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| A MUDANÇA DE HUMOR |
| A variedade de funções desempenhada pelos estrogênios no cérebro explica a propensão da mulher aos transtornos psíquicos a partir da perimenopausa, quando a produção desequilibra, oscilando entre picos de alta e baixa dos níveis hormonais. Pessoas com tendência genética `a depressão estão particularmente sujeitas a sentir maior transtorno, mostra um estudo sobre Humor e Ciclos Menstruais, feito na Universidade de Medicina de Harvard, em Cambridge (Massachussets, EUA). Psquiatras acompanharam 996 mulheres, entre 36 a 44 anos, durante três anos para avaliar seu estado psíquico e compará-los com a atividade de produção hormonal e o padrão menstrual. As mulheres que apresentaram mais alterações hormonais ao longo do estudo eram as mesmas que revelaram, no início do estudo, ter história prévia de transtorno depressivo ou experiência de sintomas. Seus níveis dos hormônios relacionados ao ciclo ovariano - o folículo estimulante (FSH), o hormônio luteinizante (LH) e o estradiol - eram sempre mais altos, comparados com os das outras mulheres pesquisadas que não tinham experiência depressiva prévia. A depressão, em si, foi associada a um risco maior de desenvolvimento prematuro dos sintomas característicos da transição para a menopausa, como as ondas de calor e as irregularidades menstruais. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, baseados em substâncias como a fluoxetina e a sertralina, caso do Prozac e do Zoloft, respectivamente, e os ansiolíticos da linha do Lexotan e do Frontal são os medicamentos indicados diante dos estados depressivos e de perturbação do sono, na ausência da terapia de reposição hormonal. O uso dessa classe de drogas deve ser acompanhado de algum tipo de psicoterapia ou assistência de um psiquiatra. |
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