2006 foi um grande ano para a Apple Computer, na opinião do colunista de uma das maiores publicações mundiais sobre informática segundo quem todos os sucessos que a empresa vem conquistando qualificam-na para assumir posição de destaque também no mercado corporativo. Yuval Kossovsky enumera no Computerworld.com diversos motivos que justificam a conclusão de que 2006 foi talvez o melhor ano da vida da empresa: "Wall Street continua enamorada de todas as coisas que a Apple faz, a participação da empresa no mercado de laptops subiu para mais de 10% e o negócio de distribuição de mídia mudou para sempre -- com o iTV chegando depois do primeiro dia do ano. Será que a Apple vai fazer parceria com alguma operadora de telefonia móvel ou comprar uma num esforço de ampliar seu alcance?", pondera ele.
Ele continua dizendo que poderia falar de iPods com tela sensível a toque, participação da empresa no mercado, novos modelos, a conclusão da transição para Intel, os rumorejados iPods-celular e mais. Mas a única previsão que prefere fazer diz respeito ao iChat AV, o qual, segundo ele, ampliará sua participação no mercado de comunicadores instantâneos com vídeo e que a Apple o implementará em um celular 3G.
"O iChatAV (ou, como o vejo, o iSpeakwalkandtalk ["falo, ando e converso", em tradução livre]) será a aplicação matadora para as operadoras de telefonia móvel que procuram aumentar sua receita por usuário via serviços de dados", prognostica ele.
Depois de dar esse palpite, Kossovsky concentra seu artigo em algo mais concreto. "Acho que a melhor notícia para a Apple em 2007 será o Microsoft Vista. Sério. Quero dizer, ao gerenciar o risco de migrar para o Vista acho que o argumento pode ser o de que migrar para o Mac OS X como sistema operacional primário é uma boa estratégia de gerenciamento de risco", opina.
Ele diz que, ao migrar para o Mac OS X e para hardware Apple, uma empresa pode economizar com custos de treinamento e mitigar riscos envolvidos na migração para o Vista ao eliminar a necessidade de uma migração tipo tudo-ou-nada. "Uma opção como essa deveria dar a qualquer CIO, CTO, CFO ou CEO algo que considerar seriamente. É assim que vejo 2007 se formando quanto ao posicionamento da Apple no mercado corporativo", prevê Kossovsky.  |