ctrl+h [alt+h]ctrl+a [alt+a]ctrl+f [alt+f]ctrl+m [alt+m]ctrl+x [alt+x]ctrl+t [alt+t]
Site Web
Mac-e-Dúvida
Na "hora do show", qual produto se destacou?
iPod
iTunes
iTV
Filmes na iTMS
iPeroba
MP.Parcerias
Seja Atípico
Seja Atípico
MP.Giro
Atualizado em:
19/12/2007 10:35:17

Informação na Velocidade da Maçã Quinta, 27 de novembro de 2008

Convergência Digital: Você Pode! Print E-mail
15 Jul 2004, por César Hashimoto

Já não é de hoje que ouvimos falar em "convergência digital". É um assunto de grande importância, afinal não envolve somente os CDs de música, ou os tocadores MP3 no mundo todo. Este movimento está tomando conta dos mercados de áudio, vídeo, fotografia, comunicação à distância, transações bancárias e muitos outros. A comunicação via email já é óbvia, as idas às agências bancárias são cada vez menos necessárias. Cada vez mais, os filmes "holiwoodianos" e outros de igual importância utilizam procedimentos que envolvem o uso do meio digital para armazenamento, edição ou distribuição, ou todos eles juntos. Enquanto o pessoal da gravação lá do outro lado do mundo grava digitalmente, nós já estamos reproduzindo digitalmente aqui, no nosso lado do mundo.

Bem, dizem por aí que o sistema binário está tomando conta de nossas vidas. Mas eu prefiro dizer que nós é que estamos tomando conta do sistema binário. Afinal, nós somos os beneficiários de toda essa inovação. Sem dúvida, o custo pela tecnologia ainda está distante da maioria dos brasileiros, mas está claro que tudo já está muito mais próximo do nosso poder aquisitivo.

Áudio e Vídeo Digital Para o Resto de Nós

Se você pensa que áudio e vídeo digital é algo muito distante da nossa realidade, pode ser que você esteja enganado. Muitas vezes, mesmo sem saber, tiramos grande proveito da tecnologia digital de comunicações. Mesmo em um televisor monocromático, tenha ele 30 anos de idade, temos acesso a estas inovações tecnológicas. São as imagens transmitidas por link de satélite, que cobre todo o globo terrestre permitindo cobertura imediata de eventos extraordinários. Eventos de paz ou de guerra, de alegria ou tristeza, as imagens são gravadas, codificadas e transmitidas imediatamente por satélite para nossas emissoras locais. A partir das emissoras é que os sinais digitais são decodificados e transformados em ondas analógicas de rádio. Estas ondas são captadas por pequenas antenas, como aquelas que se parecem com uma espinha de peixe, e chegam às nossas telinhas, dando-nos acesso à informação áudio-visual que uma vez já foi digital.

Como podemos ver, mesmo na TV, parte do processo já é feito digitalmente. Durante as Olimpíadas de Atenas 2004, na Grécia, o que veremos pela televisão serão imagens que passarão por todo um processo de captação, edição, composição, codificação, transferência e decodificação digital. Somente a retransmissão (em território nacional) será feita analogicamente, devido ao atual sistema de broadcast da Indústria da televisão brasileira – nosso sistema digital de transmissão ainda não saiu do papel.

Porém, áudio e vídeo digital não limitam-se a estas aplicações apenas. Existem as rádios e TVs digitais que encontramos pela web e Internet. E também existem os sistemas de vídeo conferência encontrados em produtos como o iChat, AIM e Yahoo Messenger.

Tudo isso é possível não somente pelo avanço nas tecnologias em hardware de processamento, mas também pelo avanço nos estudos científicos sobre o cérebro, e o sistema de visão e audição do ser humano. Graças a isso, os sistemas de análise e compressão de imagens tornaram-se eficientes a ponto de termos hoje imagens em movimento com 2,5 vezes mais resolução com o mesmo peso.

H.264/AVC: MPEG-4 Spec Part 10

Há quem pense que a "compressão" gira apenas em torno de abreviar a informação, deixando-a mais fácil de emitir, transportar e receber. Mas no fundo, existe muito mais do que uma simples "abreviação" de dados. De fato, o que há duas décadas vem ocupando a mente de muitos pesquisadores é a forma ideal de retirar informação visual – seja através da simplificação de cores, formas ou freqüência de amostragem – sem que você perceba.

Na NAB deste ano, foi apresentada a última geração de especificações do MPEG-4. O MPEG-4 saiu do berço há meia década. Até então, tudo o que existia sobre este poderoso padrão de mídia digital era teórico. A décima versão destas especificações chegaram pelas mãos de grupos como o MPEG – Moving Picture Experts Group, e o ITU-T VCEG (International Telecommunication Union / Video Coding Experts Group). A intenção da indústria é aplicar o H.264/AVC junto às especificações que irão definir a base do HD-DVD – O DVD de alta definição, que deve ser lançado dentro de dez a vinte meses. Muito além disso, o H.264/AVC vem assustando muita gente, por ter se mostrado um dos codecs mais flexíveis e valentes do mercado, abrangendo desde o mercado de mídias 3GPP chegando até o temido formato High Definition. Como dizia Frank Casanova, Diretor de Produto e Marketing do QuickTime, na WWDC – a conferência World Wide Developers Conference 2004, da Apple: "Este codec não tem medo de nada".

QuickTime

QuickTimeLançado em 1991, o QuickTime liderou o mercado de "mídia rica" - a definição dada à multimídia em meios digitais - até a metade da década passada, quando ficou estacionado por algum tempo até retomar o caminho e impor respeito no mercado concorrente. Atualmente com 36% do mercado, o QuickTime demonstrou crescimento rápido, enquanto a concorrência teve o caminho inverso (o Windows Media tem 38%, e o Real tem cerca de 25%, segundo relatório gerado em 2004 pela Frost & Sullivan). Fazendo os cálculos, na verdade o QuickTime está a pouco menos de 1% da liderança.

Esta "corrida de recuperação", como chamamos aquelas corridas em que o atleta começa no meio do pelotão e desponta somente quando a corrida aproxima-se da linha de chegada, não baseia-se simplesmente à flexibilidade da tecnologia e comprovada qualidade de imagem e áudio. O formato fortalece-se principalmente através das decisões tomadas pela Apple nos últimos anos.

Juntamente com o suporte ao streaming via protocolos RTP e RTSP, a Apple dedicou-se à árdua tarefa de "amarrar" o QuickTime junto às tecnologias e formatos de maior abrangência do mercado de mídias interativas – como o Flash da Macromedia, e os formatos MPEG-1/VCD, pagando as licenças e royalties necessários para que seu uso fosse inteiramente aberto através de download gratuito, no site da Apple.

Ainda em 1999, o próprio formato MPEG-4 foi baseado na estrutura lógica que define o QuickTime. E desde então, a Apple fez o possível para abraçar esta nova tecnologia, tornando-se a primeira empresa a incluir suporte ao formato em seu software de reprodução, o QuickTime Player.

Com o lançamento do QuickTime Streaming Server / Darwin Streaming Server – servidor de QuickTime para streaming, e o QuickTime Broadcaster – praticamente uma emissora de TV online, a Apple deixou claro que as intenções com esta tecnologia de quase 15 anos de idade não eram lá muito humildes.

Streaming

Saiba mais...
- QuickTime Broadcaster
- QuickTime Streaming Server 5
Afinal, o que é streaming? O processo de streaming, de uma forma geral, implica em realizar a transferência de dados através de fluxo ininterrupto – ou quase isso. "Fluxo de dados" é o assunto sobre o qual o tal do "streaming" gira em torno. Pensando de uma forma simples, imagine a imagem que você vê na sua TV todos os dias pela manhã, antes de ir para o trabalho ou para a escola. A TV está lá, passando imagens que vêm imediatamente da antena, que por sua vez recebem um sinal que vem de uma emissora ou retransmissora de TV. Se a sua antena quebrasse, ou o cabo se soltasse, você perderia as informações que estariam, sem exageros, "zanzando" pelos arredores da sua casa. Isto acontece porque aquilo que você vê na verdade "não lhe pertence", ou seja, não está armazenado em nenhum lugar na sua casa. Pois bem, este sistema "toma-lá-dá-cá" em tempo real seria chamado de live streaming ou real time streaming, se não fosse tão mais antigo do que a Internet (lembre-se, a Internet existe somente há pouco mais de 30 anos).

É claro que os sistemas atuais de streaming com servidor dedicado carregam tecnologias designadas para evitar problemas como a perda temporária de sinal, tais como o buffer e um sistema de recuperação de pacotes perdidos. No final, o sistema online de TV (seja via web ou qualquer meio semelhante) acaba trazendo certos benefícios que uma pessoa comum jamais veria funcionando no sistema atual de transmissão de sinal aberto.

Como Funciona?

Para que as imagens e comerciais de uma emissora de TV cheguem às antenas que vão montadas nos telhados das casas, é necessário... uma emissora de sinal. São aquelas antenas gigantescas como as que vemos no Pico do Jaraguá, em São Paulo, por exemplo. E para que as imagens de uma câmera ou fita cheguem até os monitores de computador através da Internet é necessário... um servidor, de streaming.

Porém, na Internet, o caminho que as informações percorrem é muito caro e limitado. Por isso existem diversos tipos de streaming. Existem streams para um cliente apenas, chamados unicast, ou streams para múltiplos clientes, chamados multicast. Existe ainda uma forma de distribuição conhecida como on demand, que permite que qualquer um possa ver qualquer pedaço de uma apresentação gravada – a qualquer momento. Mas lembre-se: em momento algum, o usuário/espectador irá gravar as informações localmente, no disco rígido. Se assim fosse, tudo não passaria de um simples download. A idéia por trás do streaming é quebrar toda a informação em minúsculos pacotes, que serão liberados um a um, evitando assim o excesso de dados em um único momento, sobrecarregando toda uma rede. Logo, 1 hora de vídeo levaria 1 hora para ser repassado e reproduzido através de um sistema de streaming. Não importa a qualidade ou banda disponível.

QuickTime Broadcaster

Requisitos para Instalação do QuickTime Broadcaster:
- Macintosh com processador PowerPC (PowerPC G4 recomendável)
- Porta FireWire para conexão de vídeo e/ou áudio
- 128 MB de memória RAM (256MB recomendável)
- QuickTime 6.0.2 ou superior
- Mac OS X v10.1.5 ou superior, Mac OS X Server v10.1.5 ou superior
O Broadcaster é uma solução em software que pode ser instalada em qualquer estação PowerPC que esteja rodando com o Mac OS X v10.1.5, Mac OS X Server v10.1.5 ou superior, que tenha no mínimo 128MB de memória RAM livres, e QuickTime 6.0.2. Mas afinal, para que serve o QuickTime Broadcaster? O Broadcaster é um "encoder" de vídeo e áudio com capacidades de transmissão em tempo real. Praticamente é uma mini emissora de áudio e vídeo. O QuickTime Broadcaster sozinho é capaz de captar vídeo e/ou áudio vindo de uma câmera, uma mesa de vídeo ou um vídeo cassete, codificar o sinal de acordo com as configurações, aplicar compressão de vídeo e/ou áudio, e distribuir estes dados através de uma rede, seja ela local ou Internet. Este não é um produto para transmissão on demand, ficando esta função e outras, como a reprodução em playlist programada ou aleatória, aplicável ao QuickTime Streaming Server / Darwin Streaming Server. Ambas as soluções vêm integradas à versão Server do Mac OS X, ou podem ser adquiridas através de download gratuito pelo site da Apple. Ao contrário do Broadcaster, a especialização do QuickTime Streaming Server não é capturar e nem comprimir vídeo, e sim gerenciar listas de reprodução de vídeo, áudio, ou os dois juntos. No final, você irá ver que em muitas situações, os dois trabalham em conjunto.

10 Passos Para uma Emissora de TV Online

Os seguintes passos irão lhe dar uma visão de como montar uma mini emissora de TV online em apenas alguns minutos. É claro que, por tratar-se de um tutorial básico, haverão limitações. Portanto, siga com calma os seguintes passos:

  1. Instale o QuickTime Broadcaster;
  2. Conecte uma câmera DV à porta FireWire do seu Mac, e deixe a câmera ligada em modo Câmera. Abra o programa. (cuidado com o volume do seu Mac, ok?);
  3. Através das opções pré-definidas dos botões "Audio" e "Video", configure tudo da melhor forma a adequar-se às suas instalações;
  4. Clique em "Show Details", e logo depois clique na aba "Network". Selecione "Manual Unicast";
  5. Consiga o endereço IP do computador que irá receber a permissão de exibição (a estação cliente). Insira o endereço IP da estação cliente no espaço "Address";
  6. Para que o sinal seja emitido com segurança, é necessário emitir um certificado de exibição (Session Description Protocol). Para tal, selecione "Export SDP..." através do menu File. Salve o arquivo;
  7. Envie o arquivo gerado por email ou rede local para o computador cujo IP foi anotado no passo 5;
  8. Clique o botão "broadcast", localizado logo abaixo da janela de vídeo do QuickTime Broadcaster;
  9. Na estação cliente, abra o arquivo recebido através do passo 7;
  10. Pegue a pipoca, o refrigerante, e divirta-se!

QuickTime Broadcaster

Tendências

Se você seguiu o tutorial com o Broadcaster, espero que tenha gostado da brincadeira. Na verdade esta "brincadeira" é bem séria, a ponto de ser utilizada em gravações ao vivo de eventos de nível mundial, como as apresentações do CEO da Apple, Steve Jobs. É claro que com alguns "detalhes" a mais, mas a base é esta.

Se você é uma pessoa que gosta de novidades, e que gosta da idéia de poder usar vídeo e áudio digital para fins que vão além do puro entretenimento, aguarde e divirta-se com as soluções que o mercado vem preparando ao longo dos últimos anos.

Até a próxima! :o) 
ClassifiMac
©2003-2009 MacPress - Todos os direitos reservados.
Logotipos e marcas exibidos neste site são propriedade de seus detentores legais.
As opiniões expressas em artigos, colunas e comentários são responsabilidade dos respectivos autores e podem não refletir a opinião do MacPress.
Compatível com HTML 4.01/W3C
O MacPress gera RSS compatível
Gerenciado com Mambo Open Source
Retorna à Home do MacPress