Viúvas, mas chiques!

Por Rosane Muniz

Com a peça "As Viúvas", de Artur Azevedo, é possível fazer uma viagem no tempo e entrar em contato com um verdadeiro retrato do comportamento humano do início do século. A peça está em cartaz, em São Paulo, com o grupo TAPA, e deve seguir viagem pelo país.

O grupo, na verdade, reuniu três peças curtas de Azevedo dos anos de 1870 , 1901 e 1907 , respectivamente. Cada uma com sua viúva, de classes sociais distintas, todas em situações de corte amorosa e preocupadas com seu futuro sentimental. Ganhadora do Prêmio APCA 99 de melhor figurino pelo conjunto de sua obra no ano ("A Serpente", "Navalha na Carne", "O Telescópio" e "As Viúvas"), Lola Tolentino faz um passeio conosco através do figurino da peça.


Para ser figurinista, segundo Lola, é preciso saber o que se está fazendo. São necessárias muitas pesquisas até descobrir como se vestia na época, o porque, para quem, com que intuito, qual o comportamento... Em segundo lugar, uma sintonia com o diretor, afinal ele é quem comanda o trabalho. É no diretor que você põe a sua criatividade e, a partir daí, cria a sua história para que possa encontrar a originalidade do trabalho. Em terceiro lugar, mas não menos importante, está o ator. É fundamental perceber a alma que aquele ator dá para determinado personagem. A figurinista é uma serva da encenação. Deve estar a serviço do ator, do diretor e do espetáculo.

Nesta peça, Arthur Azevedo se revela um delicado observador da alma humana, além do retratista de costumes já conhecido. A peça provoca muitos risos, com cançonetas e diálogos irônicos.


"As Viúvas" está em cartaz até o dia 30/04 no Teatro da Aliança Francesa - Rua General Jardim, 182 - Fone: 259-0086 - São Paulo.
Sábado às 20h e Domingo às 18h
Ingressos: R$ 20, 00 (estudantes e idosos pagam meia)

* Rosane Muniz é atriz e estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi.

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