CALORES & SUORES
MUDANÇAS HORMONAIS
FASES DA TRANSIÇÃO
ÚLTIMA MENSTRUAÇÃO
MENOPAUSA PRECOCE
SECURA VAGINAL
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
FALTA DE TESÃO
INSÔNIA
CALORES & SUORES
TRISTEZA & DEPRESSÃO
GANHO DE PESO
PELE & OSSO
TRH
REPOSIÇÃO ALTERNATIVA
TERAPIAS NÃO HORMONAIS
ALIMENTAÇÃO & EXERCÍCIOS
EXAMES & PREVENÇÃO
NOVIDADES DA PESQUISA
ARTIGOS & LIVROS
GLOSSÁRIO HORMONAL
GLOSSÁRIO FITOHORMONAL
DESTAQUES DA SEMANA
MAIS INTERAÇÃO
MODA & MENOPAUSA
ESPAÇO PARA ESPECIALISTAS
CANAL DA SOBRAC
PERGUNTAS & RESPOSTAS
EQUIPE DO SITE
Aviso: O MenosPausa é um espaço jornalístico independente. Seu conteúdo NÃO substitui a consulta ao médico.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A experiência dos calores e suores na transição para a menopausa varia muito de uma mulher para outra. Não existe um padrão. Pode até ser uma sensação agradável, de um calor ameno, mais concentrado na cabeça, que cai leve sobre o peito e se dissipa sem dar bandeira, para algumas mulheres. A maioria, porém, sente o rosto e o pescoço vermelhos e a parte superior, do tronco, queimando, e se vê obrigada a tirar o casaco ou agasalho no maior frio. A sensação física de aquecimento moderado ou intenso é resultado da dilatação repentina dos vasos sanguíneos. O calor perdido em alguns minutos pelo corpo, nessa onda dilatadora, produz frio ou suor intenso, em seguida.

Calores e suores podem ocorrer a qualquer hora do dia, na fase da perimenopausa, quando começam as irregularidades menstruais. À medida que se aproxima o fim das menstruações, são mais freqüentes à noite, perturbando a qualidade do sono. A sensação de calor geralmente acorda a mulher, que além de sentir o desconforto às vezes chega a ficar com a roupa de dormir e os lençóis molhados de suor. Daí a denominação de suores noturnos. Os médicos classificam as duas denominções de sintomas vasomotores. Os mais antigos preferem usar o termo fogachos.

A frequência dos fogachos varia de uma ou duas ocorrências por semana até duas por hora. A duração média de cada episódio, segundo inúmeros estudos, é de quatro minutos. A máxima é de dez minutos. A aceleração dos batimentos cardíacos, ou palpitações costumam acompanhar os sintomas. Algumas mulheres chegam a sentir enjôo, dor de cabeça e tontura depois que eles passam. As sensações de fadiga, irritabilidade e ansiedade são as consequências mais comum da experiência dos fogachos, no cotidiano.

Não se sabe ao certo, até hoje, qual a origem dos sintomas, a não ser que têm a ver com o desequilíbrio na produção dos hormônios femininos e os ciclos anovulatórios (sem ovulação) que encerram o período reprodutivo feminino. Quando não há ovulação os níveis de estrogênios ficam elevados e a produção de progesterona cai por completo. A alteração no equilíbrio desses dois hormônios antes e depois da última menstruação afetaria o funcionamento do hipotálamo, o centro que regula nossa temperatura corporal. Daí o uso da reposição hormonal para acabar com os sintomas vasomotores. Existe uma variedade de medicamentos à base de fitohormônios -- estrogênios e progesterona extraídos de plantas com propriedades hormonais como a soja, o yam mexicano, o trevo vermelho, que também funcionam, especialmente quando os sintomas não são muito intensos. Os fitohormônios são menos potentes do que os hormônios sintéticos da TRH.

A intensidade e frequência dos fogachos estão associadas a fatores que podem ser controlados, é verdade, como por exemplo a dieta, o estilo de vida e o estresse emocional. Comer muita fibra e produtos derivados da soja e evitar o consumo de álcool, de alimentos condimentados ou à base de cafeína ajuda a conter a manifestação dos sintomas. Fazer atividade física aeróbica diariamente é fundamental para conviver melhor com eles. Evitar situações de estresse emocional frequente, por excitação, medo ou ansiedade, é providencial para reduzir a frequência dos calores.

Estudos recentes dão conta de que o desequilíbrio hormonal da menopausa afetaria a produção de endorfinas, substâncias químicas que controlam o humor e a sensação de prazer. E as emoções descontroladas são outro fator de risco para a experiência aumentada dos calores. O uso de substâncias anti-depressivas como a venlafaxina (Effexor), a fluoxetina (Prozac) a setralina (Zoloft) em muitos casos, tem se revelado eficaz em muitos casos para desconectar esse circuito de estímulos cerebrais negativos e atenuar os calores.

Outros tratamento incluem remédicos desenvolvidos para tratar a hipertensão arterial ou a labirintite, caso do Stugeron, que usa a substância cinizarina. Componentes como veraliprina ou ciclofenila, e os alcalóides da beladona. Estes últimos são encontrados apenas em formulações manipuladas. As substâncias veraliprina e ciclofenila são a base das marcas comerciais Agreal e Menopax, respectivamente. Nos Estados Unidos a droga contra a hipertensão baseada na clonidina é muito receitada para conter os fogachos, especialmente quando o sintoma é acompanhado por alta da pressão arterial. Outra opção no Brasil é o uso da cinizarina, substância ativa do medicamento Stugeron, desenvolvido originalmente para tratamento da labirintite.


<< voltar