SAIA DO SÉRIO!

Por PATRÍCIA RODRIGUES (*)
(pdlrodrigues@uol.com.br)


Entra ano, sai ano, ela nunca sai de cena. Longa ou curtíssima, com diferentes modelagens, a saia continua sendo um dos eternos símbolos da sedução feminina. Conheça os tipos que fizeram história:

Saia bailarina
Rodada e com comprimento até pouco acima dos tornozelos, era popularíssima nos anos 50 principalmente entre as jovens que freqüentavam os bailes.

Saia Balão
Franzida na cintura e presa por uma tira circular na bainha na altura dos joelhos, o modelo foi lançado após a Segunda Guerra Mundial, quando a economia de tecido já não era tão necessária.

Saia-calça
De comprimento variado, ela é dividida ao meio para cobrir cada perna. Em cena desde fins dos século XIX para a prática do ciclismo, esse tipo de roupa tem origem na vestimenta dos operários franceses e tem sido utilizada geralmente em ocasiões informais. Bem rodada nos anos 30, não deixava tão à mostra a divisão. Nas décadas de 60 e 70 o comprimento ia até a metade da perna e era também chamada de bombacha.

Saia de odalisca
Uma variação da saia-calça dos anos 30 e inspirada nas calças usadas pelas mulheres turcas, tinha as pernas bem franzidas ou pregueadas, com as bainhas presas por uma tira nos tornozelos.

Saia de pala
Modelo com o cós mais largo, de onde parte a saia propriamente dita. As saias de pala foram populares nos anos 30 e no início dos anos 70, principalmente quando a moda se inspirou nas roupas de estilo camponês.

Saia em lenços
A bainha forma um ziguezague de pontas em V, parecidas com as de um lenço. Foi e voltou ao longo do século XX, especialmente no fim dos anos 60 e início dos 70.

Saia entravada
Para usá-la era preciso dar passos curtíssimos, pois, como o próprio nome supõe, era mais estreita entre os joelhos e os tornozelos impedindo o movimento natural. Foi lançada pelo estilista Paul Poiret (1879-1944) antes da Primeira Guerra Mundial e criou muita polêmica, sendo condenada pelo Papa e ridicularizada por cartunistas.

Saia envelope
Tem um painel de tecido que dá a volta ao corpo e é traspassado na cintura para ser amarrado. Sua origem vem do sarongue (roupa das mulheres de Bali e do Taiti) e foi um dos estilos do século XX. É mais usada em ocasiões informais. A versão mais recente é a pareô, tipo de saia polinésia de padronagens florais gigantescos, que desde a década de 70 é usada como saída de praia.

Saia franzida
Também de origem camponesa, tem um leve franzido no cós, que forma pregas delicadas. Sua modelagem faz sucesso desde os anos 40.

Saia godê
Cortada no viés e feita com um ou dois pedaços de tecido, era a peça obrigatória no guarda-roupa das adolescentes dos anos 50 usada com muitas anáguas.

Saia pilão
De modelagem cheia nos quadris e estreita nos tornozelos, a saia pilão era popular nos anos 20 e foi relançada para ser usada à noite no final da década de 60 e início da de 70.

Saia reta
Usada desde a década de 40 por economia de tecido, é cortada em linha reta dos quadris até a barra.

Saia hippie
Os modelos longos dos anos 70, rodados, com babados, feitos de tecido fino ou de patchwork, com estampas e padrões psicodélicos ou indianos/orientais, inspiraram muitos estilistas e a moda das ruas nas décadas seguintes.

Microssaia
Teve uma passagem-relâmpago até mesmo para os anos 60, quando foi lançada. Curtíssima, essa saia cobria apenas o bumbum.

Minissaia
Idealizada pela estilista inglesa Mary Quant no início dos anos 60, a minissaia chegou a causar polêmica, mas é um sucesso até hoje, nas ruas ou nas coleções da maioria dos estilistas. A original tinha comprimento bem acima do joelho.

Mídi
No final dos anos 60, o comprimento dela ia até a canela, sendo uma alternativa entre a míni e a máxi para ser usada com botas até o joelho. Não era muito popular na época, mas acabou fazendo sucesso uma década depois pelo comprimento considerado "aceitável".

Máxi
O oposto da micro, foi muito usada em fins dos anos 60 com botas. Geralmente rodada, ia até os pés ou tornozelos.
Bibliografia consultada: Enciclopédia da Moda, de Georgina O´Hara (Companhia das Letras)



(*) PATRÍCIA RODRIGUES é jornalista com experiência em revistas femininas. Trabalhou na Editora Abril (Manequim, Anamaria, Claudia e Nova) e especializou-se em textos do universo feminino, como moda, artesanato, decoração, culinária e saúde. Atualmente, é sócia da Bola Dentro, empresa que presta serviços editoriais ao mercado jornalístico e escreve para o site Moda Almanaque
 
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