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mucosa vaginal adulta é revestida por uma camada de tecido pregueado inigualável
por qualquer outro órgão. Tem pregas em rugas e colunas. As colunas
acompanham os dois eixos de entrada e as rugas desenham zigue-zagues que se superpõem
de cima para baixo nas laterais e espessam às vezes em tubérculos.
Essa textura, que constitui o crivo natural de atrito na penetração,
e é espessa e carnuda na mulher jovem, atenua muito com a idade. Nos anos
seguintes à menopausa, o interior da vagina se torna mais liso e fino.
"Abandonada pelas rugas, perde o poder de fricção", escreve
o médico ginecologista francês Gérard Zwang, em seu livro,
O Sexo da Mulher(22).
As
descrições a respeito dos efeitos da falta de estrogênio sobre
o órgão sexual feminino costumam ter esse tom fatalista. Mas de
fato é grande o desgaste dos tecidos da vagina e do sistema urinário
na decorrer da menopausa, por causa da redução do suprimento de
hormônios estrogênios à região. O local é altamente
dependente do estrogênio, tem milhões de receptores de estradiol
espalhados por tudo quanto é canto e tende a atrofiar sem o estímulo
hormonal, com o passar do tempo (23). O efeito é
mais rápido para quem leva vida sedentária e não mantêm
um nível relativo, digamos, de atividade sexual. O orgasmo frequente, obtido
na relação a dois ou com a masturbação, não
importa, atenua consideravelmente a intensidade das mudanças ao aumentar
a irrigação sanguínea dos tecidos da região pélvica
e tonificar sua musculatura. Um detalhe interessante: mulheres que tiveram filhos
tem uma rede de veias maior e mais complexa na área genital e se beneficiam,
particularmente, dos resultados desse prazeroso exercício. (trecho
do livro "Folha Explica a Menopausa", de Silvia Campolim, Publifolha) |