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Na casa do Pai
 
Na casa do Pai  


Deixa-me te ouvir
No pulso do silêncio
E que eu não perca
Em desavença
O indício do teu passo.

O pomo da vida
Como um seio se ofereça,
Livre da guarda dos anjos,
Num paraíso selvagem. 

De tal modo te saber
Me esclareça
Que o punho fechado
Sobre a mesa se desfaça.

E terei me esquecido
E terei me recordado
Na idade certa de dizer,
Se tempo houvesse:
Aqui não se morre mais.