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Análise: por que a Apple escolheu a Intel e não a AMD Print E-mail
16 Set 2005 às 17:08, por MacPress

Ao anunciar, em junho, a dispensa dos processadores IBM PowerPC em favor dos Intel a partir de 2006, o CEO da Apple, Steve Jobs, provocou um abalo sísmico no mundo da informática. Na ocasião, a razão alegada foi a de que a mudança acarretaria em melhor hardware Macintosh do que seria possível se as coisas continuassem como estavam.

Mas uma pergunta ficou sem resposta: se a Intel não é a única fabricante de processadores para a arquitetura x86, por quê a escolha por ela e não pela Advanced Micro Devices (AMD)?

"O motivo, dizem analistas da indústria, é que Jobs tem uma meta bem clara em sua mente: projetos inovadores. E tais projetos requerem chips de voltagem a mais baixa possível, coisa que IBM e Freestyle não iriam fazer com o PowerPC -- e que a AMD ainda não aperfeiçoou", escreveu Laurianne McLaughlin para o Macworld.

Três são os fatores apontados como decisivos para a escolha de Jobs: a Intel têm hoje a mais completa linha de chips de baixo consumo para computadores portáteis e compactos, tem uma boa agenda de desenvolvimento para eles e tem uma capacidade de produção que elimina quaisquer preocupações com fornecimento -- problema que levou Jobs a criticar abertamente a IBM no passado.

"Os usuários de Mac têm que entender que a Apple teve boas razões para dar adeus ao PowerPC", diz McLaughlin. "A empresa reconhece uma tendência quando vê uma: a computação móvel tornou-se um modo de vida para muitos usuários. E os PowerPC não estão acompanhando essa trajetória. A Apple precisa de chips mais rápidos, com mais espaço para crescer e um parceiro com uma agenda clara para o futuro. De outra forma, os PCs Wintel disparariam muitas milhas à frente dos Macs na corrida pelo desempenho."

McLaughlin, contudo, reconhece que isso ainda não responde a pergunta sobre por que não a AMD. Segundo ela, apesar de a AMD ter feito fama com máquinas super-rápidas e mais baratas, é possível que Jobs tenha vislumbrado problemas que não podia ignorar.

Aqui, mais uma vez, entra a questão da energia. McLaughlin nota que a AMD não investiu na criação de uma linha de processadores de baixa e ultra-baixa voltagem que ofereça concorrência à oferta da Intel, particularmente com seus chips Pentium M.

Nathan Brookwood, analista do Insight 64, nota que o orçamento da AMD para pesquisa e desenvolvimento é pálido comparado ao da Intel. Por isso, a AMD tem que estudar com cuidado em que áreas vai concorrer com a Intel, que, por sua vez, produz chips para quase todo nicho de mercado. "A Intel tem como dedicar os recursos", diz Brookwood.

"Yonah" é o nome de outro importante fator que seguramente pesou na decisão de Jobs. Trata-se de um novo processador de baixo consumo e núcleo duplo desenvolvido pela Intel para computadores portáteis.

"O Yonah pode ter sido o fator decisivo para a Apple", diz Kevin Krewell, editor-chefe do Microprocessor Report. McLaughlin diz que o Yonah pode dar aos laptops Apple poder de processamento suficiente para fazer os modelos atuais comerem poeira.

Ela também observa que a AMD não tem um concorrente direto ao Yonah que venha a estar disponível na mesma época. Além disso, a Intel emprega um enorme grupo de programadores que podem dar à Apple o suporte necessário para ajudá-la na migração de seu software para a arquitetura x86. "O grupo da AMD não se compara em tamanho", informa.

Mas desempenho não é realmente o que mais pesou na decisão de Jobs. McLaughlin relata que Intel e AMD têm ambas modelos de processadores de núcleo duplo e que usuários como jogadores preferem os chips da AMD por serem os de melhor desempenho para jogos, mas tanto os de uma fabricante quanto os de outra ainda enfrentam problemas relacionados a aquecimento. A Intel pretende resolver isso no segundo semestre de 2006 lançando uma nova geração de chips de núcleo duplo de codinome "Merom" para portáteis, "Conroe" para desktops e "Woodcrest" para servidores. Brookwook diz que a Intel dará ênfase ao baixo consumo e ao desempenho, e não aos megahertz -- desempenho em lugar de megaherts tem sido a ênfase da AMD por anos.

"A Intel parece ter chutado o hábito dos megahertz", diz Brookwood. "Isso provavelmente é música para os ouvidos de Steve Jobs".

Para que a AMD tenha chance com a Apple será preciso oferecer não só uma linha completa de processadores de baixo consumo como também uma ampla capacidade de produção. Antes disso, as chances da AMD são improváveis. 
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