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MacPapo: Intuição deveria valer para softwares de código aberto Print E-mail
15 Mar 2005, por Gisele Ribeiro

"Gi, não pense. Use". Essa foi a frase que ouvi de um amigo usuário de Mac quando comentei com ele algumas das dificuldades que vinha enfrentando para fazer minha máquina funcionar da maneira como estava acostumada com o PC. Para alguns dos programas, o uso intuitivo funcionou bem. Para outros, porém, a comparação com os softwares desenvolvidos para o Windows foi inevitável: o Gimp, programa para edição de imagens, é muito mais fácil de usar no PC que no Mac. Nativo para Unix, ele pede o terminal X11, que teoricamente adapta o software para a interface amigável do Mac.

E é aí que o problema reside. Com o X11, lá se vai a máxima não-pense-use. O costumeiro menu do topo da tela é substituído pelo do terminal, que não tem função aparente (a não ser a de permitir o uso do software). Com isso, todo o acesso às funções básicas do programa –arquivo, edição, seleção, visualização e ferramentas- tem de ser feito pelos menus espalhados nas várias janelinhas do Gimp. Os atalhos de teclado para copiar, colar, cortar e desfazer não usam a tecla Command+V, +C ou +Z. Usam o conhecido CRTL+C ou +V ou +Z. Para aqueles já acostumados com o software no Linux e no Windows, isso não chega a ser problema, mas no Mac…

No Gimp, a barra do menu do alto da tela substituída pela do terminal X11 e os comandos básicos ficam espalhados pelas janelinhas do programa

Muitos de vocês já habituados com o uso do Gimp no Mac podem achar que eu estou falando isso apenas por ser uma novata no mundo da maçã. Talvez tenham razão. Ainda não peguei todos os macetes do Mac OS X, não tenho experiência com as versões anteriores do sistema e não me envergonho de dizer que estou aprendendo. Também não cheguei a usar o Gimp intensamente no Mac, mas confesso que o pouco que vi não me agradou e me fez sentir uma falta imensa do bom, velho e caro Photoshop. Demorei mais tempo editando uma foto no Gimp no Mac do que usando o mesmo programa para a mesma imagem no PC. Mas isso é assunto para outra coluna.

Outro programa de código aberto nativo do Unix e Windows que resolvi baixar para substituir a suíte de produtividade da Microsoft foi o OpenOffice –ou NeoOffice/J, para Mac OS X. Este, pelo menos, ganhou uma versão que dispensa o X11 e tem a interface mais amigável. Os comandos básicos estão lá, na barra branca do topo da tela, como em qualquer software nativo do Mac. Assim como os atalhos de teclado, que usam a tecla da maçã. Ponto para o grupo de trabalho que está desenvolvendo e melhorando o software. Nós, usuários novatos de Mac, agradecemos.

O NeoOffice/J vem com editor de texto, planilha de cálculos, programa de apresentação e um aplicativo básico para desenho. O editor de texto funciona bem, a planilha tem a maioria dos recursos mais utilizados do Excel, e o programa de apresentação reconhe arquivos do PowerPoint e permite a criação de apresentações sem muito requinte. A dificuldade fica por conta da compatibilidade com o Office. Alguns PCs da empresa para a qual trabalho e que têm instaladas versões anteriores ao MS-Office 2000 não reconheceram os documentos do NeoOffice nem por decreto. Foi preciso abri-los no Office para Mac, reformatá-los (eles perderam a formatação) e salvá-los novamente para que pudessem ser lidos nessas máquinas.

O NeoOffice/J dispensa o terminal X11, é mais amigável, mas ainda precisa ser aperfeiçoado; nos testes, o programa consumiu muita memória, apresentou problemas de compatibilidade e se desinstalou sozinho

Ainda há muito a ser feito no software, é claro. O NeoOffice/J ainda está na versão beta e, como tal, sujeito a bugs. A inicialização do programa é demorada. Se o usuário fecha o único arquivo aberto, por exemplo, a aplicação toda é encerrada. E é preciso começar tudo de novo para abrir um outro arquivo. Além disso, o NeoOffice é um glutão. Consome memória aos montes.

Mesmo com 1,25 GB de RAM, minha máquina ficou lenta quando a suíte rodava junto com o Safari, o cliente de e-mail, o comunicador instantâneo e a agenda. Quando tentei abrir dois arquivos de aplicativos diferentes da suíte –um de texto e um da planilha de cáculos- fui obrigada a encerrar o messenger e a agenda. Durante o uso do NeoOffice, tentei abrir o monitor do sistema, para verificar o consumo de recursos. Tive, para isso, que encerrar o programa de e-mail.

O teste do NeoOffice seria o tema da coluna deste mês. Digo seria porque ao longo dos testes, o programa simplesmente se desinstalou da máquina, carregando com ele todos os arquivos criados. O bug foi relatado para o grupo de trabalho. Agora, é esperar para ver se o update do Beta vai corrigi-lo. Até lá, sigo usando o Office para Mac.

Até a próxima! 
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