APESAR do segredo mantido pela Apple Computer em torno dos principais novos recursos a serem incorporados na versão definitiva da próxima grande atualização de seu sistema operacional, o Mac OS X 10.5 Leopard, o pouco que foi demonstrado na abertura da última Worldwide Developers Conference (WWDC) da empresa, no início deste mês, tem sido suficiente para deixar muitos de queixo caído. É o caso do colunista Yuval Kossovsky, que, escrevendo para o Computerworld, conta que teve a chance de ver o produto de perto e experimentá-lo.
"O que vi prova que a Apple, mais uma vez, tem a interface com o usuário mais sofisticada para um sistema operacional -- e, ao mesmo tempo, está sempre buscando maneiras de tornar a informática ainda mais prática, simples e divertida", elogia Kossovsky.
Ele observa que, no Leopard, o sistema operacional, a interface de linha de comando e até a interface dos aplicativos são todos de 64 bits, significando que todas as aplicações terão acesso ao total de memória RAM instalada, ao invés de estarem limitados a 4 GB.
"Imagine 16 GB de RAM alocados à renderização de imagens ou ao seqüenciamento genômico. Isso pode deixar o pessoal das ciências, da tecnologia e da criação babando", baba Kossovsky. "Além do mais, ao contrário de outros sistemas operacionais (como o Windows), a versão de 64 bits é totalmente compatível com 32 bits."
"A primeira olhada mais próxima que dei no Leopard disse-me que este será um grande lançamento", diz Kossovsky.  |