HD1200AO Final Cut Pro HD trouxe duas soluções necessárias para que se tornasse possível editar vídeo HD até mesmo em um Powerbook. A primeira solução foi a implementação de suporte nativo ao formato de compressão DVCPRO HD, através do desenvolvimento de um codec QuickTime em conjunto com a Panasonic, patrocinadora oficial das Olimpíadas de Atenas. O DVCPRO HD é um formato HD profissional 4:2:2 YUV que suporta 1080i, 720p a 24, 30, e 60 fps. A segunda solução foi o desenvolvimento e implementação, também em parceria com a Panasonic, do AJ-YAD120AG, uma interface especial para o AJ-HD1200A, o novo VTR (gravador de fita de vídeo) HD/SD e primeiro VTR a oferecer saída e entrada de vídeo HD através da interface digital IEEE-1394, o FireWire. Com estas inovações, agora é possível fazer capturas e edições de vídeo HD em um Powerbook no carro ou até num avião, a 30.000 pés de altura, já que o AJ-HD1200A também suporta alimentação por corrente contínua (12V). Este compacto VTR, além de suportar o padrão DVCPRO HD a 720p/60, 24, ou VFR e também 1080i/60 e 50 fps, suporta também os formatos DVCPRO 50, DVCPRO 25, DVCAM e DV.

Sem dúvida, este é o início de algo que já aconteceu com o DV há alguns anos. O HD ficou mais próximo dos profissionais independentes, uma vez que o custo caiu e principalmente porque agora qualquer estação compatível com o Final Cut Pro 4.5 pode capturar, editar, aplicar efeitos e exportar vídeo de alta definição sem nenhum tipo de hardware complementar. E para confirmar as intenções da Apple rumo ao HD, agora o Compressor 1.2 suporta a conversão de vídeo HD para SD, permitindo a criação de DVDs e vídeos para a Internet a partir de um vídeo de alta definição. No final, ele automaticamente lhe envia um email avisando que o processo de codificação acabou. Não é demais? ;o) 
ClassifiMac
©2003-2009 MacPress - Todos os direitos reservados.
Logotipos e marcas exibidos neste site são propriedade de seus detentores legais.
As opiniões expressas em artigos, colunas e comentários são responsabilidade dos respectivos autores e podem não refletir a opinião do MacPress.
Compatível com HTML 4.01/W3C
O MacPress gera RSS compatível
Gerenciado com Mambo Open Source
Retorna à Home do MacPress