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Ano
01 nº 00
fevereiro 2001
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Por
sugestão do teleitor supercinético Chico Negócio,
da Negnet, estamos abrindo o Daily Míllor.
Mas, atenção, correspondentes secretos, viajantes
sem rumo, astronautas da estepe - não vêm que não
têm. Só vai entrar coisa muito boa, como esta colaboração
do próprio Chico. E nossa decisão, vocês sabem,
não tem apelo - somos nosso próprio Supremo. E achamos,
como FhC, que democracia tem hora. Não venham mexer
com nossos filhinhos, como ensina o Sarney. SuperNeder,
vigia esse portal aí - nessa redação só entra gente
com cartão de descrédito. Millôr.
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Extra!
QUEBRADO O SIGILO ORATÓRIO
DO IMORTAL SIR NEY
Por
Chico Negócio, Fortaleza-CE
Revelado
parte do texto de discurso pronunciado em
sarau literário patrocinado pelo contribuinte
brasileiro na Embaixada do Brasil em Washington,
redigido de próprio punho por Sir Ney. Veja,
na íntegra, o original em português, a versão
em Inglês que ele próprio fez, com o seu próprio
Dicionário de Bolso, do MEC, e, enfim, a pronúncia
correta, que teve o cuidado de redigir e a
elegância de ler, com perfeito sotaque balsâmico
(de Balsas, Maranhão):
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Original em português:
Americanos e americanas:
Aqui estou eu como representante da Academia Brasileira
de Letras. Escritor desde a minha adolescência,
só perdi minha modéstia para escrever meu primero
livro quando já era homem feito, e escrevi minha
primeira obra-prima. Meu primeiro livro é BREJAL
DOS GUAJAS. Ele teve um tremendo impacto nos meios
literários e culturais do Brasil. Mas só para
vocês verem que nós nunca temos uma unanimidade
de pensamento e para vocês calcularem o grau de
democracia que nós toleramos no Brasil, apareceu
um engraçadinho metido a humorista e filósofo,
chamado Millôr Fernandes, e começou a dizer besteiras
sobre meu livro. São os ossos do ofício. O Brasil
é assim mesmo...
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Versão
em Inglês:
American men and American ladies:
I am here how representative of the Academy Brazilian
of Letters. Writer since the my adolescence, I only
lost my modesty for to write my first book when I
was a man made, and I wrote my first cousin-work.
My first book is BREJAL DOS GUAJAS. It had a trembling
impact in the middles litterary and cultural of the
Brazil. Was much elogiated. But only for you to see
that we never have unanimity of thought and for you
to calculate the degree of democracy that we tolerate
in Brazil, apperead one little funny introduced to
humoristic and philosopher, called Millôr Fernandes,
and started to say beasteries about my book. Are the
bones of the office! The Brazil is so same...
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Pronúncia (o texto que leu):
Américan men endi américan leides.
Ai eme ríer ráu representative ófi di acá-demí brazílian
ófi léteris. Uraíter sínci dê mai adolescénce, ai
ônli lósti mái modésti fór tu uraite mai fêristi búque
ruén ai uóis a mén mêide, ende ai urôte mai fêrste
cuzín uêrque. Mai fêriste búque íz BREJAL DOS GUAJAS.
Íti rédi a trêmblin impéquiti in dê mídôus literéuri
ende culturél of dê Brazil. Uós mátchi elogiêitedi.
Bate ônli for iú tussí déte wi néva révi unamity of
tóti ende for iú tu calculeite dê digri ófi demó-crací
déti uí tolereite in Brazil, apíarede one lírou fâni
introdúced to umorístique ende filósofer, cóledi Millôr
Fér-nandes ende istártedi tu sei bísteris abáuti mai
búque. Are dê bônis ófi di ófice! Dê Brazil is sôu
seime... |
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