A primeira viúva é a mais romântica. Na pequena peça "Amor por Anexins", uma costureira pacata, exemplo da classe trabalhadora, se utiliza de seus dons sensuais para a conquista de uma segurança econômica. Sua origem humilde é denunciada num traje um pouco mais simples, mas feito, provavelmente, com a junção de sobras dos tecidos de suas clientes (esta é a historinha criada por Lola).

Os vestidos do início da década de 1870 eram bastante volumosos e luxuosos, até um pouco pomposos devido à recente invenção da máquina de costura e à já existência dos grandes costureiros (por exemplo, Worth). Inês, a viúva, veste uma saia longa, rodada, de musseline com renda. Sem a sensual anquinha, característica de 1870, devido ao seu aparente recato como viúva. Sua blusa é toda de renda francesa e no decote usa uma flor vermelha e outra branca, artifícios para a sedução de seu pretendente. Um chapéu pequeno, caído sobre a testa e usado sobre um penteado que forma um enorme chinó de cachos, é estilizado para o palco com algumas poucas plumas e completa o visual. Para uma eventual saída à rua, o figurino ganha um par de luvas, indispensável, e uma pequena bolsa.

Seu pretendente, Isaías, não é de classe social tão alta, mas está bem de vida. Para ele, Lola optou por um terno da época. A sobrecasaca havia sido estabelecida como um traje aceito para o dia na cidade. Preto, na altura dos joelhos e com lapela de seda, como de costume.

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