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PIERRE
CARDIN: O ESTILISTA QUE PREVIU O SÉCULO 21
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SAIBA
MAIS
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COM
CONCEITOS DE MODERNIDADE E PRATICIDADE, O CRIADOR DO PRÊT-À-PORTER
REVOLUCIONOU A MODA E OS COSTUMES
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Nunca a combinação criador de moda/homem de negócios
foi tão bem-sucedida quanto no caso de Pierre Cardin. Criativo,
polêmico e introdutor de novos conceitos na alta-costura, como
a modernidade e a praticidade, o estilista tem sido, ao longo de 50
anos de carreira, um dos grandes revolucionários em sua classe.
Afinal, qual estilista pode se dar ao luxo de fazer com que mais de
vinte milhões de pessoas já tenham usado qualquer um
dos 500 itens que levam a sua própria marca, desde os famosos
Beatles até pessoas comuns?
Mas o mérito de Cardin não está somente no fato
de popularizar a alta-costura com o pret-à-porter, transformando
o "vestir com qualidade" em um produto (mais) acessível.
Historicamente, o estilista antecipou na roupa as mudanças
e os comportamentos sociais de cada década, trazendo a moda
para as ruas, revigorando o estilo masculino de vestir, sempre com
um pé no futuro. Em 1959, Cardin resolveu vender sua primeira
coleção feminina de alta-costura na Printemps, a famosa
loja de departamentos de Paris. Como resultado de tamanha ousadia,
foi expulso do Chambre Syndicale (o órgão dos grandes
criadores e do qual dez anos depois ele se tornaria presidente). Também
gerou polêmica em 1993, quando seus perfumes passaram a ser
vendidos na rede de supermercados Carrefour a preços 30% menores
que os das lojas especializadas.
Não é de admirar que conseguisse sua independência
financeira sem ter sócios ou grandes grupos como seus financiadores.
Como único dono de sua marca, autofinancia seus próprios
investimentos e reinveste tudo em centenas de franquias espalhadas
em mais de cem países - não só de roupas, mas
de acessórios, móveis, colchões, vinhos, snooker,
caviar, chocolates, louças sanitárias e até aeronaves
e carros de tiragem limitada. A grife Cardin gera 200 mil empregos
no mundo, 3 mil deles só no Brasil, onde Pierre Cardin está
desde 1968.
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O QUE É PIERRE CARDIN
- jaquetas sem colarinho e sem lapela
- versão feminina do terno
- gola-capuz
- bodysuits (macacão justo com mangas compridas, fechado
com zíper ou botões do umbigo até o pescoço.
Também conhecido como catsuit)
- modelos curtos na alta-costura
- coleções de primavera
- corte enviesado
- formas geométricas
- malhas modeladoras
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FRASES
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"Sou
um costureiro que se reconhece sem ver a marca."
"Elitismo não combina com o século 21."
"Elegância não se aprende: é preciso ser,
não parecer."
"A moda é a transmissão da civilização."
"Um mundo sem a moda seria cinza e triste, e milhões de
pessoas não teriam do que viver."
"Elegância não é ostentação."
"Vestir é uma atitude que exige bom gosto e autoconhecimento."
"Nós temos um estilo e podemos nos repetir um pouco, mas
não é nunca a mesma coisa, sempre acrescentamos algo
diferente."
"Direciono meu trabalho para o século 21 porque o amanhã
é mais estimulante que ontem"
"O meu estilo é uma forma de simplicidade, de geometria,
de construção linear. A roupa é construída
como uma casa. Eu penso um modelo com seu volume exterior e coloco
o corpo dentro. Não visto um corpo, ele que entra na roupa."
"Já imaginou a monotonia da moda sem as cores, os perfumes?..."
"Minhas fragrâncias são únicas e atemporais.
Quero que as pessoas usem estas criações para sublinhar
a própria personalidade. Perfumar-se é uma importante
forma de expressão."
"Vivemos a era da valorização do corpo e da sensualidade
contida."
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PATRÍCIA RODRIGUES é jornalista com experiência em revistas
femininas. Trabalhou na Editora Abril (Manequim, Anamaria, Claudia e Nova)
e especializou-se em textos do universo feminino, como moda, artesanato,
decoração, culinária e saúde. Atualmente, é
sócia da Bola Dentro, empresa que presta serviços editoriais
ao mercado jornalístico e escreve para o site Moda Almanaque |