SEGUNDO resultados de recente pesquisa no mercado de tocadores musicais digitais portáteis dos EUA, o onipotente iPod continua a reinar absoluto. O feito é significativo considerando a quantidade de empresas que se propuseram, sem sucesso, a desafiar o reinado da Apple Computer nesse segmento. Dan Nystedt relata no IDG News Service que, de acordo com dados de pesquisa do NPD Group, o segundo trimestre do ano testemunhou a consolidação da distante dianteira da Apple, com 75,6% de domínio do mercado, em relação ao segundo colocado, a SanDisk, com exíguos 9,7%.
"A Apple fez um ótimo trabalho em atrair a atenção do consumidor para seus produtos na música digital através de milhões de dólares em publicidade", disse Ross Rubin, analista do NPD Group, conforme relatado por Nystedt.
Os resultados da pesquisa mostram também a Creative Technology em terceiro lugar, com 4,3%, Samsung em quarto (2,5%) e Sony em quinto (1,9%) na preferência do consumidor americano de tocadores portáteis.
Entusiastas da Apple acham interessante comparar o perene predomínio da Apple nesse mercado com os desafios que concorrentes já lhe fizeram, todos fracassados:
- A SanDisk lançou campanha de marketing anti-iPod chamada iDon't na qual dá a entender que os usuários do tocador da Apple são ovelhas oprimidas, recomenda a troca pelo e200, da SanDisk, e indica uma ampla gama de sites anti-iPod.
- A Creative declarou guerra ao iPod, investindo US$ 100 milhões em marketing no fim de 2004 na promoção do tocador Zen Touch, do qual poucos sequer chegaram a ouvir falar.
- A Samsung pretendia avançar sobre o domínio da Apple Computer no mercado de mídia digital portátil lançando vários novos produtos promovidos por maciças campanhas publicitárias.
- A japonesa Sony lançou seu maior desafio ao domínio da Apple na música digital revelando cinco novos modelos de tocador portátil e um software aplicativo para sua loja própria de músicas online.
O último desafio contra a Apple foi lançado pela Microsoft com seu anunciado Zune. Especialistas em mercado crêem, contudo, que, tal como os demais, a investida da Microsoft também está fadada ao fracasso.  |