Entra ano, sai ano, ela nunca sai de cena. Longa ou curtíssima,
com diferentes modelagens, a saia continua sendo um dos eternos
símbolos da sedução feminina. Conheça
os tipos que fizeram história:
Saia bailarina
Rodada e com comprimento até pouco acima dos tornozelos,
era popularíssima nos anos 50 principalmente entre as
jovens que freqüentavam os bailes.
Saia
Balão
Franzida na cintura e presa por uma tira circular na
bainha na altura dos joelhos, o modelo foi lançado
após a Segunda Guerra Mundial, quando a economia de
tecido já não era tão necessária.
Saia-calça
De comprimento variado, ela é dividida ao meio
para cobrir cada perna. Em cena desde fins dos século
XIX para a prática do ciclismo, esse tipo de roupa
tem origem na vestimenta dos operários franceses e
tem sido utilizada geralmente em ocasiões informais.
Bem rodada nos anos 30, não deixava tão à
mostra a divisão. Nas décadas de 60 e 70 o comprimento
ia até a metade da perna e era também chamada
de bombacha.
Saia
de odalisca
Uma variação da saia-calça dos anos
30 e inspirada nas calças usadas pelas mulheres turcas,
tinha as pernas bem franzidas ou pregueadas, com as bainhas
presas por uma tira nos tornozelos.
Saia
de pala
Modelo com o cós mais largo, de onde parte a saia
propriamente dita. As saias de pala foram populares nos anos
30 e no início dos anos 70, principalmente quando a
moda se inspirou nas roupas de estilo camponês.
Saia
em lenços
A bainha forma um ziguezague de pontas em V, parecidas
com as de um lenço. Foi e voltou ao longo do século
XX, especialmente no fim dos anos 60 e início dos 70.
Saia
entravada
Para usá-la era preciso dar passos curtíssimos,
pois, como o próprio nome supõe, era mais estreita
entre os joelhos e os tornozelos impedindo o movimento natural.
Foi lançada pelo estilista Paul Poiret (1879-1944)
antes da Primeira Guerra Mundial e criou muita polêmica,
sendo condenada pelo Papa e ridicularizada por cartunistas.
Saia
envelope
Tem um painel de tecido que dá a volta ao corpo
e é traspassado na cintura para ser amarrado. Sua origem
vem do sarongue (roupa das mulheres de Bali e do Taiti) e
foi um dos estilos do século XX. É mais usada
em ocasiões informais. A versão mais recente
é a pareô, tipo de saia polinésia de padronagens
florais gigantescos, que desde a década de 70 é
usada como saída de praia.
Saia
franzida
Também de origem camponesa, tem um leve franzido
no cós, que forma pregas delicadas. Sua modelagem faz
sucesso desde os anos 40.
Saia
godê
Cortada no viés e feita com um ou dois pedaços
de tecido, era a peça obrigatória no guarda-roupa
das adolescentes dos anos 50 usada com muitas anáguas.
Saia
pilão
De modelagem cheia nos quadris e estreita nos tornozelos,
a saia pilão era popular nos anos 20 e foi relançada
para ser usada à noite no final da década de
60 e início da de 70.
Saia
reta
Usada desde a década de 40 por economia de tecido,
é cortada em linha reta dos quadris até a barra.
Saia
hippie
Os modelos longos dos anos 70, rodados, com babados,
feitos de tecido fino ou de patchwork, com estampas e padrões
psicodélicos ou indianos/orientais, inspiraram muitos
estilistas e a moda das ruas nas décadas seguintes.
Microssaia
Teve uma passagem-relâmpago até mesmo para
os anos 60, quando foi lançada. Curtíssima,
essa saia cobria apenas o bumbum.
Minissaia
Idealizada pela estilista inglesa Mary Quant no início
dos anos 60, a minissaia chegou a causar polêmica, mas
é um sucesso até hoje, nas ruas ou nas coleções
da maioria dos estilistas. A original tinha comprimento bem
acima do joelho.
Mídi
No final dos anos 60, o comprimento dela ia até
a canela, sendo uma alternativa entre a míni e a máxi
para ser usada com botas até o joelho. Não era
muito popular na época, mas acabou fazendo sucesso
uma década depois pelo comprimento considerado "aceitável".
Máxi
O oposto da micro, foi muito usada em fins dos anos 60
com botas. Geralmente rodada, ia até os pés
ou tornozelos.
Bibliografia consultada: Enciclopédia da Moda, de Georgina
O´Hara (Companhia das Letras)
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