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de uma das campanhas de Donna Karan |
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DONNA
KARAN, A ESTILISTA DA MULHER REAL
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Com
um olho nas ruas e outro nas mulheres comuns, Donna Karan tornou-se
a primeira estilista norte-americana a influenciar o mundo com sua
moda criativa e inovadora
Por que será que, em meio a tantos novos estilistas, Donna
Karan continua sendo a queridinha de nove entre dez mulheres? A resposta
parece ser simples: ela apostou nas mulheres comuns - nem tão
altas nem tão magras como gostariam de ser -, mas que querem
ser elegantes sem ter um corpo de modelo. "Todas nós queremos
roupas de classe que vistam bem e, ao mesmo tempo, sejam confortáveis",
explica ela. Não é de estranhar que sua fórmula
dá certíssimo há duas décadas, com a adesão
de mulheres urbanas e ativas que gostam do luxo discreto. Por isso,
a "rainha da 7ª. Avenida" (ponto onde se concentram
as principais grifes de Nova York) é considerada a mais importante
estilista do sexo feminino, não só pela rápida
ascensão, mas também pela inovação e impacto
criados na moda norte-americana, reconhecidos por diversos prêmios
do Council of Fashion Designer Awards of America.
Até mesmo para os que acreditam na corrente de que a verdadeira
moda de qualidade vem dos ateliês europeus, a aceitação
de Donna Karan é prova de que as idéias de moda também
podem chegar dos Estados Unidos, podendo-se afirmar que ela se tornou
a primeira estilista norte-americana a exercer uma considerável
influência psicológica em âmbito mundial. Suas
roupas representavam a variedade de movimentos culturais do fim dos
anos 80 e início dos 90 e ela transformou o que era cult em
cultura.
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VÁRIOS PAPÉIS, UMA SÓ MODA
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A
estilista Donna Karan
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O destino de Donna Karan estava mesmo ligado à moda.
Filha de um dono de uma loja de roupas masculinas e de uma modelo
e vendedora, essa nova-iorquina nascida em Queens como Donna
Faske, em 1948, teve sua primeira experiência profissional
ainda no colégio, durante as férias de verão,
ao trabalhar com Liz Claiborne. Mais tarde, freqüentou
a Parsons School of Design, de Nova York, e logo nas férias
do segundo ano foi contratada para desenhar para Anne Klein,
famosa estilista de sportswear. Formada, passou um ano no ateliê
antes de ir trabalhar para a grife Addenda. Em 1968, voltou
para a Klein e, após a morte de Anne, em 1974, Donna
Karan e Louis Dell'Olio tornaram-se co-estilistas da companhia
para terminar uma coleção incompleta.
Depois de 15 anos na Anne Klein, Donna sentiu o impulso de ter
sua própria grife ao perceber sua dificuldade (e a de
outras mulheres) para encontrar o que realmente precisava no
guarda-roupa. "A idéia veio quando tentava limpar
meu closet do excesso. Precisava tornar fácil a escolha
de roupas pela manhã. Então, resolvi meu problema
com o mínimo de peças coordenáveis de diversas
maneiras", conta. Sua primeira coleção, de
1985, foi marcada por roupas destinadas a uma mulher competente,
mas muito sensual, vestida de jérsei e de crepe de lã,
com botas pesadas e jóias assinadas por Robert Lee Morris.
Ao se livrar dos excessos típicos dos anos 80 e direcionar
sua produção para as mulheres comuns, Donna Karan
descobriu o segredo do sucesso. "Para mim, desenhar é
a expressão do que sou: mulher, mãe, amiga e personagem
de negócios. Enfim, os muitos papéis que tento
conciliar. As roupas têm de refletir a realidade. As mulheres
estão muito ocupadas para qualquer outra coisa",
afirma ela.
Como não poderia deixar de ser, a fórmula de valorizar
os pontos positivos da silhueta feminina e de disfarçar
os negativos deu certo e ela acabou estourando com um bodysuit
preto, inicialmente com botões, para ser usado com calça,
com saia, por baixo dos casacos ou sozinho. Era modelado segundo
os princípios das peças capazes de firmar o corpo
e corrigir as imperfeições. "Preto funciona",
observa Donna Karan, "e ele é urbano, sofisticado.
Enfeita, dá para ser usado a qualquer hora, sempre combina
com tudo e nenhuma cor destaca tão bem as formas".
Em seus conjuntos, o padrão do sportwear dos anos 40
ganhou um toque mais agressivo, sexy, de luta pelo poder em
um mundo aberto até então apenas para os homens.
A esse conceito aliou o uso de tecidos usáveis tanto
durante o dia quanto à noite, como o jérsei de
lã e a cashmere, seus prediletos. "O meu conceito
de roupa global veste a mulher da pizza ao caviar".
Donna faz o gênero "só produzo aquilo em que
acredito" e todas as suas linhas têm raízes
em suas necessidades reais (jeans, para a filha e moda masculina,
para o marido), a exemplo dos demais segmentos da companhia
(sapatos, infantil, corpo, casa). "Faço roupas que
eu, minha família e meus amigos gostariam de usar",
diz ela. Mas com um diferencial fundamental para o sucesso:
o corte simples e impecável que nos anos 90 resultava
em peças já mais suaves, porém igualmente
sensuais.
Como cria para a mulher urbana, dinâmica e vitoriosa,
não poderia ter feito escolha melhor ao associar sua
marca à cidade de Nova York, sua fonte de inspiração:
em 1988, criou a etiqueta DKNY (iniciais de Donna Karan New
York, dedicada a um público jovem, mais acessível).
"A cidade atrai as pessoas mais fascinantes e criativas
do mundo e que estão constantemente em transformação",
adianta. Essa paixão de Donna Karan resultou também
em um livro-catálogo, fotografado por Peter Lindbergh,
com imagens de suas roupas mescladas às da cidade, cuja
renda foi destinada a entidades que promovem campanhas contra
a Aids.
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A
MARCA COMO NEGÓCIO
A grife tem mais de 2000 funcionários e lojas em diversos
países, inclusive no Oriente. Donna Karan desenha oito
coleções anuais para duas etiquetas. Seu nome
está impresso em aproximadamente 200 itens, entre acessórios,
roupas de cama, moda masculina e perfumes. A empresa está
na lista das mais rentáveis, incluindo os faturamentos
provenientes de licenças para produção
de cosméticos, ao lado de Ralph Lauren, Calvin Klein,
Tommy Hilfinger, Giorgio Armani e Versace.
Seu estilo urbano e acessível vestiu até a fashion
doll Barbie (foto ao lado).
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SETE
PEÇAS QUE LEVAM A MULHER A QUELQUER LUGAR, SEGUNDO
DK:
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PARA
SABER MAIS:
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Blazer
Vestido reto
Impermeável (Trench-coat)
Bodysuit
Camisa branca
Calça de corte reto
Saia
Cardigã de cashmere
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Donna Karan
Coleção Universo da Moda Autor:
Ingrid Sischy
Ed.: Cosac & Naify |
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FRASES
"Seja honesta com você mesma e só use
roupas com as quais se sinta bem."
"Quando eu desenho, penso sempre na mulher, nunca
nas roupas."
"Toda mulher quer ser alta e magra, então
eu arrumo as roupas para disfarçar as imperfeições,
minhas e dos outros."
"Sempre haverá necessidade de uma moda esportiva
e essencial. É assim que nos vestimos no dia-a-dia."
"Não colocaria minha marca em algo somente
para gerar mais negócios."
"Não colocaria meu nome na parte de trás
dos jeans. Cheguei a colocar o de Anne Klein, mais não
me imagino andando nas ruas e vendo meu nome lá.
Meu nome é particular!"
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Imagem
de uma das campanhas de sua segunda marca, a DKNY
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Desfile
Donna Karan outono/inverno 2004 na semana de moda de NY
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Desfile
Donna Karan outono/inverno 2004 na semana de moda de NY
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Desfile
DKNY outono/inverno 2004 na semana de moda de NY
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Desfile
DKNY outono/inverno 2004 na semana de moda de NY
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