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Musical FM
Alô ouvintes da Musical FM, tudo bem?
Quem fala aqui é Marina Lima.

Pierrot: Bom, "Pierrot" é a canção que abre o disco, foi a primeira canção que eu compus para esse trabalho, compus na guitarra e é uma homenagem primeiro ao Armandinho e aquele pessoal do trio elétrico lá da Bahia.
A guitarra que eu faço é uma guitarra baiana, parece uma música de um trio elétrico e ao mesmo tempo é um frevo.

Eu fiz essa canção prá falar da minha ausência, essa letra é minha também, e dizer da minha vontade e da minha alegria em estar de volta tanto na minha vida no dia-a-dia mais normal, mais feliz, na minha profissão, voltar com esse disco pela Polygram, voltar a fazer shows e reencontrar as pessoas da minha profissão.

Por isso é que é o nome do disco.

Arquivo II: A segunda canção chama-se "Arquivo II", que é uma parceria do Bid, o Bid fez toda a parte musical, comigo e com o Alvin L. O disco todo é sobre o amor, sobre a coragem de você viver ou não viver histórias de amor. A vontade de ter coragem, a falta de coragem, sobre coragem, e essa segunda canção fala um pouco disso.

Deixe Estar: Bom, "Deixe Estar" é uma parceria minha com o Cicero, é uma balada de amor, eu gosto porque é simples, direta e rápida, fala da ... [risos...]... bom é porque esse título destaca como quem diz assim ... deixe estar, isso não vai passar... essas histórias de amor que a gente abandona no meio e que a gente acha que vão passar e não passam e a gente é obrigado a retomar essas histórias mais adiante.

Na Minha Mão: "Na Minha Mão", eu adoro essa música, porque eu estou tocando guitarra nela, tô tocando bem guitarra, tô solando nela, o meu guitarrista Fernando Vidal ficou horrorizado quando ouviu e eu fiquei orgulhosíssima do meu desempenho guitarrístico.

Eu fiz em homenagem ao Nirvana, eu adorava o Nirvana e aquele cara, o Curt Cobain era um grande compositor e essa música tem um pouco essa referência a eles.

Eu gosto, eu acho essa música corajosa e tem uma frase que é uma provocação que eu e o Alvin fizemos que diz assim "se todo mundo é mesmo gay, o mundo está na minha mão" é prá ser contundente, é claro que ninguém é só uma coisa, a gente fala isso prá poder chamar atenção prá música.

Sua: "Sua", também adoro essa música, eu vou acabar falando bem de todas, porque eu gosto das músicas. Tem uma coisa musical nesse disco que eu gosto muito. Eu estou orgulhosa do desempenho musical que eu tive nele, das canções, a coisa autoral.

"Sua" é uma canção instrumental e foi a primeira canção que eu fiz em São Paulo, eu fiz um curso de três meses no ano passado. É uma canção instrumental de alguém que está escrava do amor. É uma canção que eu gosto muito porque ela é toda eletrônica, tem um som estranho, viajante e eletrônico. Eu gosto muito dela.

Uma Antiga Manhã: Essa canção eu compus quando eu voltei de São Paulo, quando eu voltei do curso para o Rio, compus na minha casa na Lagoa, e eu acho bacana que tem uma frase que eu gosto que diz assim: "... e se eu confesssar me diz se vai adiantar eu imprimir as pegadas do sonho..."

Leva Esse Samba Esse Amor: Essa é uma parceria minha e do Sérgio Britto dos Titãs. Ele fez a letra e eu fiz a parte musical. É legal, é um samba meio maluco, super swingado, ao mesmo tempo eletrônico, fala essa linguagem musical que está me interessando agora que é essa mistura de ritmo brasileiro com sonoridade eletrônica, e o Sérgio Britto participa fazendo vocal comigo.

Prá Ver Meu Bem Corar Essa é uma bossa nova que eu compus em homenagem ao Tom Jobim e tem uma coisa de anos 60, de proposta, numa época que tinha a Elizeth Cardoso, quando ela começou a cantar Bossa Nova.

Por isso que eu chamei a Vera Canto e Mello, prá me remeter à Elizeth Cardoso, porque eu acho que elas têm um timbre parecido . Eu adorava Elizeth Cardoso, eu achava que realmente ela era assim a divina dama da MPB, uma grande cantora. Então essa faixa é uma homenagem ao Tom e um pouco homenagem à Elizeth também.

Portos e Vinhos: É uma canção estranha que eu fiz, porque veio tudo de uma vez, a música e a letra, uma canção poderosa, e que eu cantei muito pouco porque ela é tão forte prá mim que não dá prá cantar muito porque eu não consigo, é muita emoção. Então eu cantei algumas vezes e cantei prá gravar só. Canção misteriosa...

Algo me Pegou: É uma versão que eu fiz de uma música que ouvi na MTV, foi um vídeo, achei a canção linda, comprei o disco e resolvi utilizar a música prá esse momento meu.

Então eu fiz uma letra prá ela, que tem muito a ver com esse momento, que diz assim: eu não sei mais quem eu sou e o que eu pretendo, mas vou fundo até me descobrir. Quem será que eu vou parir? Então eu achei que tinha a ver com meu disco e com os assuntos dessas músicas que eu compus prá esse disco de agora, sozinha e com meus parceiros.

Prá encerrar, quero mandar um beijo para os ouvintes e pro pessoal da Musical FM.

Aqui é Marina, um beijão prá vocês, tudo de bom! (Outubro/1998)

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