1980
Marcelo monta o "Camisa de Vênus" e começa a mudar
a cena cultural da Bahia. Logo depois, durante um show surge o grito
de guerra "Bota pra Fudê" que se tornou marca registrada da banda e
do próprio Marcelo.
1982
"Eu gravei pela primeira vez um compacto, contendo
duas músicas: Controle Total e Meu primo Zé, com o Camisa de Vênus.
Gravamos em um pequeno estúdio de 8 canais em Salvador".
1983
Em Janeiro, o Camisa de Vênus faz show para 20.000
pessoas em Salvador, tendo gravado apenas um compacto.
Gravação do primeiro
álbum do "Camisa de Vênus". Álbum este, que foi gravado e mixado numa
só noite. Nossa inexperiência e ansiedade somadas a falta de tempo,
geraram falhas e deslizes que penso, não invalidaram o resultado".
1984
Ao ser chamado pela diretoria da gravadora Som Livre
para uma reunião na qual foi colocada a necessidade da mudança do nome
Camisa de Vênus tido como pornográfico, Marcelo sugere que a banda passe
a chamar-se "Capa de Pica". Considerado um artista "incontrolável",
ele é expulso da Som Livre e o Camisa de Vênus tem o seu primeiro disco
retirado do catálogo da gravadora apenas três meses após o seu lançamento.
1985
"Camisa" toca para 16 mil pessoas em Porto Alegre.
Gravação do álbum "Batalhões de Estranhos". A banda
evoluindo, tocando melhor e com um material mais consistente... Pena
que a sonoridade ruim do estúdio tenha obscurecido algumas dessas qualidades.
1986
Gravação do álbum "Correndo o Risco". "Nosso
quarto álbum e o primeiro numa grande gravadora. Decidi gravar "A Ferro
e Fogo" sem a banda e com uma orquestra sinfônica, no que fui ajudado
por "Pena Schimidt" que arregimentou os músicos, e trouxe "Armando Ferrante
Jr." para fazer o arranjo. Pela primeira vez gravei sem guitarras ou
violões e gostei. A canção ganhou uma abordagem épica que cairia como
uma luva numa trilha sonora de algum filme de "Cecil B. de Mille".
Gravação do álbum "Viva". Um flagrante da força e vigor do Camisa de
Vênus no palco. "Um disco excitante, sem dobras ou remendos. A banda
ensandecida e a platéia idem. A versão de "O Adventista" me impressiona
até hoje".
1987
Marcelo e Raul se preparam para compor, "Muita estrela
e pouca Constelação".
Gravação do álbum "Duplo Sentido".
"Originalmente um álbum duplo em vinil, foi gravado imediatamente após o período em que comuniquei à banda sobre minha intenção de sair, acenando porém, com a possibilidade de ficar até que fosse encontrado outro vocalista. Karl no entanto colocou uma pedra sobre o assunto afirmando enfaticamente que isso não faria sentido. Minha faixa favorita é a versão de "Enigma", onde ele, Karl faz uma base precisa, por onde Gustavo passeia com um solo envolvente e hipnótico".
1988
Primeiro álbum solo. Marcelo Nova e a "Envergadura Moral". "Este disco reflete bem o meu estado de espírito na época: Tranqüilo, quieto, fiz um álbum repleto de baladas e com uma pegada bastante diferenciada do Camisa de Vênus. A intimidade de Johnny Boy com o piano, a solidez da bateria de James e a técnica exuberante do Feliciano no contrabaixo, encontraram seu complemento e contraponto na guitarra instintiva de Gustavo"...
Marcelo
convida Raul para um Show na Bahia, dando início assim, a uma turnê
de 50 shows, e um disco em parceria.
1989
"A Panela do Diabo": Um álbum auto biográfico, um
'hara kiri' psicológico. Vertemos sangue, vísceras, prazer, dor, sarcasmo
e desejos, não necessariamente nessa ordem. Raul deu o nome ao disco,
afirmando que nesta panela estaria o ponto de fusão".