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Natal – Rio Grande do Norte
O Estado do Rio Grande do Norte, sobretudo sua capital, Natal, é daqueles lugares onde você chega e já gosta. Se chegar durante uma tarde de, seja qual for o dia, em Ponta Negra (a praia mais famosa e descolada da cidade) aí não vai querer mais sair dali!
Sol e o ar mais puro das Américas (segundo a Nasa), clima de festa com gente de todas as partes do mundo fazem do local, cercado de bares de frente para o mar e o Morro do Careca (uma duna cercada de vegetação, com mais de 120m de altura) um dos pontos mais privilegiados do litoral brasileiro.
Mergulhar em águas cristalinas, cruzar imensas dunas brancas, visitar locais de grande valor histórico-cultural, caminhar pelo segundo maior parque florestal urbano do país (o Parque das Dunas)... Hospitalidade e cordialidade típicas de cidades do interior, mas infra-estrutura e serviços de capital não é pra qualquer lugar. Natal é realmente especial!
A cidade já foi chamada de Nova Amsterdã - sim, hoje há muitos holandeses e gente de toda a Europa; mas o nome se deu por causa da conquista dos Holandeses em 1633. Antes a cidade havia sido dominada por portugueses, depois corsários franceses e índios hostis. Em 1597, mais precisamente em 25 de dezembro daquele ano (por isso Natal) os portugueses aportam suas esquadras na foz do Rio Potengi, que marca a divisão entre as zonas norte e sul do município e retomam o local.
Às margens do Rio Potengi e sobre arrecifes foi construído em formato de estrela, o Forte dos Reis Magos, um dos cartões postais natalenses. Na parte superior do prédio estão expostos canhões.
Outro atrativo histórico-cultural de destaque é o Museu Câmara Cascudo. Fica na avenida Hermes da Fonseca, 1398, no Bairro Tirol. Ambientes nordestinos, fósseis, esqueletos e utensílios indígenas podem ser vistos no local.
Luís da Câmara Cascudo foi escritor, professor, maior folclorista brasileiro; levou o precursor do Modernismo, Mário de Andrade, ao Rio Grande do Norte onde realizou importantes pesquisas na área da cultura popular.
Já no Centro de Turismo, um prédio do século XIX, antiga Casa de detenção, é possível conferir boa parte do rico artesanato potiguar (lindas peças em cerâmica, cestaria, couro, madeira, rendas e bordados, pedras e alimentos caseiros).
Outros prédios de valor arquitetônico estão espalhados pela cidade (na rua Chile há belos exemplares) como o Teatro Alberto Maranhão e os Palácios Potengi e Felipe Camarão (prédio da prefeitura), além de belas igrejas.
O mar calmo de águas cristalinas, mornas e verdes encanta. Da Ladeira do Sol é possível ter uma bela visão das praias centrais de Natal: Areia Preta, Praia dos Artistas, do Meio e do Forte. Para transitar entre Praia dos Artistas e Ponta Negra você certamente passará pela Via Costeira. Ali, à beira-mar, estão os maiores complexos hoteleiros da cidade. Hospedagem pra quem está com o orçamento folgado e sem muita disposição pra curtir o destino.
Baobá, Coca-cola, Forró, “Ginga” e outras curiosidades
Os natalenses foram os primeiros sul-americanos a consumirem Coca-cola, em 1942. Naquele ano, o Departamento de Guerra dos EUA considerava Natal “um dos quatro pontos mais estratégicos do mundo” e a região sediou uma base americana que levou o nome de Parnamirim Field. Desta base aviões americanos partiam para a Europa e África durante a II Guerra Mundial. Este foi o cenário do filme brasileiro For All – O Trampolim da Vitória, que explora a lenda de que o nome Forró teria surgido da expressão For All (para todos), festas abertas ao público onde os soldados se divertiam a noite inteira. A versão não se sustenta e o ilustre Potiguar Câmara Cascudo definiu Forró como sendo uma abreviação de forrobodó, que significa, além de arrasta-pé, farra, confusão e desordem.
Natal, assim como Florianópolis (SC), foi parada do escritor francês Saint-Exupéry, aviador na Segunda Guerra, que citou o pôr-do-sol da cidade no livro "Atlântico Sul". Já em “O Pequeno Príncipe” ele cita o Baobá, árvore africana que tem três exemplares centenários no Rio Grande do Norte. Cerca de 15 homens eram necessários para abraçar o tronco da árvore, o que dizem, impressionou o francês!
Comer “Ginga” com tapioca em Natal é boa pedida. Ginga é peixe frito! No mercado municipal da Praia da Redinha é certeza encontrar a combinação.
Natal é a “esquina do mundo”. Olhando o mar natalense você está mais perto da África que de São Paulo e mais perto da Europa que da Argentina!
O nome Potengi, significa Rio Grande (Tupi-Guarani para português). O Rio Potengi é o principal do Estado do RIO GRANDE do Norte!
Norte-rio-grandense, Rio-grandense-do-norte ou Potiguar é o habitante ou quem nasceu no RN. De acordo com a enciclopédia online Wikipédia, “Potiguaras eram os nativos que habitavam a região litorânea do que hoje são os Estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Em tupi-guarani quer dizer comedor de camarão. Vários descendentes da tribo dos potiguaras adotaram, ao serem submetidos ao batismo cristão, o sobrenome Camarão, sendo o mais famoso deles o combatente Felipe Camarão.”, que dá nome ao prédio sede da prefeitura municipal.
Augusto Severo (de Albuquerque Maranhão), o nome do aeroporto que atende a cidade de Natal, na vizinha Parnamirim se refere ao professor de matemática, abolicionista e inventor do dirigível PAX que cortou os céus de Paris em 12 de maio de 1902 (Severo e o mecânico, George Sachet, morreram neste dia, depois de o dirigível estar a 400m de altura).
PAX simbolizava a crença de Severo no instrumento que criara, pois achava que este, poderia evitar guerras entre as nações.
Silnei Laise/Mochila Brasil

O Morro do Careca com seus 120m de altura
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Bem pertinho, outros cartões postais do Estado
Passeios de buggy “com ou sem emoção” (já deve ter ouvido essa frase se já viajou pelo nordeste). Lagoas, Mata Atlântica e até passeio de dromedário (só pra bancar o turista) são algumas das opções em Genipabu, pequeno vilarejo a 30 km de Natal. Se você alugou um buggy na capital siga confiante, porém nas dunas é melhor contar com a ajuda de um bugueiro. O assédio por eles é grande, não vai ser por falta de opção!
A cerca de 60 km de Natal via BR-101, mais 15 km por estrada de terra e mais 5 km em barco mar adentro irá se deparar com os Parrachos de Maracajaú. Um mergulho nesta piscina natural de água cristalina repleta de espécies marítimas é a festa dos visitantes.
Menos conhecida dos turistas, Barra do Cunhaú é para aqueles que buscam mais sossego e um maior contato com a natureza. O local fica a 86 km de Natal e o passeio pelo rio Curimatau é um de seus atrativos.
Como chegar
De carro, moto ou bike
O acesso à cidade pode ser via BR-101 ou BR-116.
De ônibus ou avião
A maioria das capitais brasileiras oferece transporte até Natal.
Onde comer
Tábua de Carne
  
Endereço: Av. Engenheiro Roberto Freire, 3241 – Capim Macio.
Website: http://www.tabuadecarne.com.br/
Mangai
    
Comidas regionais como Filé de bode, Cabrito na panela, Porco torrado, Farofa de bolão, Farofa sertaneja e arrumadinho. Recomendado pela maioria dos viajantes.
Endereço: Av. Amintas Barros, 3300 - Lagoa Nova
Telefone: (84) 3206-3344
Website: www.mangai.com.br
Ginga com tapioca no Mercado Municipal
   
Onde ficar
Natal tem grande oferta de leitos, para todos os gostos, bolsos e necessidades.
Clique nos links abaixo e confira as boas dicas de hotéis e pousadas em: - Natal
- Barra do Cunhaú
- Maracajaú
Hostels/Albergues:
Albergues em Natal
Camping
Praias Belas – RN-313, Km 13. Faz parte do município de Parnamirim, a 23K de Natal, onde também está o aeroporto Augusto Severo, que atende a capital natalense.
Silnei Laise/Mochila Brasil

Entre a Praia dos Artistas e Ponta Negra
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Serviços e telefones úteis
Informações turísticas – Centro de Turismo – Rua Aderbal de Figueiredo, 980, bairro Petrópolis. (84) 3211-6149.
Aeroporto – na cidade vizinha, a menos de 20 km, Parnamirim (acesso pela BR 101). (84) 3644-1011.
Rodoviária – (84) 3232-7312.
Saiba mais
Museu Câmara Cascudo: http://www.mcc.ufrn.br
Memória viva de Câmara Cascudo: http://memoriaviva.digi.com.br/cascudo/index2.htm
Prefeitura do Natal: http://www.natal.rn.gov.br/
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