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TRH E CÂNCER DE MAMA
A TRH combinada contínua no esquema pesquisado pelo Women's Health Initiative, além de aumentar o risco de desenvolvimento de câncer nas usuárias também torna a mama mais densa, o que dificulta a detecção de eventuais tumores. Tal efeito colateral pode retardar o diagnóstico da doença e seu tratamento. A informação foi divulgada na última semana de junho pelos pesquisadores do WHI, que estão analisando a massa de dados obtidas com o mega-ensaio clínico interrompido em julho de 2002.
O motivo da interrupção da pesquisa nas mulheres que estavam tomando estrogênios combinados com medroxyprogesterona, para quem não se lembra, foi o aumento do risco de desenvolvimento de câncer de mama, de 26%. A porcentagem se refere ao número de casos de câncer a mais que foram encontrados no grupo de mulheres que usaram o esquema combinado contínuo de reposição (estrogênio mais progesterona). Entre as 10 mil mulheres submetidas ao regime de reposição combinada foram registrados oito casos a mais de câncer do que entre as que não tomaram nenhum hormônio mas placebo (a pílula inócua usada pelos pesquisadores quando estudam a ação de um medicamento para fazer comparações). Em números absolutos o resultado do estudo achou que das 10 mil mulheres que usaram o esquema de TRH combinado, 41 desenvolveram câncer de mama enquanto no grupo que tomou placebo apenas 33 tiveram a doença.
As irregularidades na densidade dos tecidos da mama foram observadas já no primeiro ano de uso da reposição nas mulheres submetidas ao regime terapêutico de estrogênio combinado com progesterona. O fato de a detecção de eventuais tumores levar mais tempo e exigir exames mais detalhados, inclusive de biópsia, devido a modificação produzida pela TRH nos tecidos da mama, é mais um ponto contra na relação entre custo e benefício desse regime de reposição em mulheres com mais de 60 anos.
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