UMA vez que o conceito do que é melhor ou pior seja algo um tanto subjetivo, foi preciso encontrar um critério à prova de subjetividade para avaliar os programas de computador que entrariam na lista da revista InformationWeek. dos melhores programas já criados no mundo. "Muitos tecnólogos oferecerão uma opinião rápida sobre quais são os melhores programas de todos os tempos, mas quando você se dedica a avaliar o que faz de um programa algo realmente brilhante, as opções não são tão óbvias", escreve Charles Babcock no InformationWeek.
Babcock explica o critério usado para definir um grande software. "Programação superior só pode ser julgada dentro de seu contexto histórico. Precisa representar um atalho, ter brilhantismo técnico, algo difícil que nunca tivesse sido feito antes. E precisa ser adotado no mundo real."
Com isso em mente, Babcock montou sua lista composta de 12 ítens abaixo relacionados em ordem decrescente de relevância:
- Sistema operacional BSD 4.3
- System R, da IBM
- Software de seqüenciamento genômico do Institute for Genomic Research
- Sistema operacional System 360, da IBM
- Linguagem Java
- Navegador Mosaic
- Sistema Sabre
- Sistema operacional Mac OS
- Planilha eletrônica Excel
- Sistema de orientação da nave Apollo
- Ranking de pesquisas do Google
- O verme Morris
A leitura completa do artigo de Babcock é altamente recomendada. Todavia, o leitor notará uma ligeira generalização feita por Babcock em torno do PARC, da Xerox, e do Mac, da Apple. A história verdadeira e definitiva sobre o PARC e o Mac pode ser encontrada em vários artigos do site Folklore.org, dentre os quais um bom artigo para começar é On Xerox, Apple and Progress, de Bruce Horn.
Também é recomendado o exame de outro artigo de Babcock para o InformationWeek no qual explica porquê, apesar de ser usado em todo lugar, o sistema operacional Microsoft Windows não entrou para a lista dos melhores programas do mundo de todos os tempos. Em resumo, Babcock justifica a ausência do Windows por não ser inovador.  |