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iTunes desmascara fraude de pianista Print E-mail
26 Fev 2007 às 08:42, por MacPress

COM a ajuda do software gratuito de reprodução de música digital iTunes, da Apple Inc., especialistas descobrem que são uma fraude os CDs de uma cultuada pianista inglesa.

A edição de 28/2 da revista Veja publicou reportagem de Marcelo Marthe na qual diz que, saudada como "a maior pianista que quase ninguém ouviu" e falecida em junho do ano passado aos 77 anos, Joyce Hatto interrompeu a carreira de concertista em 1976 para tratar-se de câncer. Todavia, seu marido, proprietário de uma pequena gravadora, por volta do ano 2000 começou a lançar CDs em que a pianista interpretava conhecidas peças clássicas.

"Sempre às voltas com a quimioterapia, Joyce era capaz de tocar músicas de compositores tão distintos quanto Haydn e Prokofiev, com idêntica fluência e precisão. Foi um retorno triunfal", escreve Marthe.

No entanto, segundo ele, na semana passada a revista inglesa Gramophone trouxe o que podem ser evidências de fraude no trabalho de Joyce, que foi "dedurada" pelo iTunes quando, a serviço da revista, um crítico de arte tentou ouvir um CD da pianista usando o software da Apple e o programa atribuiu a autoria das interpretações a outro músico. A façanha é possível graças ao sistema de códigos digitais implementado no software que identifica e cataloga as músicas em execução.

"Por si só, a informação do iTunes não bastava para comprovar a existência de um golpe. Por isso, a Gramophone contratou especialistas para dissecar as obras de Joyce com precisão digna de uma investigação da série C.S.I.", conta Marthe.

Segundo ele, a revista contratou um renomado engenheiro de som para analisar o material. Comparando as ondas sonoras das interpretações da pianista em seus CDs com as gravações que teriam sido copiadas, o engenheiro descobriu que, em algumas faixas, a velocidade da execução foi artificalmente aumentada em até 15%. Desfazendo-se o artifício, constatou-se que a intepretação dessas mesmas peças era idêntica às dos pianistas Carlo Grante e Marc-André Hamelin.

"Noutro disco, o pianista russo Vladimir Ashkenazy e a Filarmônica de Viena foram alvos da rapina. Uma gravação deles foi copiada num CD em que Joyce supostamente toca ao lado de uma orquestra polonesa regida por um certo René Kohler. Não há outros registros da existência dessa filarmônica –- tampouco do maestro", relata Marthe.

Valendo-se de método ainda mais preciso -- a análise de paisagens sonoras --, pesquisadores da Universidade de Londres também contestam a autenticidade das gravações de Joyce Hatto, informa Marthe. O estudo dos pesquisadores, realizado meses antes de a discografia de Joyce ter sido posta em dúvida, levantou suspeitas sobre sua interpretação das peças folclóricas (mazurcas) de Frédéric Chopin (1810-1849) após constatar-se que eram idênticas a outras já existentes.

Segundo Marthe, Nicholas Cook, coordenador do projeto da Universidade de Londres, disse à Veja que há muito já se sabe que "há muita enganação nos discos de música erudita. Com as tecnologias de hoje, está ficando mais difícil esconder as falcatruas".

William Barrington-Coupe, viúvo de Joyce e empresário -- e suposto mentor das fraudes --, evita aparecer desde que o escândalo estourou. "À revista Gramophone, deu uma declaração bem à moda dos políticos brasileiros: disse que estava surpreso e esperava que uma 'investigação cuidadosa' chegasse à verdade dos fatos", relata Marthe. 

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