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Why
London Fashion Week?
A
London Fashion Week - outono-inverno 2001 - termina
dia 23 de fevereiro. Para a imprensa e compradores,
a organização do evento enviou duas
revistas-catálogos divulgando notícias
da última
temporada (setembro /2000), designers
e expositores participantes da próxima
e, principalmente, o evento em si e Londres, ela
mesma: passarela e palco do que há de mais
criativo em fashion around the world, como diriam
os próprios ingleses.
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Capas das revistas enviadas
pela organização da London
Fashion Week.
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Um
dos catálogos, Who's who on the catwalk,
apresenta os criadores que estarão compondo
a agenda dos desfiles com pequena biografia e
descrição do estilo de cada um.
Básica para os profissionais elegerem os
shows de 2001, de acordo com seus interesses específicos.
A segunda, Why London? fala da cidade através
de um pequeno manual de sobrevivência fashion,
com direito a hot lists de lugares interessantes,
gente famosa, novos nomes e endereços de
compras.
Na
corrida pela audiência e bons resultados
financeiros, as capitais de lançamentos
do mundo da moda correm atrás de garantir
que jornalistas e negociantes estejam mais do
que presentes: que aproveitem e que voltem sempre.
Há
pouco tempo atrás, a imprensa inglesa comentava
o perigo de que o evento perdesse força,
ameaçado pelo investimento de grandes grupos
em talentos como Alexander McQueen, Hussein Chalayan,
Stela McCartney e John Galliano. Ao sentir que
alguns de seus shows migravam para Paris e New
York, os organizadores se empenharam em fortalecer
a imagem da semana inglesa.
"Por
que Londres?" A pergunta é respondida
por fashionistas e poderosos como Joan Kaner,
vice presidente da americana Neiman Marcus; Julie
Gilhart, merchandising da mega Barneys, também
americana; Fatiha Habchi, compradora da Printemps
de Paris; Colin McDowell, pesquisador de moda
e um dos articulistas do Sunday Times Style; além
de outros profissionais da área.
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Produtos assinados por expositores
da LFW: pulseira de Jemima Rogers; bolsas
de Lulu Guinness; detalhe de vestidos de
Jenny Packam; sandália Mootich e
detalhe de t-shirt Queene&Belle.
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"As
preocupações comerciais não
apagaram a essência de laboratório
de criatividade que são os desfiles britânicos."
- Patrice Cabasset - editor de moda de L'Officiel
de la mode, Paris.
"Além dos desfiles, o mais excitante
é ver como as pessoas nas ruas se vestem:
você nunca sabe o que vai encontrar na próxima
esquina." Ann Watson - vice-presidente da
Saks Fifth Avenue, USA.
"Enquanto os designers do mundo inteiro cochilam,
alguns dos ingleses se expõem com idéias
vibrantes que fazem muita gente acordar."
Fatiha Habchi - Printemps, Paris.
"Eles não tremem de medo de ser criativos,
se arriscam e fazem o que os outros vão
fazer duas temporadas depois." Maria Luisa
Poumaillou - proprietária da Maria Luisa,
Paris.
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Página da revista
Why London? "My London Fashion Week":
pequenos diários com os melhores
momentos do evento, compostos por gente
de moda como a top inglesa Liberty Ross,
que desfilou o vestido de "Um milhão
de pounds" assinado por Julien Mcdonald,
na última temporada.
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Tais
depoimentos mais outros que trazem os adjetivos
"excitante", "desafiador",
"refrescante", "inovador",
"surpreendente", "imprevisível"
e "inesperado" reafirmam o que direciona
os ânimos na divulgação do
evento e consolidação de sua imagem:
se Kate Moss digitalizada foi a cara da última
edição, a imagem da LFW
Autumn-Winter 2001 é uma impactante
montagem de Per Karlen (para o Royal College of
Art) sobre foto original da Harrods. Dramática,
híbrida, mais arte do que moda. Esta é
a idéia para seduzir gregos e troianos,
franceses e americanos a responder, "Yes...
We are going to London next season".
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