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IMAGEM
É TUDO
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A atriz Liv Tyler não tem muito talento. Mas neste
caso, isso importa?
Sim,
é Liv Tyler. Se você está nessa página,
então tem a oportunidade de ver as imagens que adornam
estas parcas linhas. Não é preciso muito mais
comentários. O talento artístico dela é
inversamente proporcional à sua beleza. Mas isso é
irrelevante, já que em muito o cinema é feito
de imagem e não de talento. Afinal, a magia e o fascínio
ainda devem existir, correto?
Liv Tyler não seria definida como uma diva. Muito pelo
contrário. Nascida em 1º de julho de 1977, a jovem
só descobriu que era filha do Steven Tyler, vocalista
e alma do Aerosmith, quando tinha doze anos. Até então,
sua mãe, Bebe Buell, jurava que ela filha de Todd Rundgren,
outro roqueiro. Liv desconfiou da verdade quando conheceu Mia
Tyler (hoje, modelo profissional) outra filha de Steven e a
semelhança entre elas era absurda. Após a verdade
vir à tona, Liv resolveu assumir o sobrenome de seu pai
verdadeiro.
Aos quatorze anos, se tornou modelo. Incentivada por sua amiga
Paulina Porizkova, foi capa de revistas como Seventeen, YM e
Mirabella. Mas o que ela queria mesmo era ser atriz. Aos dezessete,
fez pontas em duas fitas inexpressivas. Em 1995, com ajuda de
papai, ela e Alicia Silverstone foram alçadas ao estrelado
no videoclipe de "Crazy", do Aerosmith. Mas nos cinemas,
somente em 1996 veio a primeira chance real: "Beleza Roubada",
de Bernardo Bertolucci. Nada mais perfeito. Ela é a definição
completa do que o mestre italiano necessitava para o papel e
mesmo com sua fraca atuação, o mundo se rendeu
à beleza de Liv Tyler.
Com o sucesso, convites para outros filmes foram surgindo e
com "Armaggedon", finalmente, as bilheterias responderam
do jeito que todos esperavam. Liv Tyler era então uma
das atrizes mais cobiçadas de Hollywood, com seu nome
sendo incluído em lista de mais sexy, mais bela, mais
desejada, mais qualquer coisa que for possível imaginar.
E, claro, seria bobagem dizer que ela não merecia.
Seus papéis mais interessantes sempre foram com Robert
Altman. Primeiro em "A Fortuna de Cookie", onde realmente
faz sua atuação acima da média. Já
em "Doutor T e As Mulheres", num papel pequeno onde
fazia o maior amor da vida da personagem vivida por Kate Hudson,
Liv também foi muito elogiada. Mais. Foi um delírio
fetichista para o público masculino.
Porém, na média, fez outros filmes irrisórios,
como "Que Mulher é Essa?", "The Wonders
- O Sonho Não Acabou" e"Paixão Proibida".
Quando não, faz ponta em blockbuster como a trilogia
"O Senhor dos Anéis", como a elfa Arwen - se
realmente existissem elfos no mundo como Tolkien imaginou, Liv
Tyler seria um deles. Sua beleza é inebriante.
Disléxica, vegetariana e com o nome de batismo vindo
em homenagem à Liv Ullmann, a beldade mantém uma
vida amorosa discreta. Por dois anos foi namorada de Joaquin
Phoenix e agora, para manter o hábito rock and roll,
se casou com Royston Langdon, baixista e vocalista da banda
Spacehog.
Liv Tyler não é uma atriz de muito talento. Mas
como dito no início deste texto, nem precisaria. Sua
beleza é capaz de colocá-la em qualquer filme,
porém, como uma maldição, sempre ficará
relegada a um plano menor. A alternativa, que lhe cabe, é
se conformar e aproveitar desse consumo estético (acabou
de ser contratada para ser o rosto da campanha do perfume Very
Irrestibible, de Givenchy, algo que somente outra atriz norte-americana,
também linda, conseguiu: Audrey Hepburn) ou realmente
se esforçar - "A Fortuna de Cookie" mostrou
que existe um pouco de esperança.
Para
entender Liv Tyler é muito simples, basta inverter aquele
slogan do Sprite: "Sede não é nada, imagem
é tudo". E alguém pode criticar a imagem
de Liv Tyler? Só se for um doente mental. Bonita, rica
e fashion. Só faltou ser boa atriz. Mas para os padrões
da indústria cultura, isso é só um detalhe
besta. |
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Liv
Tyler como a elfa Arwen, no filme "O Senhor
dos Anéis - A Sociedade do Anel"
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Campanha
do perfume Very Irresistible, de Givenchy
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