Esquecemos este céu absoluto | Nada foi feito que revivesse a coisa morta |
Ave degolada é a tua memória | Outros Poemas
 
 


Esquecemos este céu absoluto
Que inspirou o nosso enigma.
Esta prisão do silêncio,
Derrota do nosso grito,
Confinou entre paredes
O canto selvagem das crianças
Surgidas do desconhecido.
Aquilo que o destino elaborava
Na sua muda conspiração de ritmos,
Fosse um labirinto de sombra
Ou tão-somente, antes disso,
Um cuidadoso plano de suicídio,
Não soubemos decifrar.
Chegamos ao extremo do caminho
Aonde ninguém vai sem antes dar-se por vencido.