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Tão certo um tropeço.
Tão prestes a denúncia do assassino,
a surpresa da nossa dimensão irrisória.
Consentimos no adeus,
no músculo do inimigo,
na precisa ironia de um amor
que nos convida a ser bons :
estamos na órbita desvairada
das obscenidades e do pranto.
(Ainda o sal pega no lábio
selando a renúncia dos companheiros.)
E porque uma armadilha não vinga,
porque é sempre o mesmo nojo refluindo,
nós defendemos nossa sobrevivência boba.
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