BÍBLIA DO CAOS
 BIOGRAFIA
 CHAPEUZINHO
 CHARGES
 CLÁSSICOS
 COLABORAÇÕES
 CONPOZISSÕIS IMFÃTIS
 DAILY MÍLLOR
 DESCOBERTAS
 DEVORA-ME
 DICIONÁRIO
 ECONOMIA
 FÁBULAS FABULOSAS
 FRASES
 GALERIA
 HAI-KAIS
 HISTÓRIA DO PARAÍSO
 HUMOR NEGRO
 INTERNET NOTA 10
 LIVRO BRANCO
 LOGOS DO MILLÔR
 MILLÔR NA IMPRENSA
 MILLÔR NO PASQUIM
 MURAIS
 NOHTAS
 PERGUNTAS CRETINAS
 PESQUISA
 PIF-PAF
 POEMAS
 POSTAL
 RETRATOS 3X4
 SEXO
 TEATRO
 TEXTOS
 THE COW
 UOLPAPER
 VÍDEO
 MAPA DO SAITE

 

 
 

Ano 09 • nº 39 • Outubro 2009

Veja os outros anos

Estranhas palavras

Todas as manhãs os moradores de um extenso quadrilátero de Laranjeiras, que compreende a vizinhança da Comunidade Pereira da Silva (considerada a favela com melhor qualidade vida e de menor criminalidade no Rio), o luxuoso parque Guinle, o palácio Laranjeiras (onde mora a governadora e seu marido, secretário de Segurança), e ruas próximas, são obrigados a ouvir as palavras de ordem que os soldados do Bope gritam aos quatro ventos enquanto fazem o cooper pelas ruas do bairro. Num domingo, por exemplo, fui acordado com as seguintes pérolas: “bandido favelado não se varre com vassouras/ se varre com granadas, com fuzil, metralhadora”; e ainda “o interrogatório e muito fácil de fazer/ pegar o favelado e dar porrada até doer, e o interrogatório é muito fácil de acabar/ pega o bandido e dá porrada ate matar”. Como tais amostram edificantes de ideologia policial, como se surpreende com mortes em interrogatórios policiais e nos presídios? Fico imaginando o que o secretário acha dos raps do Bope, ou será que o palácio tem proteção acústica?

 
sobe
Copyright © Millôr Online 2000/2008. Todos os direitos reservados.