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O Backup de Noé...?! Print E-mail
15 Out 2004, por César Hashimoto

Backup, ou becape, é uma palavra conhecida há décadas pelas pessoas envolvidas na área de informática e computação gráfica, em geral. Trata-se de uma cópia de segurança, que é realizada devido a uma lei internacional e bastante conhecida, que já prejudicou muita gente. É a Lei de Murphy – não, eu não falo do policial Murphy que virou Robocop. Mesmo aqueles que nunca ouviram falar desta lei com certeza já foram vítimas. Você já teve uma ligeira coceira no nariz quando estava com as mãos ocupadas, normalmente por algo que não poderia largar a qualquer momento, ou em casos piores, com as mãos cheias de tinta ou graxa? Ou já se deparou com uma blitz de polícia justamente no único dia em que você esqueceu seus documentos sobre a mesa no escritório? E quando o pão cai com a manteiga virada pra baixo? Há 50% de chance dela cair virada para cima, mas algo faz com que ela suje o chão e você perca sua refeição. Pois é. Trata-se de uma ciência não muito bem explicada, portanto, não pode ser prevista. E como tudo o que não pode ser perfeitamente explicado pela ciência é atribuido a algum tipo de "força oculta", há as Leis de Murphy, um ex-engenheiro da força aérea americana. Embora não tenha sido Murphy quem inventou estas leis, foi ele quem as escreveu, da mesma forma como Einstein escreveu a teoria da relatividade, e Newton escreveu a lei da gravitação universal. Óbvio que tudo isso já existia antes da existência destes ilustres cavalheiros, porém.

Diz a lenda que o backup começou ainda na época de Noé, um personagem bíblico, quando este reuniu numa arca uma espécie de backup das espécies de animais da região. Era pra se chamar "O Backup de Noé", mas não conheciam ainda a palavra "backup". Então usaram "Arca", mesmo. Porém, nada comprovado. Também não há registros sobre a data exata do surgimento da palavra "backup". Mas segundo alguns historiadores, somente após o lançamento dos primeiros sistemas de armazenamento de dados foi que ficamos conhecendo a real importância da palavra. Fazemos backup de dados importantes que não podem simplesmente depender da lei de Murphy. E como hoje vivemos numa sociedade cada vez mais digitalizada, onde todas as informações acabam por residir dentro do disco magnético de um computador, nada mais inteligente do que ter cópias de segurança disso tudo. Já imaginou se o banco de dados contendo todos os seus clientes, suas contas a receber e a pagar, seus contatos comerciais sumissem porque o HD simplesmente resolveu pendurar as chuteiras? E se aquelas imagens daquele casamento chiquérrimo, super-importante, que você gravou sumissem do mapa? Você pode até imaginar que se estivesse gravando um filme, seria mais fácil talvez pagar cachê para o artista gravar novamente a cena. Mas você iria querer encarar uma noiva furiosa? E o pai da noiva? Não adianta devolver o dinheiro. Não adianta pedir desculpas. O momento se foi... e consequentemente, seu cliente também. Para sempre.

Backup é coisa séria. Só não faz backup quem tem muita fé. Mas muita fé, mesmo. E não adianta querer economizar. Fazer backup em mídia barata, como aquele disco rígido antigo e desbotado que você usava como peso para papel, ou aquele DVD-R de R$1,99 que você comprou na rua Santa Efigênia, no centro de São Paulo, não é uma opção muito inteligente. Porém é uma boa tentativa. Pelo menos você tentou! Parabéns, fazer meio backup já é muito mais do que nenhum backup. Mas você não vai querer ficar "meio tranquilo", se algo acontecer, vai?

Coisa Séria

Agora, cá entre nós, fazer backup de um email, ou mil emails não vai ocupar muito mais do que uma mídia virgem de CD-R, que suporta em média 650MB. Mas e se você trabalha com vídeo? Cada segundo de vídeo pesa de 3MB (DV) até 150MB (High Definition), de uma forma geral. Mesmo que você grave os vídeos em CD-R, não vai muito longe. Dentro de um CD-R, não cabem mais do que 3 minutos de vídeo em formato DV. Se for high definition? 4 segundos e olhe lá. Mas peraí. Cada fita tem em média 60 minutos de imagem com áudio! Gravar 1 fita DV em 20 CDs? Vai levar o dia todo. Sem contar que o preço acaba saindo maior do que gravar outra fita DV! Gravar 1 fita high definition em 900 CDs? Vai levar um século! Esqueça isso.

Uma Receita Não Tão Inteligente Assim

Muitas pessoas acham que DVD-Video é a melhor coisa do mundo. Tudo bem, pode até ser a melhor coisa do mundo! Mas só se for comparado a seu antecessor, o fitão VHS. Mas o fato é que DVD-Video acaba oferecendo qualidade inferior, talvez pouco perceptível, mas de fato inferior à de um singelo vídeo DV. Isso porque um vídeo gravado nos padrões estabelecidos pela norma industrial que rege o formato DV tem uma taxa constante de transferência de 25Mbps, enquanto que um DVD-Video tem taxa de cerca de 6 a 8Mbps. Estamos falando de 1/3 a 1/4 do peso original. Neste caso realmente, não há muita mágica. Há uma pequena perda de qualidade. Tudo bem, como eu disse, meio backup é muito melhor do que nenhum backup. Mas é importante sabermos os riscos que corremos.

Resumindo...

Para que seu trabalho seja preservado, aqui vão algumas dicas:

  • Armazene sempre uma cópia dos originais, de alguma forma.
  • Procure ter mais de uma cópia, se possível.
  • Quanto mais importância, mais redundância.
  • Dê preferência para fitas de vídeo. São mais baratas e confiáveis.
  • Trabalhe sempre com timecode correto.
  • Sempre nomeie as fitas e mídias.
  • Organize-se. Fica mais fácil na hora de fazer backup de tudo. Isto inclui artes e arquivos de áudio.
  • Mídias ópticas são ótimas, mas podem riscar.
  • Mídias magnéticas são ótimas, mas podem desmagnetizar ou simplesmente pifar.
  • Faça backup. Sempre.
  • Utilizar uma mídia de DVD-R como meio de armazenamento não é proibido, e nem contra indicado. Porém, utilizar DVD-Video como backup sério não é muito indicado. Causei confusão? Bem, vou tentar explicar o porquê: Uma mídia de DVD que contenha vídeo não necessariamente é um DVD-Video. Isto porque o DVD-Video é simplesmente uma especificação que define como uma mídia de DVD deve armazenar os arquivos de áudio, vídeo, legenda e navegação, para que seja compatível com toda a indústria sustentada por fabricantes como Sony, Hitachi, Toshiba, Panasonic e Pioneer. Os DVDs que compramos ou alugamos por aí afora têm que ser compatíveis com as especificações definidas pelo DVD-Video para que nossos DVD Players possam reproduzí-los com fidelidade. E o que estas especificações dizem, no que se refere às mídias áudio-visuais? Elas pedem que o vídeo esteja em formato MPEG-1 ou MPEG-2 (mais adequado), a uma taxa máxima de 9Mbps (megabits por segundo), e que o áudio esteja em formato PCM (mais compatível), Dolby ou DTS (menos compatível).

    Entendeu? Não? Então, continuemos:

    Uma fita DV comum, daquelas com selinho "MiniDV", armazena vídeo (sem contar o áudio) a uma taxa constante de 25Mbps, ou seja, quase 3 vezes mais peso do que o máximo suportado pelo DVD-Video (somando áudio e vídeo, seriam no máximo 11Mbps). Sendo que uma fita MiniDV suporta cerca de 60 minutos (áudio e vídeo), calculando meio por cima temos uma capacidade de aproximadamente 13GB (giga bytes). Sabemos que uma mídia convencional de DVD-R  (uma camada apenas) suporta apenas cerca de 4GB, portanto, comprovamos matematicamente que os 13GB de uma fita MiniDV não cabem nos 4GB de espaço oferecidos pelo DVD-R. Neste caso, como podemos ter DVDs com mais de 1 hora de vídeo e áudio de "alta qualidade", se acabamos de ver que uma única fita DV não cabe no DVD? Simples! Compressão MPEG, com perda! Esta compressão é aplicada de forma a eliminar pequenos detalhes aqui e alí, dentro das imagens, gerando uma mídia muito mais "enxuta" no final de todo o processo. Porém, junto com os "pequenos detalhes", vão-se embora diversos grandes detalhes que podem fazer falta no futuro. Por exemplo, um céu com gradação em milhares de tons de azul pode ser convertido para um céu com apenas algumas centenas de tons de azul. Para a pessoa que vai ficar ali sentadona no sofá, assistindo ao trabalho finalizado, provavelmente não fará muita diferença mesmo. Mas aqueles milhares de tons de azul que sua lente captou nunca mais voltarão. É disto que eu falo, a pequena perda que representa muita perda. Perceba que juntamente com o backup sempre existe um toque sentimental.

    Não é proibido que se faça o backup de um trabalho em DVD-Video. Porém, se você precisar restaurar este trabalho a partir deste meio, talvez venha a notar que alguns detalhes se foram. É como guardar uma cópia de uma pintura original de Van Gogh impressa por uma impressora inkjet de R$1000,00. Fica bom, mas peraí! Não dá pra fazer backup idêntico de uma pintura, porque a tinta não é digital. Mas o vídeo pode ser digital. E se for digital, pode-se ter uma cópia idêntica. Ou várias cópias idênticas!

    Redundância. Quem é Esta Criatura?

    Tem Tem gente gente que que não não entende entende exatamente exatamente o o que que é é redundância redundância. Pois bem, informações espelhadas são, de fato, informações com redundância. Tudo o que é armazenado aqui, é armazenado lá. Desta forma, por mais que derramem uma garrafa de coca-cola gigante aqui, o que está lá, estará sequinho. Mas backup não gira em torno somente de gerar cópias ilogicamente. É necessário investir com um mínimo de inteligência para que seu trabalho não seja em vão! Que tal começar anotando a seguinte frase: "jamais coloque uma garrafa de coca-cola gigante em cima de nenhum sistema de armazenamento de dados!". Outra frase importante que jamais deve ser esquecida: "jamais faça backup no mesmo disco em que o original reside". Pense: se o original reside no mesmo disco de backup, e o disco de backup pifar, qual vai restar?

    Uma Receita Baratinha

    Ok, existem soluções especiais para backup de dados disponíveis no mercado. Porém no mercado de vídeo, são pouco aplicáveis porque vídeo pesa muito. Mas não se desespere. Há uma luz no fim do túnel. Comece por trabalhar sempre com timecode, em suas captações. O timecode é importantíssimo, e serve para muito mais do que ver a duração da gravação. Ele carrega a identidade de cada fotograma que existe em uma fita de vídeo. Em programas de edição como o Final Cut Pro, quando você descarrega uma fita de vídeo para dentro da sua estação de trabalho, as informações contendo o nome da fita e a posição dos clipes capturados são armazenadas juntamente com o arquivo digital gerado em seu disco rígido. E enquanto você edita estes clipes, cortando-os e posicionando-os na timeline da forma como você planejou, na verdade o Final Cut está gerando uma lista com todas as referências necessárias que apontam diretamente para o trecho correto do arquivo gerado na captura do vídeo para dentro do seu Macintosh. Esta lista é chamada de projeto, e este é simplesmente um arquivo de texto, que carrega a informação teórica de todo o seu trabalho. É como uma receita de bolo, que carrega todos os ingredientes necessários para se fazer um bolo idêntico àquele utilizado como modelo para esta receita. Só que o projeto é muito mais detalhado. Basicamente, se você tiver as fitas originais com timecode, e o projeto em suas mãos, você tem toda a edição. Porém, em vários casos utilizamos arquivos provenientes de outras fontes, como um CD de áudio ou uma animação criada em Flash ou After Effects. Nestes casos, estes arquivos devem ser mantidos com os nomes idênticos para evitar confusão, e são tão importantes quanto o arquivo de projeto. Estes arquivos costumam ser bem mais leves do que as mídias em vídeo, portanto cabem em CD ou DVD-R. Grave-os em formato convencional (dados). Arquivos de projeto podem inclusive ser armazenados na Internet, nos chamados "discos virtuais", ou até mesmo em chips de memória como aqueles que encontramos em lojas de shoppings. O que importa é previnir-se, evitando surpresas e principalmente, fugindo das leis de Murphy. ;o)

    Até a próxima! 
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