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PICOS DE ALTA E BAIXA PRODUÇÃO

Existem no mínimo 60 formas de hormônios estrogênios circulando no corpo de homens e mulheres mas são três as principais formas dominantes no organismo feminino: o estradiol, o estriol e a estrona.

Fabricado pelos ovários, em sua maior parte, o estradiol é de longe o mais poderoso dos três. É ele que atua sobre a função reprodutiva, estimulando os folículos ovarianos a liberar os óvulos -- as células germinativas femininas. Também é ele que estimula o aumento das contrações musculares das trompas de falópio que empurram o óvulo fertilizado até o útero. É o estradiol, ainda, que leva o útero à reagir à progesterona -- o hormônio que prepara o órgão para receber o óvulo fertilizado, revestindo-o com um endométrico mais espesso.

O estradiol, desempenha papel estratégico no corpo feminino. Fora da função reprodutiva é responsável pela manutenção dos tecidos do organismo, garantindo a elastidade da pele e dos vasos sanguíneos, a reconstituição dos ossos, a proteção de funções cerebrais como a memória, entre outras 300 atividades, segundo informam os estudos científicos.

O estradiol é um estrogênio da juventude, se poderia dizer.. O estriol é produzido pela placenta e, em menor quantidade, pelo fígado. É o principal estrogênio da gravidez.

O Estrona é uma versão atenuada de estradiol. Secretado pelas células de gordura e durante a gravidez, pela placenta, é o tipo que predomina na mulher após a menopausa.

Ele tem sua importância mas não é tão poderoso, sem dúvida, quanto o estradiol a ponto de evitar o processo inexorável de envelhecimento. Por isso, ficamos mais vulneráveis ao risco de desenvolver doenças cardiovasculares ou osteoporose após a menopausa.

A região do cérebro conhecida como hipotálamo e a glândula pituitária -- a popular hipófise - são em primeira instância as responsáveis pela produção desse coquetel de hormônios sexuais que preparam o organismo feminino para a reprodução e o mantém em bom estado de funcionamento.

Com pouco mais de 1 centímetro de diâmetro e meio grama de peso e alojada na base do cérebro a hipófise é subordinada diretamente ao hipotálamo e se encarrega, em ambos os sexos, de fabricar as chamadas gonadotrofinas, substâncias que induzem os ovários e testículos, lá embaixo, a liberar hormônios sexuais, os quais, por sua vez, amadurecem os óvulos e as células germinativas masculinas necessárias à reprodução.

Para desempenhar essa função, as gonadotrofinas carregam dois tipos de hormônios: o Hormônio Folículo Estimulante, ou FSH e o Hormônio Luteinizantes ou LH. As siglas correspondem às iniciais dos nomes dessas subtâncias em inglês.

Nos homens, os dois hormônios atuam simultaneamente. O FSH forma os espermatozóides enquanto o LH estimula os testículos a fabricar testosterona. Nas mulheres, eles agem em fases alternadas. O FSH entra na primeira metade do ciclo, para induzir os ovários a produzir estradiol, o estrogênio que amadurece um ou mais óvulos guardados nos folículos ovarianos. O nível de concentração de estrogênio estradiol no sangue, aumenta quando o óvulo está maduro e pronto para sair de sua "casca" e este é o sinal que avisa a hipófise de que o trabalho foi feito e está na hora de parar a produção de FSH e lançar a segunda gonadotrofina na circulação: o LH. O hormônio luteinizante ajuda o óvulo a romper a casca folicular para cair em uma das duas trompas de falópio, que a essa altura estão encostadinhas nos ovários à espreita de sua presa.

A partir dessa fase, a glândula pituitária continua a lançar as gonadrotofinas na circulação e dar início ao ciclo ovulatório feminino mas os folículos não amadurecem e os níveis de estradiol, o estrogênio fabricado pelos ovários nessa primeira metade do ciclo feminino, não se elevam ao ponto de avisar a hipófise sobre o passo seguinte, qual seja, o de parar a produção de FSH e começar a de LH, e assim por diante.

Ao contrário do programado, e num esforço supremo para conseguir amadurecer os folículos ovarianos resistentes, a hipófise reage aumentando a produção de FSH. A chance de conseguir tirar um óvulo da casca é de 50% quando a mulher tem 45 anos.

Mas a hipófise não parece saber disso e insiste, super produzindo o FSH. E com óvulo ou sem, dá seqüência a operação, lançando a segunda gonadrotofina na circulação, o hormônio luteinizante ou LH que completa o ciclo até a menstruação. A produção de LH permanece estável nesse período conturbado, segundo os médicos, daí a continuidade do processo. Mas a produção anormal de FSH ao longo da perimenopausa, que se torna errática, oscilando entre picos de alta e baixa concentração, acompanhados por mais estradiol ou menos, produz um curto-circuito no organismo feminino, literalmente.

Entre as principais consequências do desequilíbrio hormonal estão as alterações na temperatura do organismo feminino, que esquenta ligeiramente ao longo de toda a perimenopausa. As ondas de calor e os suores noturnos são outro efeito desse descompasso hormonal. Além de experimentar os sintomas clássicos da síndrome pré-menstrual, as mulheres em idade de perimenopausa também passam a ter problemas de sono por causa desses calores e suores noturnos. Algumas também sofrem com problemas de ordem gastrointestinal, dores musculares e nas juntas.

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