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Sobre
Brejal dos Guajas, a Bíblia dos Alobrógicos
Em
1988, o cidadão José Ribamar Sarney,
conhecido como José Sarney na vida pública, acreditando ser, e acreditado como, escritor,
publicou mais uma das suas, um livro (?) intitulado
BREJAL DOS GUAJAS (não dos Guajás, como pensam muitos,
outra tribo, essa não ofendida pela literatura
do atual Senador). Instado por amigos, escrevi várias
notas, não pretendo elevá -las a crítica
porque nem eu sou crítico nem o Senador
pelo Amapá (!!!) escritor.
As
notas acabaram chegando a 14 (catorze) e, como sói,
não abalaram a reputação do retratado,
mesmo porque até hoje as pessoas me cumprimentam
como se eu tivesse escrito sobre Marimbondos de Fogo
(um livro no qual Sarney atingiu apenas a mediocridade.
Só
em Brejal atingiria a oligofrenia literária,
o bestialógico em estado puro. Nas "críticas",
quase sempre me refiro ao ex-presidente (que, aliás,
atingiu a presidência por pura levitação)
como Sir Ney porque, reza a lenda, o pai o teria batizado
em honra a um inglês fazendário chamado
Ney, que morava em Pinheiros, terra natal do nosso
Basbaque, perdão, Balzac.
Sarney e eu continuamos a nos falar nas vezes em que
nos encontramos. Sarney, homem extremamente educado,
me tratando com o respeito que me deve, eu, mais bem
educado do que ele, o tratando com a ironia devida.
Por que republicar, eternizando (a Internet pretende
guardar para sempre), estes textos aqui no SAITE?
Por motivo importantíssimo. Depois de tudo
que já fez ao país, Sarney ameaça
agora abandonar a política para se dedicar
inteiramente à literatura. Por muito menos
do que isso, noutro dia, meio milhão de pessoas
se reuniram em todo o Brasil dizendo
BASTA!
10
de janeiro de 2001