Poemas Místicos do Oriente


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01.
Rubaiyat I  
02.
Rubaiyat II  
03.
A Lua da Tabriz  
04.
Na Floresta  
05.
Artista  
06.
O Destino do Coração  
07.
Rubaiyat III  
08.
O Que não Somos  
09.
O Mundo Além das Palavras  
10.
Estou Partindo  
11.
Talaa Al Badru Aalaina  
12.
Sama III/IV  
13.
A Hora da União  
14.
Mundos Infinitos  
15.
Do Amor  




CD reúne 15 poemas de Jalal ud-Din Rumi, Omar Khayyam e Gibran Khalil Gibran, interpretados pela atriz, com trilha sonora do compositor

Em um dos capítulos da novela O Clone, durante um ritual de casamento, Letícia Sabatella recitava em off um poema de Gibran Khalil Gibran sobre o amor, emocionando todo o país.

Marcus Viana produzia então, a trilha sonora de O Clone e já havia mergulhado fundo na poesia árabe, buscando inspiração para suas músicas. A própria letra da canção de abertura da novela, Sob o Sol, tinha uma forte influência da obra Rubaiyat, de Omar Khayyam.

Portanto, foi natural a idéia de propor à atriz uma parceria na produção de um CD com alguns dos mais belos poemas árabes, convite prontamente aceito. Em maio de 2002, foram iniciadas as gravações do disco que só viria a ser finalizado um ano depois, em maio de 2003. O CD Poemas Místicos do Oriente chega às lojas no fim deste mês.

O CD abrange trechos dos seguintes livros: de Gibran Khalil Gibran – O Profeta e As Procissões; de Omar Khayyam – O Rubaiyat; e de Jalal Ud-Din Rumi – Poemas Místicos – Divan de Shams de Tabriz”.

Gibran é libanês e representa a transição da poesia transcendental do século XIX ao XX. Rumi e Khayyam são poetas sufis persas e pertencem à época de ouro da civilização islâmica (séculos XI e XII). Mesmo separados de nós por oito séculos, sua poesia é extremamente atual.

Poemas Místicos do Oriente é um tratado sobre transcendência. Música e Poesia apontam para a fugacidade dos sonhos humanos e os valores permanentes do Espírito. O resultado final, para o ouvinte atento, é uma grande transformação da consciência.

Marcus Viana utiliza na música instrumentos e cânticos tradicionais árabes junto a uma orquestração sinfônica e suave, que remete à new age e à world music.

Letícia Sabatella consegue captar e transmitir a essência dos poemas em sua interpretação. Como cantora, nos surpreende em duas faixas que trazem cantos folclóricos árabes.

A arte gráfica do disco evoca a arte árabe em detalhes e ornamentos da mesquita de Córdoba e da Alhambra de Granada.

A tradução do Rubaiyat de Khayyam é de Alexandre S. Rocha, a de Gibran é de Mansour Challita e a dos poemas de Rumi é de José Jorge de Carvalho e Marco Lucchesi.


OS POETAS DE POEMAS MÍSTICOS DO ORIENTE

· Gibran Khalil Gibran

Nascido em 1883 em Bsharre, aldeia montanhosa no Norte do Líbano, Gibran Khalil Ginran tomou contato, na infância, com o pensamento dos filósofos da idade de ouro da cultura árabe e com o cristianismo, ao estudar num colégio de padres maronitas em Beirute. Mas aos 11 anos, migrou com a mãe e os irmãos para os Estados Unidos. Ainda adolescente, começou a desenvolver aptidão para a pintura e a literatura. Aprendeu rapidamente o Inglês e começou a escrever para jornais da comunidade sírio-libanesa radicada nos EUA.

Entre 1903 a 1904, Gibran perdeu a irmã Sultana, o irmão Boutros e a mãe, todos por enfermidades. A sucessão de tragédias familiares em um espaço tão pequeno de tempo marcaria profundamente sua personalidade. Mais do que nunca, Gibran atirou-se inteiramente ao trabalho artístico.

Em 1904, conseguiu realizar sua primeira exposição de pinturas e desenhos em Boston e conheceu Mary Haskell, diretora e proprietária de uma escola local, que passou a custear seus estudos de arte em Paris(1908 a 1910). Seu primeiro trabalho literário de importância foi publicado em 1906, um volume de contos: Ninfas dos Vales, redigido em árabe. O tema básico girava em torno de críticas ao papel da religião na sociedade e colocava-se contra as leis orientais.

Friderich Nietzsche foi influência importante no pensamento de Khalil Gibran.

O mais célebre trabalho de Gibran, O Profeta (1923), é visto por muitos estudiosos como um paralelo proposital da obra de Nietzsche, Assim Falou Zaratustra. O Profeta tornou Gibran conhecido no mundo inteiro. Como em Zaratustra, O Profeta de Gibran procura dar um aspecto divino à condição humana, em vez de buscar a divindade no exterior do indivíduo.

Gibran morreu em Nova Iorque, em 1931, acreditando na missão mística da criação artística. “Através de meu trabalho, haverá algumas pessoas que poderão se libertar de todos os grilhões do passado. Aqueles capazes de suportar a vida de hoje são relativamente poucos, mas são os mais fortes. Se eu puder abrir o coração humano, não terei vivido em vão”.

· Jalal ud-Din Rumi

Um dos mais expressivos poetas sufis, nasceu em 1207, em Balkh (atual Afeganistão). Jalal ud-Din Mohammed Ibn Mohammed al-Balkhi Rumi era filho de um sábio religioso. Aos 25 anos, foi enviado para a cidade de Aleppo, para o ensino superior e, mais tarde, para Damasco. Continuou com sua educação até o 40 anos e, após a morte do pai, sucedeu-o como professor. Rumi tornou-se famoso por sua introspecção mística, seu conhecimento religioso e sua poesia.

Em 1244, Rumi encontrou Shams de Tabriz, que se tornou seu mestre espiritual. Shams de Tabriz tinha então 60 anos de idade e havia oferecido a Deus, segundo dizem, sua própria vida em troca do encontro com um de seus santos.

Shams e Rumi permaneceram juntos até 1247, quando Shams desapareceu. Há versões de que tenha sido assassinado por discípulos de Rumi, ciumentos da ascendência que ele exercia sobre seu mestre.
Inconsolável, Rumi escreveu Poemas Místicos em homenagem a Shams. O livro é uma compilação de poemas de amor e de luto. Também em homenagem ao mestre, criou a dança cósmica, o sama, praticada pela ordem sufi Mevlevi. Morreu em 1273, em Konya, local que se tornou sagrado para os dançarinos dervixes.

· Omar Khayyam

Nasceu em Naishápúr (Nishapur), cidade do Nordeste da Pérsia (Irã), em 1048, e morreu em 1131. Durante sua vida, tornou-se famoso por seus conhecimentos de matemática e astronomia, especialmente por sua contribuição para a reforma do calendário Persa. Mas hoje o nome de Khayyam é lembrado por sua poesia.

No ocidente, ficou conhecido primeiramente nos países de língua Inglesa devido à tradução realizada por Edward Fitzgerald, em 1859, de sua obra principal, O Rubaiyat.

Rubaiyat é o plural da palavra persa ruba'i, que designa uma pequena composição em verso composta por duas linhas, cada uma delas com uma quebra, que transforma assim essas duas linhas em quatro versos. É uma forma poética original típica da literatura persa medieval. As Rubaiyat tornaram-se muito populares, mas também foram cultivadas por poetas eruditos e filósofos, como Omar Khayyam.

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