PELO menos cinco funcionários de lojas de varejo da Apple Computer nos EUA foram demitidos após terem baixado cópias do Mac OS X 10.5 Leopard de uso restrito dos desenvolvedores de software participantes da última conferência para desenvolvedores promovida pela empresa há duas semanas (7 a 11/8). Segundo o Think Secret, a empresa tem na mira "dúzias" de outros funcionários que podem ser igualmente demitidos.
O site informa que, aparentemente, esses funcionários foram flagrados falando com colegas sobre a obtenção de cópias ilegais do Leopard, levando o departamento de recursos humanos da empresa em Cupertino, Califórnia (onde situa-se a sede da empresa) a investigar o caso e demitir os funcionários após confessarem a obtenção ilegal do software.
Um dos funcionários falou ao Think Secret sob condição de anonimato reconhecendo seu erro. "Todos sabemos que violamos nosso acordo com a empresa e a política de ética. Assim, uma vez que nosso caráter nos obriga a dizer a verdade e a encarar as conseqüências de nossos atos, fomos demitidos. Minha pergunta é: se tivéssemos mentido e negado tudo, ainda estaríamos trabalhando na Apple hoje? Ainda mais, é esse o tipo de gente que a Apple quer trabalhando nela?"
O Think Secret lembra o episódio ocorrido no fim de 2004, quando a Apple recheou as manchetes por ter processado três pessoas acusadas de colocar cópia da versão para desenvolvedores do Mac OS X 10.4 Tiger em redes de compartilhamento de arquivos. Na ocasião a Apple foi criticada por sua rígida abordagem da questão, inclusive por um de seus co-fundadores, Steve Wozniak. Todavia, observa o site, a dura postura adotada pela empresa naquele caso pode ter advertido os piratas de hoje, que já começaram a sumir com as cópias ilegais do Leopard das redes de compartilhamento de arquivos.  |