| MUDANÇAS HORMONAIS | |
| FASES DA TRANSIÇÃO | |
| ÚLTIMA MENSTRUAÇÃO | |
| MENOPAUSA PRECOCE | |
| SECURA VAGINAL | |
| INCONTINÊNCIA URINÁRIA | |
| FALTA DE TESÃO | |
| INSÔNIA | |
| CALORES & SUORES | |
| TRISTEZA & DEPRESSÃO | |
| GANHO DE PESO | |
| PELE & OSSO | |
| TRH | |
| REPOSIÇÃO ALTERNATIVA | |
| TERAPIAS NÃO HORMONAIS | |
| ALIMENTAÇÃO & EXERCÍCIOS | |
| EXAMES & PREVENÇÃO | |
| NOVIDADES DA PESQUISA | |
| ARTIGOS & LIVROS | |
| GLOSSÁRIO HORMONAL | |
| GLOSSÁRIO FITOHORMONAL | |
| DESTAQUES DA SEMANA | |
| MAIS INTERAÇÃO | |
| MODA & MENOPAUSA | |
| ESPAÇO PARA ESPECIALISTAS | |
| CANAL DA SOBRAC | |
| PERGUNTAS & RESPOSTAS | |
| EQUIPE DO SITE | |
|
Aviso:
O MenosPausa é um espaço jornalístico independente. Seu conteúdo
NÃO substitui a consulta ao médico.
| |
| OSTEOPOROSE |
| A doença atinge um quarto das mulheres do planeta e é responsável por 60 a 70% das fraturas de que são vítimas depois dos 60 anos, o que a torna a primeira causa de gastos de saúde pública com pessoas dessa faixa etária. A osteoporose se caracteriza pelo aumento da porosidade dos ossos. Em estágio avançado, leva a fraturas na coluna vertebral, no colo de fêmur, nos punhos e nas costelas. A osteoporose e as conseqüentes fraturas contribuem para a péssima qualidade de vida dos idosos e para a elevação da mortalidade entre pessoas da faixa etária acima de 60 anos. |
| A CAUSA |
| O osso é um tecido vivo e em constante renovação ao longo da vida humana. O processo de destruição e reconstrução, chamado de remodelação óssea, se mantém de acordo com o equilíbrio de cálcio no organismo. A massa óssea do ser humano atinge o seu pico aos 35 anos. A partir daí, começa a decrescer em virtude do declínio no processo de reconstituição. A perda lenta e gradual de massa óssea, ou osteopenia, é considerada normal em ambos os sexos. O fato preocupante para as mulheres é a perda acentuada logo após a menopausa, em função do declínio na produção de hormônios estrogênios em seu organismo. Quando a perda de densidade atinge 30% da massa óssea, a osteoporose está instalada e é possível encontrar diminutas cavidades nos ossos. Se não for tratada, a doença vai deixar o esqueleto com aspecto de "queijo suíço". O osso perde densidade e espessura, torna-se extremamente frágil e pode romper-se ao menor movimento ou esforço ou em decorrência de pequenas quedas. |
| SINAIS TÍPICOS |
| As fraturas de punho, que ocorrem quando a mulher perde o equilíbrio e para se proteger usa a mão como apoio, em uma queda, são típicas do primeiro estágio da doença. Em mulheres de 50 anos, esse tipo de fratura é 12 vezes mais freqüente, em comparação com os homens da mesma idade. A moléstia periodontal - rarefação óssea dos maxilares (os dentes começam a cair) - é outro sinal típico da osteoporose. A ocorrência de fraturas de quadril ou de colo do fêmur, a principal característica da doença no estágio avançado, é comum em mulheres com mais de 65 anos. |
| DIAGNÓSTICO |
| Pode ser feito por meio do exame de Densitometria Óssea. O procedimento é simples, rápido e não invasivo. O equipamento empregado atualmente é à base de raio X de dupla energia (DEXA). Deitada em uma maca, a paciente se submete a passagem de um feixe duplo de irradiação na altura da coluna vertebral e do quadril. A análise feita por computador permite aferir com precisão confiável o grau de densidade da massa óssea. |
| FATORES
DE RISO | ORIGENS
DAS TENDÊNCIAS PARA DESENVOLVER OSTEOPOROSE |
| HEREDITARIEDADE | O fato de a mãe ou irmã mais velha terem tido a doença é importante fator de risco. |
| FALTA DE HORMÔNIOS SEXUAIS | Na menopausa precoce (que se instala antes dos 40 anos), tanto natural ou cirúrgica, o risco de osteoporose é duas vezes maior do que na menopausa que vem na idade normal, a qual produz osteoporose em 25% das mulheres. |
| RAÇA E ESTRUTURA CORPORAL | Mulheres magras, de pele clara, principalmente as loiras e ruivas, bem como as orientais, estão mais sujeitas a desenvolver a doença. |
| SEDENTARISMO | A inatividade natural ou forçada, por doença ou fratura, contribui para acelerar a perda óssea. Os exercícios reduzem este risco e podem até interromper o processo de perda. |
| NUTRIÇÃO | A baixa ingestão de alimentos ricos em cálcio (leite e derivados) desde a infância até a idade madura concorre para a formação de massa óssea menos densa. |
| DOENÇAS | Algumas doenças, como artrite reumatóide, disfunções da tireóide e das glândulas supra-renais, bem como nefrites crônicas e histórico de operações de estômagos também estão na origem da perda óssea acelerada. |
| REMÉDIOS | Medicamentos como a cortisona e seus derivados, fórmulas para emagrecer que usam hormônios tireoidianos, antiácidos que contém alumínio e os anticonvulsivos aceleram a perda óssea. |
| FUMA | A nicotina também interfere no metabolismo dos hormônios compromentendo sua circulação de forma adequada à proteção óssea. |
| COMO
PREVENIR? |
| a)
DIETA INDICADA |
| O
cálcio aumenta a densidade óssea. Alguns cientistas afirmam que
o tratamento preventivo da osteoporose deve começar na infância,
época em que o osso pode atingir espessura ideal e reduzir os riscos de
a futura mulher ter fraturas depois da menopausa. A quantidade diária de
cálcio de 800mg por dia é considerada ideal desde esta fase. Após
a menopausa, a dose deve ser aumentada para 1.200mg/dia. | |
| ALIMENTOS
RICOS EM CÁLCIO | |
| Leite
e derivados | queijo,
requeijão, iogurte (1 copo de leite ou iogurte tem aproximadamente 300mg
de cálcio) |
|
Vegetais |
folhas
verdes |
| Frutas |
laranja,
tangerina, morango |
|
Carnes |
sardinha,
salmão, carne de vaca e peixe |
| Legumes |
todos |
|
b)
MUDANÇAS DE HÁBITOS |
|
|
c)
EXERCÍCIOS |
| Tem efeito benéfico na manutenção da massa óssea. Destacam-se caminhadas, alongamento, corrida, ciclismo, ginástica aeróbica e musculação. Para um bom condicionamento físico, os exercícios devem ser feitos de 4 a 5 vezes por semana, em períodos de 40 minutos. Seqüências extenuantes interferem na produção de estrogênios, causando perda de massa óssea. |
| d)
TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE HORMÔNIO |
| Os benefícios dos hormônios estrogênios sobre o metabolismo ósseo é incontestável. Ele age em três frentes: 1. melhora a absorção de cálcio pelo intestino; 2. garante reserva de ossos e cálcio, para as fases de maior necessidade do organismo, como gestação e lactação; 3. corrige a remodelação óssea, isto é, faz com que a formação ou correção seja maior que a desintegração ou absorção. Na menopausa, a reposição de hormônios estrogênios garante a manutenção da massa óssea enquanto a ingestão de progestogênios estimula a formação óssea. Não importa a forma de administração dos hormônios (oral, percutânea, adesivos, implantes, injeção). Todas produzem o mesmo efeito benéfico sobre os ossos. Na ausência de contra-indicações, a TRH é um dos tratamentos mais eficazes na prevenção da osteoporose. Quando cessa a administração de hormônios o ganho de massa óssea obtido com a TRH se perde gradativamente -- em média ao longo de dois anos. |
|
TRATAMENTO DE OSTEOPOROSE ESTABELECIDA |
| O
tratamento pode ser feito com estrogênios, cálcio e exercícios
adequados. A vitamina D tem o seu lugar como coadjuvante, assim como os progestogênios.
Outro hormônio tem sido empregado quando há contra-indicações
para os estrogênios: o decanoato de nandrolona. A calcitonina, hormônio
derivado de certo tipo de células da tireóide, tem se revelado remédio
útil quando administrado com cálcio, impedindo a perda óssea
e exercendo efeito analgésico. |
| OSTEOPOROSE EM NÚMEROS |
| 25% das mulheres após os 65 anos de idade desenvolvem a doença - a população feminina brasileira é de 1,46 milhão (IBGE-1991), portanto pelo menos 350 mil brasileiras têm osteoporose |
| 25% das mulheres sofrem perda de massa óssea mais acelerada do que o normal |
| 70% das fraturas em mulheres com idade superior a 60 anos são causadas pela osteoporose |
| 15% das mulheres morrem nos três primeiros meses após cirurgia considerada de alto risco como a do colo do fêmur. 30% morrem até o sexto mês. Das que sobrevivem, metade não volta a andar |
| A osteoporose é problema de saúde pública, sendo fator de alta morbidade e mortalidade em mulheres na pós-menopausa. Ao médico cabe identificar as mulheres de risco e fazer o possível para evitar a instalação e progressão dessa grave doença. |
| |