As cores da moda entre 1900 e 1920

Por Patrícia Douat*

Entre eles estão Mariano Fortuny, pintor e inventor, criador de lenços inspirados nas culturas grega e cretense. Famoso pelo Delpho gown, sua criação de 1907, com seu processo de plissar o tecido, que manteve em absoluto segredo, seu uso de cores era considerado glorioso, com tonalidades brilhantes que conseguia obter através do uso de pigmentos vegetais, uma agradável mudança visual, dado o costume de se usar anilina nos tingimentos da época, o que provocava um efeito um tanto cru no tecido. Outro nome influente da época no Orientalismo foi Raoul Dufy, um dos fundadores de movimento Fauvist (de 1905 à 1908). Este movimento, apesar da curta duração teve grande repercussão na arte da época. Seguindo um estilo essencialmente expressionista, caracterizava-se pela distorção das formas e pelas cores exuberantes. Após 1908 apenas Matisse continuou explorando esta vertente, os outros partiram para o Cubismo. Dufy trabalhava com estamparia e foi responsável por várias das estampas inesquecíveis de Poiret através de sua interessante e inovadora técnica de tingimento. Posteriormente Dufy foi responsável pela criação de estampas dramáticas em sedas e brocados para uma famosa empresa têxtil francesa. Na área teatral Erté se destacou por suas criações exóticas e alongadas. Erté trabalhou com Poiret e, para a Harpers Bazar, fez belos trabalhos de criação nas capas da revista. Criou costumes para Diaghilev além de trabalhar com design e costumes teatrais em New York e Paris.

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Patrícia Douat é pesquisadora da psicodinâmica das cores.

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