1990
Muito antes de virar moda, Marcelo inicia uma série de shows acústicos, dando origem
ao que viria a ser o Blackout, o primeiro "Unplugged" do rock.
1991
No início de 1990, comecei uma tourne tocando violão, acompanhado apenas por Johnny Boy.
Satisfeito com a sonoridade acústica, resolvi coloca-la sob o formato de banda. E daí surgiu o material que viria a compor o álbum "Blackout".
Durante as gravações, descobri que nenhum grupo de rock’n’roll nacional ou internacional, havia gravado um álbum inteiramente acústico. E os artistas solo que haviam feito como, Dylan ou Neil Young, utilizaram apenas violão e gaita e não uma banda completa. Independente do pioneirismo, o disco tem bons momentos. Jamais imaginei no entanto que dois anos depois, isso viraria moda e que todo mundo iria gravar o seu "UNPLUGGED".
Blackout, é um disco que, em concepção, sonoridade e textos se distancia de toda produção contemporânea do rock brasileiro. Não é apenas mais um produto no mercado, é a obra prima de um artista polêmico e criativo. Se você ainda tiver alguma dúvida, que ouça o disco.
1992
Nasce Drake o primeiro filho do Marcelo.
Marcelo estréia na rádio Transamérica o "Let’s Rock" que ficaria no ar todos os domingos em rede nacional, com o próprio Marcelo produzindo e apresentando o programa. Nele, além de entrevistar artistas internacionais como Ian Gillan, Eric Burdon, Tonny Iommi, John Lee Hooker, Ian Anderson, John Hammond e nacionais como: Os Raimundos, Nazi, Inocentes, Eduardo Araújo, Antonio Augusto Marx e Genival Lacerda, Marcelo comentava e tocava lançamentos, antigüidades e raridades da sua coleção particular. Além disso, traçava um panorama instigante da própria história do rock’n’roll, de forma muito pessoal, onde não faltavam provocações, ironia, sarcasmo, bom humor e muita polêmica.
1993
O camisa de Venus se reúne depois de 6 anos de separação, para uma pequena tour pelo país. Marcelo, Karl, Robério e Gustavo tocavam juntos pela primeira vez desde 1987.
1994
Gravação do álbum "A Sessão Sem Fim".
Depois de Blackout comecei a pensar em um disco cuja sonoridade fosse sua antítese.
O resultado foi a "Sessão sem Fim", um disco duro, pesado e rude. A guitarra de Luis Carline acabou reforçando estes elementos.
1995
Eu, Karl e Robério voltamos a gravar juntos, era o retorno do Camisa de Vênus.
Agora com Franklin no lugar de Aldo e Carlini no lugar de Gustavo, além de Calasans no piano e órgão.
A banda se introzava nos palcos e já demonstrava do que seria capaz.
Plugado: Depois de tantos anos sem gravar, o Camisa voltaria sem Gustavo e Aldo, mas com Franklin e Carlos Alberto, que já tocavam comigo a sete anos e ainda com Luis Carline que havia gravado guitarras no meu disco de 94- A Sessão sem Fim.
Lançamos então um disco ao vivo, enquanto a banda se preparava para um próximo disco de estúdio
1996
Camisa de Venus grava o disco "Quem é Você?".
Primeiro disco de canções inéditas em 10 anos, acabou traduzindo o nosso amadurecimento com um material muito vigoroso e potente. O disco teve um tratamento primoroso de studio, valorizado ainda mais com o envolvimento de Eric Burdon que funcionou como um catalisador de energia e talento.Os Raimundos deram uma canja, Carlos Alberto sofreu um acidente automobilístico e quando saiu do hospital foi direto fazer o órgão Hammond em "Forças Ocultas", Karl mostrou do que sua guitarra base é capaz em "E Se Eu Chegar", Robério compôs sua mais bela canção para o meu texto em "Eu Ví O Futuro", Carlini fez solos memoráveis e Franklin arrancou de Eric a exclamação: - He's an excellent Drummer! "Quem é Você?" é o meu disco favorito do Camisa de Venus.
1997
Em abril, Marcelo vai para Nova Iorque encontrar-se com Eric Burdon.
Os dois entram num studio em Long Island, com uma banda formada por músicos locais e gravam várias canções que haviam feito em parceria. Eric abre o seu show em Nova Iorque com "Satanic Heart" versão da música do Marcelo do álbum "A Sessão Sem Fim".
1998
"Após 18 anos de estrada, percebi que talvez fosse a hora de parar para um drink dessa bebida forte mas que me mantém ativo, vivo. Uma dose do meu próprio veneno.
Casa-se com Inez no dia 1º de Abril, após 13 anos de namoro.
1999
Marcelo prepara material para o seu próximo album, excursiona pelo país e coordena um projeto da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, que ele batizou de Caldeirão das Artes e que leva ao vivo semanalmente, música, pintura, poesia, dança, fotografia, escultura, teatro e cinema às universidades paulistas.
Lança os CDs Grampedo em Publico Vols. 1 e 2 Albuns gravados ao vivo,
lançados em edição limitada pelo próprio Marcelo somente para os verdadeiros
fãs. Contendo as clássicas: Quando Eu Morri, Só o Fim, O Ponteiro Tá
Subindo, Bete Morreu, uma versão extraordinária com 16 minutos de Coração
Satânico, as inéditas Ainda Não Está Escuro,Cocaína e muito mais....
Estes dois discos fazem parte de uma série que o Marcelo pretende dar
seqüência como uma "discografia alternativa". Os mesmos só são vendidos
nos seus shows, na loja Baratos Afins, ou pelo telefone, 0**11- 5541-0301.