A
casa onde se daria o tertuliano ficava logo
após a ponte spencer. Muitos convidados chegavam
em Condillacs, outros em tradicionais freges
a cavalo, que vinham em rápido trotsky. Outros
em modestos Santayanas, que estacionavam perto
da xenofonte. Belíssimas, as mulheres usavam
peirces ou qualquer outro adorno nas orelhas,
com exceção das empregadas, em averróis brancos.
Os homens, elegantes em alinhados jaspers,
achavam que eram os tales. Mas os calvinos,
hipócrates, usavam chapéus.
Na entrada, todos degustavam um espumoso malebranche.
Chegou o momento da ceia. Depois de servirem
condorcet com bacon, só se ouviam o chomsky-chomsky
e os goles no licor de cassirer. Na mesa de
descartes, uma animada partida de bataille,
embora algumas mulheres tivessem schlick.
Ao fundo, um epicteto tocava música popper.
Depois da ceia, os homens ficaram empédocles,
conversando no teofrasto. As mulheres subiram
à campanella, onde se detiveram bastante tempo
antes de voltaire. A festa era em prol dos
portadores de leucipo.
Enviado
por Paulo
Santoro, São Paulo-SP