Uma viúva rica e solitária é vislumbrada no segundo ato. A peça "Uma Consulta" se passa em 1901. Com a queda do Império, a sociedade encontrava-se em transição, com sua economia passando da agricultura para as indústrias. A elite tentava manter sua posição social, valorizando, ainda, o comportamento aristocrático. É um período de ostentação e extravagâncias. Esta viúva não tem tanta pressa em sua conquista, já que não precisa de um marido para ascender socialmente. Uma consulta, "por engano", com um falso doutor serve de pretexto para o encontro deste ato.

Com relativa liberdade, esta viúva é mais segura e independente em seus atos. Sua roupa modela mais o corpo. Usa uma saia lisa sobre os quadris que se abre em direção ao chão. Uma basque (pequena saia branca) é utilizada como charme e leve disfarce para suas curvas.

Utiliza a transparência com propriedade, assim como as rendas. Eram comuns cascatas de renda descendo dos decotes. Substituindo o casaco como um abrigo na composição, uma capinha preta foi a opção de Lola. No início do século, havia uma loucura por plumas e os chapéus eram adornados com uma ou duas. A segunda viúva ainda mantém-se na tradição da viúva em negro, mas já ousa um pouco com pitadas de branco.

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