ESTÃO temporariamente suspensas as negociações entre a gravadora EMI e varejistas online de música digital, como a Apple Inc. com seu serviço iTunes Music Store, a respeito da possibilidade de retirar das faixas à venda o esquema DRM de proteção contra cópia. Dina Bass e Andy Fixmer relatam no Bloomberg que o motivo pelo qual a EMI interrompeu as negociações foi porque não se pôde chegar a um acordo quanto ao montante que os varejistas pagariam adiantado à gravadora como compensação pelo risco de disponibilizar suas músicas sem a tecnologia que impede cópias não autorizadas.
"A negociação envolveu Microsoft, Apple, RealNetworks, Yahoo e Amazon e um acordo com algumas dessas empresas parecia próximo há duas semanas, disseram pessoas [próximas ao fato]. As vendas de CD patinaram no ano passado, dando força à idéia conforme as gravadoras procuravam reverter sua sorte. Um anúncio com a londrina EMI havia sido planejado para 9 de fevereiro, disse uma dessas pessoas", relatam Bass e Fixmer.
Segundo eles, Harold Vogel, analista independente de mídia de Nova York, disse em entrevista. "Foi um passo atrás. A luta dessa indústria contra cada vento de mudança não está ajudando a mudar a maré".
Bass e Fixmer contam ainda que as negociações foram atrapalhadas pelo empenho da Warner Music Group Corp. em comprar a EMI. Edgar Bronfman, CEO da Warner, é contra a proposta de ofertar músicas sem a tecnologia DRM.
Mais detalhes no artigo completo de Bass e Fixmer.  |