|
God!
Save Vivienne!
Por
Cristiane Mesquita, de Londres, exclusivo para
o Moda Brasil
A
exposição Vivienne Westwood - The
collection of Romilly McAlpine habita parte do
Museum
of London até 25 de junho.
Westwood
é uma rainha da moda... E o melhor: rebelde.
Traduz história, arte e tradições
britânicas num caminho absolutamente individual.
Reinventa a moda inglesa e influencia designers
de todo o mundo desde o final dos anos 70. Seus
shows são irônicos, inteligentes
e perspicazes.
A
exposição é uma boa amostra
de seu trabalho a partir das peças de uma
fã-cliente-colecionadora. Além dos
famosos corselets e vestidos de festa realmente
polêmicos, os costumes em tartan inglês
são tão sérios quanto bem
humorados, em especial os exemplares da coleção
Mini Crini (1994) - saias curtíssimas,
armadas com micro-crinolinas, que, segundo a lenda,
foram apresentadas pelas modelos sem calcinha...
Os
acessórios são um prazer a parte:
saltos que fizeram Naomi Campbel cair na passarela
e não ficar mal-humorada, muitas pérolas
falsas e toda sorte de invenções
com seu satélite-marca-registrada.
Em
sua biografia Fashion+Perversity - A life of Vivienne
Westwood and the sixties laid bare (Fred Vermorel.
Bloomsburry, 1996) há uma frase especialmente
gostosa para nós, brasileiros, datada em
seus bons tempos de amor com o sex pistol Malcolm
McLaren: "O mundo sem Malcolm seria como
o mundo sem o Brasil."
Mas
ela não pára por aí. Além
de criticar qualquer manifestação
de mediocridade fashion, proclama: "Ler livros.
Isso é o que traz elegância ao vestir.
A roupa cai melhor nas pessoas empenhadas em ser
inteligentes."
Delícias
de ouvir, ver e vestir.
Museum
of London - London Wall - London EC2Y 5HN
Fone - 020 7814 5777
Metrô - St. Paul's ou Barbican
|