| CONTROVÉRSIA
SOBRE A TRH GANHA NOVO EQUILÍBRIO |
| As
mulheres em idade de transição para a menopausa passaram o último
ano às voltas com esta questão: continuar ou não a fazer
a terapia de reposição hormonal depois dos resultados preocupantes
da pesquisa norte-americana do Women's Health Initiative, divulgados em julho
de 2002. Com a manipulação da massa de dados extraída do
mega-estudo, foi-se descobrindo ao longo do último ano que o esquema de
reposição pesquisado -- estrogênios conjugados equinos em
doses de 0,625 mg combinadas combinado ao uso contínuo de 10 mg de medroxyprogesterona
--, além de aumentar o risco de câncer de mama, tromboembolismo,
derrame e infarto, também dificulta a detecção precoce do
câncer na mamografia padrão, contribui para formar nódulos
maiores de um tipo de câncer invasivo, ou seja, que se espalha rapidamente
e favorece o desenvolvimento de demência e Mal de Alzheimer em mulheres
de mais de 65 anos. O nome comercial do medicamento que foi objeto do estudo é
Prempro, nos Estados Unidos e Premelle, no Brasil. Ele é fabricado pelo
laboratório Wyhet, que patrocinou a pesquisa do WHI. |
| A
Sociedade Norte-Americana de Menopausa (conhecida pela sigla NAMS, do inglês)
-- uma organização científica sem fins lucrativos que lidera
a discussão sobre os tratamentos da menopausa nos Estados Unidos --, sugeriu
em nota divulgada na última semana de junho que esse estudo e seus resultados
devem ser vistos em perspectiva, levando-se em conta o tipo de esquema de reposição
e a faixa etária do grupo estudado. A maioria das mulheres tinha mais de
60 anos, conforme o Menospausa mostrou na época, em artigo sobre o mega-ensaio
clínico. |
| Mulheres
com essa idade são mais suscetíveis às complicações
observadas durante a pesquisa, especialmente diante das doses elevadas de hormônios
que foram administradas. Todas foram submetidas ao mesmo regime hormonal de reposição
de estrogênio e progesterona. "Este estudo fornece evidências
contra o uso de TRH em doses elevadas e por tempo longo em mulheres mais velhas
e assintomáticas", afirmaram os médicos JoAnn Pinkerton e Richard
Santen, ambos professores-doutores da Universidade de Virgínia, no documento
divulgado pelo NAMS. |