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Brasileiros lançam campanha "Amo a Apple mas a Apple não me ama" Print E-mail
28 Set 2005 às 10:19, por MacPress

Já vai longe o dia em que ter um escritório da Apple no Brasil era motivo de alegria para os entusiastas brasileiros do Macintosh. Hoje eles queixam-se do descaso dos representantes nacionais da marca da maçã, a quem acusam, dentre outras coisas, de superfaturar preços.

Esse foi o principal motivo para o surgimento de pelo menos dois sites de protesto contra a política de preços da Apple Brasil. Um deles, redigido em inglês, foi criado na forma de abaixo-assinado com o intuito de ser lido pelo pessoal da sede da Apple Computer em Cupertino, EUA. (Leia tradução na íntegra no fim deste artigo.)

Paulo Biscaia Filho, autor do abaixo-assinado, argumenta que os preços praticados pela Apple Brasil são muito maiores do que poderiam ou deveriam ser, mesmo considerando a aplicação de impostos de importação e taxas de câmbio. Ele também acusa a Apple Brasil de só acompanhar o dólar quando a cotação sobe e manter os preços inalterados quando cai.

"Só vi os preços aumentarem enquanto o dólar baixava. A indignação só cresceu", disse ele ao MacPress.

No momento da redação deste artigo seu abaixo-assinado contava com 826 assinaturas. Alguns assinantes registraram protestos como "A Apple Brasil está nos incentivando a praticar contrabando e pirataria" e "Estamos sendo roubados!", além de vários que dizem terem sido forçados a abandonar a plataforma Mac em favor do PC por causa dos preços abusivos praticados pelo escritório brasileiro da marca.

O outro site, na verdade um blog, traz o mote "Amo a Apple mas a Apple não me ama".

Nele os autores também publicaram uma queixa em inglês, porém bem menor, onde lembram que o hardware Apple oferecido no Brasil nunca corresponde ao dos últimos lançamentos internacionais. "Esse atraso nunca é mencionado e alguns usuários descobrem que suas novas aquisições na verdade não são tão novas", dizem.

Assistência técnica é outro tema de queixas. "Muitos usuários têm tido grandes problemas tentando consertar produtos Apple na rede autorizada. Considerar evitar o suporte Apple e encontrar um especialista na marca está-se tornando um dilema comum. Isso mostra porquê o único motivo para comprar um produto Apple no Brasil (garantia) está se tornando insuficiente".

Além da pressão para que a Apple Brasil revele o motivo do superfaturamento dos preços ou que pelo menos os baixe conforme argumenta-se ser possível, os responsáveis pela empresa no país têm pelo menos uma boa desculpa para baixar os preços, se quiserem: a possibilidade de nacionalizar as importações através de inscrição estadual no Estado de Alagoas. Em 24 de outubro de 2003 o Estado promulgou lei que prevê redução no custo final do ICMS de importação que pode chegar a mais de 50% em alguns casos. Tudo o que qualquer empresa interessada nesse benefício precisa fazer é abrir escritório naquele Estado e realizar as importações através dele, comprando precatórios no valor do imposto já descontado e fazendo a mercadoria ser entregue em qualquer lugar do Brasil. Segundo reportagem do jornal Gazeta de Alagoas de 21 de agosto último, grandes empresas do setor de telecomunicações e pelo menos uma do setor de artigos esportivos já estão tirando proveito da oportunidade.

Consultada pelo MacPress, a Apple Brasil não quis comentar o assunto.

Leia agora a íntegra do abaixo-assinado de Paulo Biscaia Filho.

Para: Apple Computer

Amamos os Macs. Adoramos usar Macs. Dizemos às pessoas todos os dias para mudar. No entanto, nossa capacidade de usar Macs e nossos argumentos aos migrantes em potencial são escassos. A razão disso é baseada apenas em um e grande fator: os produtos Apple no Brasil são demasiadamente caros. Os Macs nunca foram os computadores mais baratos do mercado, mas tudo bem, contanto que valham a pena. Agora são tão caros que é difícil estabelecer seu preço com precisão. Os preços são ainda piores para empresas, escolas e organizações, e virtualmente impossíveis para o mercado SOHO (escritórios pequenos ou domésticos).

Entendemos perfeitamente as questões relativas às taxas de câmbio e de importação. No entanto, a Apple Brasil está simplesmente fazendo disso uma desculpa para praticar preços excessivamente inflacionados. Quando a cotação do dólar sobe, em apenas alguns dias a Apple Brasil sobre os preços, mas quando a cotação cai, como vem acontecendo nos últimos meses, os preços se mantém altos. Esta não é a única razão por que escrevemos isto, mas é o elemento mais profundamente agravante. Talvez seja interessante mostrar alguns exemplos e comparações:

  • Um PowerBook 12" custa US$ 1.600 e no Brasil custa R$ 10.300 (cerca de US$ 3.600). O imposto de importação é de cerca de 60% e a taxa de câmbio está hoje em torno de R$ 2,90 por dólar [R$ 2,25 no dia desta tradução]. Isso significa que tal equipamento deveria custar em torno de US$ 2,650 (ou R$ 7.424). Se eu o importasse sozinho, sem nenhum envolvimento da Apple Brasil, adicionando-se o custo do frete ele custaria cerca de US$ 3,000, no máximo. Então por que a Apple Brasil, que tem relação direta com Cupertino e compra lotes de equipamentos dentre os quais o custo do frete é diluído, cobra mais do que pagaria um usuário que quisesse fazer a importação de uma máquina por conta própria?
  • A taxa para equipamentos menores não é apenas ruim, mas muito pior: uma placa Airport custa [no Brasil] cerca de US$ 260 (cerca de 300% mais que nos EUA) e um kit DVD-R é vendido a US$ 105 (quase 7 vezes mais que o preço original!).
  • Comparada com a política da Palm no Brasil, vemos que há realmente boas razões para estarmos zangados: um palmtop Zire (vendido a US$ 99 nos EUA) custa aqui cerca de R$ 500 (ou US$ 170) e pode ser facilmente encontrado em lojas que oferecem facilidades de pagamento como parcelamento em até 10 vezes sem juros, uma oferta altamente competitiva para um produto que, para entrar no Brasil, percorre o mesmo caminho que os produtos Apple. Ou seja: por que é possível para outras empresas de computador baixar seus preços e tornar suas ofertas muito mais tentadoras e competitivas que as da Apple Brasil?
  • Verificamos com alguns tributaristas e funcionários da alfândega que os impostos pagos pela Apple Brasil deveriam ser muito menores que os 60% geralmente pagos por importadores pessoa física. E, uma vez que a Apple Brasil negocia diretamente com a Apple USA, estamos convencidos de que eles não pagam preço de varejo, mas preço de filial, então os impostos aplicam-se a esses números e não aos preços de varejo. No entanto, o que vemos aqui é bem diferente.

Está bem claro que o mercado da Apple em nosso país poderia ser bem maior do que é, mas a Apple Brasil aparentemente recusa-se a fazê-lo. Os resultados positivos desta petição não afetam diretamente aos que a assinam, mas certamente vão melhorar o desempenho da Apple no mercado brasileiro.

Cremos fortemente que temos sido constantemente enganados e explorados pela Apple Brasil e que a matriz da empresa deveria ter uma séria conversa com seus funcionários daqui para avaliar preços, logística, impostos, taxas de câmbio, etc. Tudo isso para tornar o Macintosh mais acessível não apenas para os que o amam mas não podem comprá-lo como também para os que podem migrar mas não o fazem. Não é preciso dizer que o poder aquisitivo do consumidor brasileiro é bem menor que o do americano e isso torna duas vezes mais difícil pôr nossas mãos em um Mac novo ou em acessórios Apple.

Tudo o que pedimos é que dêem uma boa olhada no modo como a Apple Brasil tem lidado com seu produto, já que muitos de nós tememos que, num futuro não muito distante, podemos não ter mais um escritório da Apple no Brasil, porque mesmo nós, entusiastas do Mac, estamos a ponto de abandonar a plataforma devido ao seríssimo problema da política de preços. Assim, pedimos-lhes que, com urgência, estudem este caso e encontrem uma solução aceitável não só para nós como para a própria Apple.
 
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