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Quem é você Marina?
Nome: Marina Correia Lima
Apelidos: Mara, Bichinho
Data e lugar de nascimento: 17.Set.55, Ipanema, Rio de Janeiro (RJ)
Signo e ascendente: Virgem; "uma astróloga disse que meu ascendente é Libra, amigos falam que sou Escorpião. Só sei que nasci entre 7h e 8h"
Pais: Edwaldo Correia Lima, já morto, e Amélia Burlamárqui Correia Lima
Irmãos: Antonio Cícero, filósofo e poeta, e Roberto, economista
Altura e peso: 1,62 m e 52 kg

Crônica Genealógica

Os irmãos Antonio Cicero e Marina Lima são os autores de um dos mais belos versos da poesia brasileira contemporânea, que é : "Você me abre seus braços e a gente faz um país". São versos que servem para iluminar a vida de seus primeiros antepassados conhecidos, ilustrando o romance de sua linhagem, que emerge da obscuridade na cidade portuguesa de Ponte de Lima, com Leonel de Lima (1403-1495), primeiro visconde de Vila Nova de Cerveira. O nome da família foi tirado da cidade e esta por sua vez, tirada do rio, que buscara no árabe "laymun" (limão).

A família já possuia importância, a trisavo de Leonel de Lima era d. Teresa Henriques, irmã de Afonso Henriques, fundador de Portugal. Mas a figura dominante desta linhagem e a trasmontana Leonor Telles de Menezes, avó materna de Filipa da Cunha, esposa de Leonel de Lima, de quem descendem os Correias Limas cearenses.

D. Leonor Telles vivia na província, casada com o fidalgo João Lourenço da Cunha, morgado do Pombeiro. Um dia, d. Leonor resolveu visitar a irmã d. Maria Telles, que era casada com o infante d. João, herdeiro do trono português. Antes de prosseguir, permita-nos destacar o seu retrato feito na época: "bem manceba em fresca idade, e igual em grandeza de corpo; havia loução e gracioso gesto e todas as feições do rosto e direito que a formosura outorga; tal que nenhuma por então era a ela semelhável em bem parecer e dulcidão de fala..." É melhor parar, se não me apaixono...

Pois foi isto que aconteceu. O rei de Portugal, d. Fernando, o "Formoso", meio-irmão de d. Joao, apaixonou-se por ela. Sentindo que João e Maria podiam atrapalhar a sua chegada ao trono, armou um complô, em que o Infante matou a esposa d. Maria Telles. Leonor, bem, ela casou-se com Fernando. O Morgado, seu ex-marido, fugiu amedrontado para Castela, onde acrescentou bem-humoradamente ao seu brasão, uns cornos de ouro. O conflito familiar tomou proporções tão grandes que Castela chegou a invadir Portugal.

Mas voltando aos Correias Limas, um neto de Leonel de Lima e Filipa da Cunha, Fernão Correia Lima foi um dos povoadores de Sergipe. O tempo passou e seus descendentes chegaram ao Ceará. Ali, Maria Francisca Correia Lima, desta estirpe, casou-se com Alexandre da Silva Mourão (Estes Mourões são os mesmos do grande poeta Gerardo Mello Mourão, autor de uma obra extremamente original, marcada por seu imenso amor ao clã), e foram os pais de Manoel Cicero Correia Lima.

Manoel Cicero Correia Lima, cearense, mudou-se para o Piaui, onde era farmacêutico. Notava-se pela inteligência e principalmente a sua inclinação para a música. Tocava clarinete e ensinava vários instrumentos. Ele casou-se com a prima Raquel Correia Lima, e teve um filho, José Cicero, que lhe herdou o talento musical; e outro, Antonio Cicero, por quem prosseguiu a geração.

Antonio Cicero Correia Lima, dentista, casou-se com Edite Martins Viana, e teve o filho Evaldo Martins Correia Lima, economista, este casou-se com Amelia Maria Burlamaque Cunha (O poeta Vinicius de Moraes era neto de um Burlamaque). O casal teve os filhos Roberto, Antonio Cicero e Marina.

E Marina (o nome de uma virgem cristã martirizada na época de Adriano, na mesma região onde surgiram os Limas) Burlamaque Correia Lima, nascida no Rio de Janeiro, a 17 de setembro de 1955, é elegante e tão bela como sua ancestral d. Leonor Telles.

por:
Sociedade Genealogica Judaica do Brasil
Guilherme Faiguenboim
Paulo Valadares
Annarosa Campagnano
Alain Bigio

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