Ricardo Almeida
UMA
Patrícia Viera
Herchcovitch
Rosa Chá
Vide Bula
Mário Queiroz
Zoomp
 



RESUMO DO PRIMEIRO DIA DE DESFILES


Direto da SPFW edição inverno 2006

19/01/06 - O primeiro dia de desfiles da São Paulo Fashion Week já confirmou algumas tendências, como a volta do preto, a silhueta seca em contraste com o fluido e volumoso, o balonê, a influência militar e a rigidez da roupa feminina dos anos 40 e 50. Saiba um pouquinho sobre cada desfile:

Ricardo Almeida faz roupa sob medida
O estilista, hoje considerado o melhor em moda masculina no país, pretende investir na produção de roupas cada vez mais personalizada, a exemplo do carro customizado que foi colocado no meio de sua passarela. Seus ternos em risca de giz, camisas listradas, paletós e jaquetas de couro, todos sempre muito bem cortados e com caimento perfeito têm silhueta ajustada. E para isso, o feito sob medida é indispensável.

Tecnologia têxtil no desfile da UMA
A grife paulistana UMA mostrou uma coleção que mistura a rigidez dos uniformes militares a tecidos finos e tecnológicos, como o algodão com fio inox que pode ser moldado e tem aspecto amassado. Casacos longos godês com ombros no lugar ganharam também detalhes de botões grandes, que ora aparecem apenas como enfeites, ora para transformá-los em jaquetas. As calças são confortáveis e afuniladas nas pernas, permitindo o uso de botas longas. O romântico se funde ao espírito guerreiro, como no uso do vestido branco delicado sob casaco mais pesado, mas tudo com muito movimento.

A excelência em couro de Patrícia Viera
A estilista estréia no evento (antes ela desfilava suas coleções na Fashion Rio) com uma coleção muito feminina. As formas ajustadas ao corpo remetem a moda dos anos 40 e 50, principalmente nos looks com saias lápis e casaquetos acinturados e justos. Mas o que realmente impressiona é o trabalho da estilista no couro, sua matéria-prima principal. Tudo é feito artesanalmente e chega a iludir o olhar. Às vezes não se sabe quando é couro e quando é tecido, como nas aplicações de pedacinhos de couro sobre estampas, formando origamis perfeitos.

A moda renascentista de Alexandre Herchcovitch
Ele é o principal estilista brasileiro da atualidade e mesmo quando não chega a surpreender, consegue agradar e mostrar seu talento. As tendências para inverno, já definidas pelas coleções internacionais anteriormente, estavam lá, como a volta do preto, a feminilidade dos vestidos fluidos e os leves balonês, mas com o toque contemporâneo e único do estilista, que criou lindas estampas florais frias, vestidos com recortes coloridos sobre o preto, jaquetas curtíssimas, saias volumosas e longos deliciosos.

Rosa Chá é lingerie e Copa do Mundo
A grife de moda praia do estilista Amir Slama é internacional e prova disso é que a produção não pára nunca. Para o inverno daqui (convenhamos que quase não temos) e o verão em outros países, ele criou uma série de biquínis, maiôs e saídas de praia com elementos vindos do universo da lingerie, inclusive na cor bege rosado. A segunda linha é para homenagear e torcer pelo Brasil na Copa deste ano. Tudo sempre com muito critério, inclusive no uso das cores da bandeira. O verde é oliva, o amarelo é dourado (hit atual) e o azul, bem discreto.

A moda acessível da Vide Bula
Rocker, romântico, colorido e jovem. Tudo isso estava no desfile da marca mineira. A Vide Bula é sempre muito competente ao traduzir para o seu público as tendências da moda sem perder a personalidade. De um jeito fácil de usar, terninhos coloridos para as meninas, vestidos corte império pretos ou bem estampados, camisetas de rock para os meninos e uma pitada do vitoriano, em golas e mangas bufantes.

Mario Queiroz mergulha nos anos 20
O estilista, que faz moda masculina, se inspirou nos anos 20 para criar sua coleção de inverno. Algumas idéias são muito legais e funcionaram, como o colete sobre camiseta. A mistura do contemporâneo com alguns elementos masculinos muito marcantes dos anos 20, como a calça clochard, deram personalidade à coleção.

A mulher chique da Zoomp
A grife acertou ao investir no que sabe fazer melhor: roupas limpas, com ar moderno e minimalista. Não chega a ser sofisticada, mas a mulher da Zoomp é até chique, principalmente nos looks monocromáticos de bermuda e jaqueta curta beges. O jeans é escuro e confortável, as malhas são próximas do corpo, mas não justas. E os vestidos pretos, corretos. Fofo o balonê curtinho com regata por baixo.


 
   
 

© Copyright Moda Almanaque/Studio América. Todos os direitos reservados.